“Se eu tiver de morrer” — o último poema de Refaat Alareer

(José Catarino Soares, in Tertúlia Orwelliana, 26/12/2023)

O número de civis palestinianos assassinados em Gaza, vítimas dos ataques das forças armadas de Israel nas últimas 11 semanas, atingiu os 20.258, enquanto 53.688 ficaram feridos, informou o Ministério da Saúde palestiniano no sábado, dia 23 de Dezembro de 2023. Entre os mortos, mais de 9.077 eram crianças, informou o Euro-Med Human Rights Monitor. Presume-se que outros milhares de cadáveres, de adultos e crianças, estejam presos sob os escombros em toda a faixa de Gaza.


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5 pensamentos sobre ““Se eu tiver de morrer” — o último poema de Refaat Alareer

  1. A farsa dos coitadinhos continua, claro. Israel é uma nação fascista, genocida, messianica, que usa da selvajeria de há quatro mil anos atrás com a mais alta tecnologia armamentista do Século XXI.
    Que eles insistam em dizer que são uns coitadinhos e um direito que lhes assiste, o que não é admissível é que andem os nossos governos a dizer o mesmo e a defender semelhante bando de trastes. Que justifiquem tanta barbaridade, que tentem calar os que denunciam a crueldade e a ignoninia. Que nos tentem comer por parvos.
    Mas devíamos estar a espera desde que tem dado tudo e mais alguma coisa ao governo nazi da Ucrânia. Um governo que tentamos sem qualquer vergonha na cara utilizar para reduzir a Rússia ou a umas 20 nações mais pequenas ou a um país governado por outro bêbado desregulado como foi Yeltsin. Desta vez seria um drogado, Navalny provavelmente. Ou qualquer outro que fosse capaz de vender a sua terra.
    Entretanto fomos diabolizando o Putin como se qualquer presidente que não fosse na realidade um traidor, como foram Gorbatchev e Yeltsin ou como seria Navalny não caísse em cima da Ucrânia com tudo depois dos últimos discursos delirantes, cheios de ódio e tresloucados do Zelensky.
    Que claro, na virada do ano tratou de flagelar uma cidade que de vez em quanto já tinha sido atingida por umas batatas quentes com um ataque terrorista visando exclusivamente civis. Quis fazer o mesmo que a gente da sua raça faz em Gaza. O problema é que a Rússia não é Gaza e hoje Kharkiv levou com as batatas quentes que teve que levar. Provavelmente o alvo foram as posições de onde o ataque terrorista partiu mas os presstitutos souberam dizer que foram atingidas casas, um hotel e um infantário. Fosse a Rússia Israel e o Zelensky passava o ano novo num bunker a borrar se todo.
    Mas sempre que lhes demos armas eles trataram de as utilizar mais depressa contra populações civis que contra os soldados russos em batalha. Porque o que os move não é qualquer luta pela liberdade, que não teem nenhuma, mas o ódio é a ânsia de destruição. Isto é só uma amostra do que teria acontecido à gente do Donbass se a Rússia tem continuado a assobiar para o lado. Tinha sido como em Gaza, tinha ido tudo raso.
    E esta gente ainda lhes quer dar F 16 para eles poderem fazer ainda pior. Se querem que a Rússia se sinta sem outro remédio se não mandar uma nuclear lá para dentro é capaz de ser uma boa ideia.
    E sim, um bravo a África do Sul é a coragem dos seus dirigentes que convém agora que, se ponham a pau. E se algum deles for vítima de um tiro ou de uma bomba que saibamos todos onde começa o rasto do fumo. Efectivamente os dirigentes sul africanos sabem tudo sobre apartheid e substituição de populações. Mas já alguns admitiram humildemente que o seu suplício nada foi se comparado com o palestiniano. Eles não se identificam certamente nem com a raça nem com a religião dos palestinianos. Mas identificam se com a sua dor. E o pouco que podem fazer para que o mundo não os abandone, como a África do Sul foi durante tantos anos, estão a fazer. Um bravo por isso.
    Para o meu pais só espero que não estejamos a ser covernados pela extrema direita daqui a menos de três meses. Embora me pareça que é essa fava que nos vai sair.
    Se chegamos a 2025, espero que sim e que possamos estar aqui a chamar uns nomes aos fascistas. É sinal que pelo menos nos estamos cá e o blog que alguns garantem que ja está a ser investigado pela polícia ainda não foi censurado. Saúde para todos.

  2. Compreende se a vontade que uma gente sanguinária e genocida poderá ter de ver morto alguém como Refaat Alareer. Compreende se que tenham transformado essa vontade em ação.
    Porque esse tipo de gente faz toda a narrativa Israelita de desumanização dos palestinianos cair pela base.
    Um bombista suicida e o melhor que lhes pode acontecer. Permite lhes dizer a gente que nunca sentiu o desespero de uma ocupação por gente messianica, com tara de superioridade e genocida que os palestinianos são se não animais pelo menos uma gente muito ma. Uma gente que quem morrer, portanto Israel so lhes faz a vontade quando os mata. Antes que se joguem sobre eles com uma bomba. Não interessa que em anos pouco mais de duas dezenas numa população de uns seis milhões de pessoas tenha estado tão desesperado para fazer tal coisa. O bombista suicida alimenta a narrativa de diabolizacao e desumanização do outro.
    Permite a nações que os apoiam aliviar a má consciência, permite que olhemos para o lado quando mais palestinianos são mortos a tiro pela soldadesca, quando casas e terras são roubadas, quando cisternas de água são destruídas, quando Gaza e mais uma vez bombardeada. Quando homens e mulheres estiolam anos a fio nas masmorras israelitas. O sangue derramado pelo bombista suicida lava todos os crimes. Lava perante o ocidente o crime hediondo que é apoiar Israel.
    Mas alguém que se limita a, denunciar com a sua caneta os crimes cometidos, alguém que apela a distinção entre sionistas e não sionistas, que apesar de toda a, violência sofrida as maos dos judeus reconhece com sinceridade que nem todos são animais nem má gente, esse sim é um perigo.
    Por isso Israel mata sem do nem piedade tambem esses. Porque esses são um perigo para a sua narrativa de coitadinhos que teem de matar todos os, palestinianos antes que todos eles ponham um colete suicida e se lancem sobre Israel.
    Foi por matar a sua narrativa que Refaat Alareer teve de morrer.
    Mas para muita gente essa narrativa de coitadinhos já está morta há muito. Pelo que não havia necessidade. Mas os sanguinários pensam sempre de outra forma.

    • A narrativa dos coitadinhos ainda está bem viva no impérulio genocida ocidental, com suas massas totalmente manipuladas pela propaganda. Eu vi no Telegrama uma reportagem de uma menina Palestiniana que ficou sem pais, sem família, sem casa, sem terra, e sem uma perna. Mesmo assim sorriu e falou do futuro. Umas semanas depois, estava também morta após um ataque ao hospital onde recuperava. Vi também os meninos despidos nos campos de prisioneiros na Gaza ocupada. Vi coisas que ninguém devia ver. E isto é só o que vejo à distância, nem imagino como será no local. O número de mortos andará já bem acima dos 25 mil, quase todos civis, a maioria mulheres e crianças. Fora os feridos que são mais do dobro disso. E os milhões de dupla e triplamente refugiados que apesar de vivos, já ficaram sem vida. E entretanto do que se fala na MainStreamMerdia? Do que anuncia a Casa Branca, a Comissária Europeia, o Netanyahu e companhia, e claro, os “coitados” do 7-Outubro.

      E agora que o UkraNazistão aprendeu que o Mundo ocidental tolera todo o tipo e escala de agressão, desde que feita contra povos não ocidentais, eis o ataque propositado com armas de destruição massiva, ilegais pois de fragmentação, que com grande precisão e Intelligence ocidental, foram disparadas contra uma praça em Belgorod onde decorria uma feira natalícia. Mais de 20 mortos civis, várias crianças, num só ataque UkraNazi. Se os naZionistas podem, eles também podem. São esses os valores Europeus.
      Nos canais pró-Russos, só se vê uma coisa: uns com raiva que queriam retaliação, outros de cabeça fria a explicar que a SMO tem de continuar nos mesmos termos, sem baixar ao nível do adversário, com a retaliação a ser como de costume: só alvos militares.
      Os Russos têm valores. E não querem saber se a MainStreamMerdia ocidental depois vai só mostrar os efeitos colaterais das anti-aérias UkraNazis+NATO cujos estilhaços provocam esporádica destruição em zonas civis, eente dizendo que foi “ataque indiscriminado do Putin”.

      Voltando ao naZionistão, os ataques contra civis não são só em Gaza, são também no Sul do Líbano. Contra civis e contra jornalistas. Já foram assassinados quase 100.
      Mas do que falam as presstitutas ocidentais? Do Navalny…
      Semana sim, semana não, lá morrem mais uns civis e derem crianças em Donetsk. Mas do que falam as presstitutas ocidentais? Das “vítimas raptadas” pelo Hamas. Vão ao ponto de chamar isto a uma das mulheres com uniforme das IDF que foi levada de mota pelo Hamas. Uma invasora ilegal, que faz parte das forças armadas do agressor, e é feita prisioneira de guerra legitimamente pelo movimento da resistência do povo ocupado, é uma “vítima”, uma “coitadinha”.

      E quando a África do Sul avança para o Tribunal dos tribunais (Tribunal Internacional de Justiça, não confundir com a palhaçada do Tribunal Penal Internacional que emitiu um mandato para Putin mas nunca o fez para Obamas nem Netanyahus) acusa do Israel de genocídio, eis que os naZionistas usam a carta dos “coitadinhos”, e chamam “anti-semita” à África do Sul.
      Tempos houve em que o movimento de libertação do Apartheid, e até o Nélson Mandela, eram chamados de “terroristas”, e os brancos violentos e invasores eram os “coitadinhos”. Os Sul Africanos conhecem bem a missa. Por isso é que estão nos BRICS ao lado de Rússia, China, Irão, e companhia.

      Agora é esperar que a justiça actue, que fique preto no branco que há um genocídio a decorrer, que o agressor é o naZionista, que a vítima é quem só tem o Hamas e meia dúzia de túneis e explosivos artesanais para se defender.
      A seguir, ou o circo do Tribunal Penal Internacional acata a decisão do Tribunal Internacional de Justiça, ou será o fim do circo ocidental. Ou Netanyahu (e quem lhe dá armas e vota contra o cessar fogo) são julgados por genocídio, ou um movimento em massa de países sairá do Tratado de Roma.
      É este, já agora, o jogo de longo termo de Putin no que ao mandato de captura diz respeito. Quantos mais dias passam com esse mandato, sem que os genocidas ocidentais tenham um igual, mais a Rússia e o Sul Global ganham na arena internacional e mais o império genocida ocidental fica isolado.

      Até lá, ainda muita maldade vai acontecer, os naZionistas querem ocupar a Palestina toda, completar a limpeza étnica, e o Hitler de Tel Aviv, Netanyahu, já fala em voz alta sobre o desígnio bíblico da Grande Israel, desde o rio Nilo até aos rios Tigre e Eufrates.
      Pois que assim seja, que os naZionistas podem as linhas vermelhas que é preciso pisar, que a guerra se torne regional, que os países em redor percebam que têm de fazer como a Rússia, defender-se militarmente em território do inimigo, e que o projecto naZionista chegue de vez ao fim. Nem com as fronteiras de 1947 vão poder ficar. Se os Palestinianos ficam sem nada e os povos em redor são também ameaçados, pois então não fica nada para ninguém.

      E isto, parece que não, mas está ligado aos StormShadows britânicos com Intelligence dos EUA que depois, pela mão de UkraNazis, atingem a frota Russa no Mar Negro. É dessa frota que sairão os mísseis que afundarão os barcos anglo-saxões que actualmente cercam a Mesopotâmia.
      A Rússia pode até nem fazê-lo diretamente, já se fala em voz alta em repetir o comportamento ocidental: escolher um proxy, armar até aos dentes quem odeia USAmericanos+vassalos, e depois pegar nas pipocas e ficar a ver soldados imperialistas ocidentais a arder.
      Para já, são só o Hezbollah (contra as IDF na Galilei’s ocupada), os Houthis (contra a cardeia de abstecimento do naZionistão pelo Mar Vermelho), e os movimento de resistência no Iraque (contra bases dos invasores EUA) e da Síria (contra os invasores does Monte’s Golã). A seguir, a coisa pode ficar feia, bem feia.
      Até porque os naZionistas estão mesmo a leave em frente o plano de empurrar os Palestinianos para o Sinai, o que o Egito já disse que seria uma declaração de guerra.

      Ora, se até lá não houver regime change na Europa, a propaganda dos “coitados” vai subir de nível e soldados Europeus estarão envolvidos nessa guerra, que nem é a de “Israel vs Hamas” nem a de “Putin vs Ucrânia”, é a guerra contínua do Império Genocida Ocidental contra todos os outros ou Como a propaganda lies chama, a “democracia liberal” contra o “resto”.
      Os sinais estão aí para quem os quiser ver. A Alemanha declara re-armamento, a Irlanda e Suíça erodem a sua neutralidade e a Finlândia e Suécia acabam de vez com ela. O Japão volta a fornecer armas para a guerra. O AUKUS prepara o teatro de operações em volta de Taiwan. Armadas anglófonas rodeiam Venezuela e Mesopotâmia. Chéquia recusa ir à ONU explicar como o seu MLRS foi usado para matar civis em Belgorod, e ameaça sair só porque na AG se votou por um cessar fogo na Palestina. A Moldávia fala em re-anexar a Transnístria pela força. Na Sérvia tenta-se um Maidan enquanto se invade Kosovo e se anexa o Montenegro à NATO. A Polónia arma-se até aos dentes. Os Países Baixos dizem que se vão preparar para a guerra contra a Rússia. E um pouco por todo o ocidente, as poucas vozes da razão e da paz são tratadas como inimigos e traidores.

      E na capital do império genocida, Washington, a farsa eleitoral serve apenas para se escolher qual o lado que quer cometer o holocausto dos Palestinianos mais depressa, e se quer em simultâneo guerra contra a Rússia, contra a China, contra o Irão, contra a Venezuela, ou contra todos. Falar paz é “anti-semitismo” ou “putinismo” ou “comunismo” ou “anti-patriotismo”. Votem em quem votarem, só há na verdade uma opção: dentro de casa o NeoLiberal-Fascismo, e fora de casa o double down ao imperialismo genocida e guerra permanente. Mas hei, “millions for Ukraine/Taiwan/Israel creste jobs in our weapon factories”. Já chegou a este pronto a campanha eleitoral. *

      Esta pode ser a nossa última passagem de ano… Boas festas!

      * e enquanto isto, em Portugal as presstitutas que têm poder para decidir do que se fala nos meios mediáticos, entretêm o povão com a novela da sucessão a Costa, e a novela das alianças partidárias entre os vários sabores das direitas fascistas. Propostas? Zero. Real politik? Zero. Geopolítica? Zero. Futuro do país? Zero. E diz o Louçã, do “alto” dos 4% do seu partido pró-UkraNazis/NATO, que são boas notícias… Que tragi-comédia que é este país.

  3. Obrigada pelos bons artigos que postam. Parabéns. Este último marcou-me muito. Um mundo bárbaro que chacina indiscriminadamente homens bons. Mulheres e crianças. Como é possível do termos evoluído tecnologicamente se os seres humanos estão piores.

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