Do relativismo moral aos treinadores de bancada

(Estátua de Sal, 15/03/2022)

Ter um opinião intelectualmente honesta esclarecida sobre qualquer tema exige esforço e empenho. A lei do menor esforço é uma lei bem humana que, para o bem ou para o mal, nos permitiu chegar até aqui. Ora, os textos sobre a guerra na Ucrânia que temos vindo a publicar neste espaço, e que continuaremos a publicar, são tudo menos fáceis, exigem abertura de espírito a quem os lê, tentam analisar a realidade numa dupla ótica e não são devedores do unanimismo da comunicação social do Ocidente, nem do simétrico unanimismo da comunicação social russa que, devido à censura por cá imposta, estamos impedidos de seguir e de avaliar.

Assim sendo, quem quiser ver a realidade de modo simplista e a preto e branco, quem quiser ter deste conflito uma inabalável opinião de um clubismo legítimo mas desinformado – os brancos são os bons e os pretos são os maus, ou vice-versa -, escusa de arribar por estas paragens, pode-se ficar pelos comentários do Milhazes, do Rogeiro e quejandos. E quem quiser ser treinador de bancada, ululando a favor da sua equipa, desculpando as faltas dos “nossos” e crucificando o árbitro porque não apitou um penalty a nosso favor, escusa de arribar a estas paragens.

Contudo, se a paixão futebolística é tolerável – ainda que seja a manifestação de um primarismo básico -, a paixão belicista é perigosa, destrói as solidariedades humanas, as hipóteses de convivência pacífica, e as possibilidades de colaboração entre grupos sociais que permitiu a nossa sobrevivência enquanto espécie animal, que também somos. Deve, por isso mesmo, ser combatida. E é em nome desse combate que se tem pautado as publicações deste blog.

Em qualquer guerra, existindo sempre duas partes – pelo menos -, só ouvindo as razões de ambas é possível ajuizar, com alguma razoabilidade, quem é quem nesse difícil jogo de avaliar “quem atirou a primeira pedra”. Sim, porque se os Dez Mandamentos e o jus naturalismo disseram aos homens “não matarás”, também perdoaram ao homicida que age em legítima defesa salvando a própria vida, defendendo-se do agressor.

Mas o que vejo em catadupa a grassar por aí, nos comentários públicos de políticos, comentadores encartados e não encartados é a manifestação de uma irracionalidade bruta que está disposta a sacrificar tudo e todos. Está a criar-se um clima de histeria coletiva em que a fúria da turba enraivecida se está a sobrepor à racionalidade e ao bom senso. Algumas das sansões que estão a ser decididas contra a Rússia pela UE, além de pouco eficazes vão-nos penalizar a todos nos tempos mais próximos de forma significativa.

Algumas mesmo atingem a matriz da nossa liberdade, como a censura que foi decretada à comunicação social russa nos países da União Europeia, como se a ocidente só se dissesse a verdade e do leste só viesse a mentira e a desinformação. Contudo, depois dessa grande “verdade” que eram as armas químicas do Sadam ter justificado a invasão do Iraque pelos EUA, ficou claro que a comunicação social do Ocidente pode produzir fake-news em larga escala, quando tal é conveniente, sem que tal seja tido como um atropelo à liberdade e à democracia.

É contra esse relativismo moral que eu e muitos outros se insurgem, apesar deste relativismo já vir de longe. Supostamente, em 1936, o Presidente dos EUA, Roosevelt, terá dito sobre Anastasio Somoza, por muito tempo o sanguinário ditador da Nicarágua, que “Somoza pode ser um filho da puta, mas é o nosso filho da puta”. E hoje, os nazis no governo e no exército ucraniano, e aqueles outros nazis que para lá se estão a dirigir, como o “nosso” Mário Machado, serão os “nossos” filhos da puta, logo devemos protegê-los e apoiá-los?? É este o projeto político que os nossos líderes nos propõem?!

É a insanidade à solta, está tudo doido. Eu sou um pacifista contra todas as guerras. Parece que não é o caso de muitos outros que querem “ganhar a guerra” e fogem de qualquer negociação. É por isso que a as sanções que estão tomar contra a Rússia não vão resolver nada, porque revelam que quem manda (os EUA) quer o conflito e não a negociação. Sanções que serão pagas com suor e lágrimas pelos povos desta Europa que não tem cerviz, por vocês, por mim e pelos nossos filhos. Isso é que o devia ser discutido, perguntando aos nossos governantes para onde nos querem levar.

Eu só queria ver adultos na sala mas só vejo políticos senis que parecem putos a jogar às guerras como se fosse um vídeo jogo.

E deixo-vos a melhor análise da situação atual. Um vídeo notável de Boaventura Sousa Santos numa longa mas formidável entrevista a um canal brasileiro.

Boaventura, percorre historicamente as razões das duas partes, como se deve fazer em Direito e em Ciência e disserta sobre elas com propriedade. Quem for treinador de bancada ou agente do relativismo moral dirá que tal posição é um apoio ao Putin. Não, não é. É o pragmatismo intelectual de quem sabe e ousa pensar pela própria cabeça. E vejam o vídeo. O Putin também não se sai bem.

Estátua de Sal, 15/03/2022


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8 pensamentos sobre “Do relativismo moral aos treinadores de bancada

  1. A questão é que não estamos num jogo de futebol. Estamos numa realidade de vida e de morte em que um país invade outro país, com o seu exército, sem ser num acto de legítima defesa, Estar a equiparar os invadidos / agredidos com os invasores / agressores, é um estranho exercício de hipocrisia. Em primeiro lugar e antes de mais é preciso condenar e criticar os agressores. Acaso a Estátua de Sal (ES), se existisse na altura, seria equidistante da Alemanha de Hitler face aos países aliados? Acaso a ES não foi a preto e branco na invasão do Iraque pelos imperialistas americanos? Será que os imperialistas russos são melhores? Pois é, o direito internacional para a ES não existe, só existe a lei da força. Infelizmente vai por aí muita confusão e incoerência, e é pena pois considerava o vosso papel importante. Quando era mais necessário a condenação da violência e o terrorismo de estado a ES não soube estar no lado certo, o ódio aos americanos falou mais forte…

    • E quem é que é o invadido e o invasor? A questão é mesmo essa.

      Não foi o Pacto de Varsóvia que se expandiu e colocou bases e mísseis até à fronteira dos EUA.
      Não foi a Rússia que recusou respeitar os acordos de paz de Minsk.
      Não foram os Russos que obrigaram 97% das pessoas da Crimeia a serem autodeterminadas de forma pacífica.
      Não foi o Kremlin que obrigou os ucranianos russófonos a revoltarem-se contra o golpe de 2014.
      Não foi o Putin que ameaçou que teria armas nucleares apontadas a Moscovo.
      Não foi o exército russo que armou nazis do Batalhão Azov para matar 13 mil pessoas em 8 anos de guerra.
      Não foi o Lavrov que votou a favor da glorificação do nazismo numa assembleia da ONU.
      Não foi a RT que proibiu os ucranianos russófonos de ver canais russos ou sequer falar russo.

      Antes de começar sequer a debater este tema, é preciso perceber o que nos trouxe aqui. Quem é que quis a guerra, quem é que ameaçou, quem é bombardeou, quem é que se alargou/expandiu, quem é que chegou primeiro à fronteira de quem.

      A Rússia defendeu-se e salvou vidas no Donbass e Crimeia, e salvou a sua população de 140 milhões da aniquilação (NÃO mútua) que os EUA e Zelensky queriam fazer ao colocar armas nucleares a poucos minutos de Moscovo e, sabemos agora, também armas biológicas e químicas. Um Presidente que ameaça a Rússia com armas nucleares no dia 19 na Conferência de Munique, passa a ser um “herói pacifista” a partir de dia 24?

      Se os EUA invadiram um país (Iraque) no outro lado do Mundo com base numa mentira (que mesmo que fosse verdade não chegava sequer perto do perigdo das armas nucleares), estavam à espera que a Rússia fizesse o quê perante uma ameaça verdadeira e muito mais perigosa mesmo na sua fronteira?

      Se a Ucrânia tivesse um Presidente decente, em vez de um lunático, a guerra no Donbass teria terminado há mais tempo e muitas vidas teriam sido salvas, os acordos de paz de Minsk seriam cumpridos, a Crimeia não estaria em risco de ser invadida, o Batalhão Azov (e outros nazi) estariam presos em vez de condecorados, a Ucrânia seria neutra e conviveria bem com a Rússia, e estaria agora a negociar os termos da adesão à UE em paz.

      Em vez disso, Zelensky, UE, NATO, e EUA insistem em continuar a guerra. Como se as condições da Rússia (que são do mais puro bom senso) fossem inaceitáveis.

      Relembro-te que a Europa só derrotou os Nazi pois teve líderes à altura, e dialogou e cooperou com a União Soviética. E que os EUA só evitaram uma guerra total com Cuba pois cederam e tiraram os mísseis da Turquia de modo a que a URSS tirasse os mísseis de Cuba. Ora, se os líderes de hoje fossem líderes na década de 40, a Europa estaria hoje toda a falar alemão e gritar “sieg heil” de braço direito esticado… e teríamos todos na parede uns quadros de “heróis” das SS que derrotaram o Comunismo em nome da nossa “liberdade”.

  2. Vim aqui só para lhe dizer que a censura da ditadura dos não eleitos de Bruxelas e dos fanáticos da NATO, não impede ninguém de ver os canais noticiosos da Rússia (RT e Sputnik).
    Basta usar uma rede VPN (ou um browser como o Opera que tem a opção VPN integrada), com IP/localização na Ásia e está resolvido. Já passa a poder ver o site, o video, a rede social, tudo. É irónico ter de usar um endereço por exemplo da China para ultrapassar a censura da “democracia liberal”. Foi ao ponto a que isto chegou…

    Uma forma ainda mais fácil, é aceder a plataformas como a Odysee, que a RT usa para nos mostrar aquilo que a “comunidade internacional” (cada vez mais pequena como aqui li num dos muitos excelentes textos qu7e a Estátua de Sal publicou nas últimas semanas) não quer que vejamos.
    Fica aqui o link, caso ainda não soubesse: https://odysee.com/@RT:fd

    Assim, tal como no Verão eu via a RT na box do meu operador, para ficar a saber que os EUA cometeram MAIS UM DE MUITOS crimes de guerra ao usar um drone para bombardear uma zona civil em que mataram 10 pessoas, a maioria delas crianças (enquanto os comedores de palha ocidentais ouviram durante uma semana inteira a “notícia” de que os EUA tinham abatido com sucesso um alvo do ISIS-K), hoje continuo a ver reportagens da RT, tendo sempre o mesmo cuidado que tenho em TODOS os canais, de perceber o que é factual, o que é opinião, o que é manipulação, o que é propaganda e falsidade, e o que foi omitido em vez de divulgado.

    A triste conclusão a que cheguei com o meu saudável hábito de ver cada vez menos (e hoje em dia ZERO) comunicação social portuguesa, e de ver cada vez mais notícias como as da Euronews, Sky News, TeleSUR, RT, CGTN, e tantos outros de tantas outras paragens (até no israelita i24news já vi coisas informativas sobre este conflito), é que o grosso da mentira, omissão, manipulação e falta de pluralismo, não vem do lado de lá, mas sim do lado de cá.

    É por isso que quando pessoas informadas falam com idiotas (a esmagadora maioria do comentariado e políticos, e dos idiotas por si “formados”, pois a maioria ainda se “informa” pela TV tradicional…), os idiotas não percebem sequer o que se está a passar na conversa, teimam que têm razão no seu mundo simples a preto e branco, e não têm a base de conhecimento, seja histórico ou do dia-a-dia, para começar sequer a perceber o início da contextualização que serve de prólogo aos argumentos de quem com eles tenta debater. É como um humano a tentar usar a razão perante uma porta…

    E sim, idiota é mesmo o termo certo. Não estou a exagerar, nem a faltar ao respeito. Alguém que não se informa, gosta de ser enganado, tem a chamada ignorância atrevida, e como resultado de tudo isso vai para a rua de bandeirinha amarela e ciano a dizer que quer a paz, e que a “sua solução” (que nem é sua, nem é solução) para a paz é a NATO entrar no conflito começando com uma zona de exclusão aérea, fazendo na Rússia o que tem feito em todo o lado: matar, matar, e matar, mudar de regime, e matar mais uns quantos – e dar início à 3ª guerra Mundial, essa pessoa só pode ser chamada de idiota.

    As únicas manifestações pela paz até agora, que eu tenha visto, foram uma na Sérvia e outra na Grécia (ambas contra a NATO), e uma em Itália (contra Putin e contra a NATO em simultâneo). Três minorias no meio de uma maioria absoluta de idiotas.

    Quanto à guerra, sim senhor, temos de as condenar todas por igual, chorar todos os mortos por igual. Logo aqui já sei que sou (eu e o autor da Estatua de Sal e vários dos aqui publicados nas últimas semanas) melhor pessoa que 99% da população, pois para mim dói tanto a criança que esta semana morre na Palestina, como a criança que morre na Ucrânia, ou a criança que ontem morreu no Afeganistão, ou a que amanhã vai morrer no Iémen.
    A diferença é que, e não me parece que esteja a ser injusto, ainda não vi um único daqueles mais aguerridos apoiantes da NATO, a chorar uma única que tenha morrido antes de 24-Fevereiro-2022 fora da Ucrânia. Se isto não tem sido o mais vil aproveitamento mediático da morte para fazer passar uma só narrativa, não sei o que tem sido.

    E tudo isto, toda esta propaganda, em alegada solidariedade para com o “herói” Zelinsky que recusou os acordos de paz de Minsk e continuou a bombardear o Donbass, que queria invadir e começar uma guerra na Crimeia, votou na ONU pela glorificação do nazismo e deu medalhas a ultra-nacionalistas assassinos/genocidas do Batalhão Azov, e que quando tinha a obrigação de aprender com a história (ex: modus vivendi entre URSS e Finlândia) e garantir a paz e a vida do seu povo, preferiu dar ouvidos aos belicistas da NATO, e fazer a ameaça final à Rússia, dizendo que teria armas nucleares.

    É por isso que, apesar de condenar a guerra, neste conflito que dura há 8 anos, eu torço só por um lado, e esse lado não são os criminosos de guerra da NATO, UE, EUA, e Ucrânia. Um lado para quem os quase 14 mil mortos do Donbass nos últimos 8 anos foram só um “pormenor” no seu esquema de provocação à Rússia com o objetivo de chegar onde estamos hoje, e agora com o objetivo de o prolongar o mais possível. Esta gentalha toda não fica a dever nada aos “líderes” da Europa do final dos anos 30… E perante eles, o abominável ditador Putin, que andou 8 anos a ficar de paciência esgotada sempre sob sanções, sem ninguém com quem dialogar a sério, e a implorar que os acordos de paz de Minsk fossem respeitados de forma a salvar a vida dos ucranianos russófonos, até parece um estadista. Que tudo corra bem aos ucranianos não-nazi do oeste, aos ucranianos russófonos do leste, e aos jovens russos que foram enviados para combater as guerras dos poderosos, como sempre acontece em todas as guerras.
    Aos ucranianos nazi, desejo o mesmo que aos soldados da NATO envolvidos em todas as respetivas invasões e crimes de guerra: uma cova bem funda.

    E para que não fiquem dúvidas é este o meu desejo: que a guerra acabe o mais depressa possível, que a Rússia e a Ucrânia encontrem um modus vivendi com tanto sucesso e tão duradouro como o negociado entre URSS e Finlândia, e que os governos belicistas pró-NATO (uns mais corrompidos por Washington que outros) que agora querem que a “bazuca” europeia acabe nas contas offshore da oligarquia americana, enquanto os desgraçados passam fome e ficam tesos cada vez que vão de carro para o trabalho, sejam derrubados democraticamente (não necessariamente via “democracia liberal”) o quanto antes e substituídos pelos líderes que a Europa merece.

    A começar pelo da “maioria absoluta” dos 41% (diz que é uma lei eleitoral “democrática”…) em Portugal, cuja razão para eleições, já quase esquecemos, foi acabar com a Geringonça, defender as malfeitorias da troika contra os trabalhadores, dizer que aumentos de pensões pobres acima de 10€ era “inaceitável”, e que aumento do investimento público proposto pelo BE era uma “bravata ideológica”. O mesmo governo que entretanto já prometeu mais não sei quantos milhares de milhões para a NATO, pois isso é que “não é ideológico” e “é bom” para encher as contas offshore da oligarquia amiga do Santos Silva e da von der Leyen… Podem até vir a faltar os cereais ao povo, mas o caviar esse continuará a encher os pançudos dos 1%.

    Entretanto o jornalista e denunciante Assange está quase a ser enviado para o gulag americano, e o nº de sanções contra o Apartheid de Israel e contra os recordistas de invasões continua a ser ZERO. Imaginem que a comunicação social começava uma campanha para dizer “se estás a beber Coca-Cola, estás a financiar a máquina de guerra dos EUA”… mas isso é que não pode ser. Afinal de contas a Coca-Cola dá boas receitas de publicidade no Ocidente, a NATO é só para “defesa, democracia e liberdade”, e quando morrem escurinhos lá longe, as Clintons e suas fãs até celebram em nome do “feminismo”. Algumas até choraram de tristeza aquando da fuga de Kabul “ai, lá se foi o feminismo do Afeganistão, era bom era mais 20 anos disto”…

    E neste cúmulo da hipocrisia, quando alguém pergunta pateticamente, com falsidade argumentativa, e sempre muito mal intencionado: “então a Ucrânia não tem direito à autodeterminação de decidir se entra na NATO sem estar a pedir permissão a outro país? A Rússia tem de ser condenada sem mas nem meio mas” – eu só gostava que alguém lhe respondesse: “assim sendo, também temos autodeterminação para renegociar a dívida unilateralmente, não cumprir regras orçamentais do Euro, sair da NATO, reconhecer independência da Catalunha, e aplicar sanções contra todos os países com offshores” (tudo questões válidas, legais, e que até faz sentido pelo menos debater) – ao que o idiota do outro lado logo responderia “ah, mas…” – e ao que alguém do outro lado poderia responder, rematando: “então não foste tu que disseste que não podia haver «mas» neste debate?”.

    Vinha só dizer-lhe como ultrapassar a censura, mas mas o tema é complexo demais para escrever só um “tweet”. Podia ficar nisto toda a noite, e mesmo assim fica sempre tanto por dizer. Já muito sabia sobre o tema, acompanho a tragédia Ucraniana desde 2014. Mas se hoje tenho ainda mais por dizer, ao autor deste blog tenho de agradecer. Muito obrigado pelos textos que aqui tem publicado. Isto sim tem sido serviço público.

    • Curiosamente (ou não) nem uma palavra sobre a censura russa.
      É caso para dizer “censura só há uma a da NATO / EUA e mais nenhuma”.
      Acho que a NATO / EUA cometeram crimes que foram denunciados no seu tempo, e eu denunciei também, mas o que me custa é ver quem chame “invasão” ao que aconteceu no Iraque e chame “conflito militar” o que acontece hoje na Ucrânia.
      Os “arautos” do sim “mas”, que se dizem vítimas de serem apontados (injustamente na minha opinião) como agentes de Putin, não hesitam em insultar como agentes da CIA / NATO /EUA quem não concorde com os seus “mas”.
      O ódio (todos os ódios) toldam a razão, infelizmente é habitual.

  3. É impressionante como gente como esta, com valor intelectual, mas sectária, se deixa levar por teorias de nazis e extremas direitas veiculadas por Putin. Se os há, ou não, isso é com o povo ucraniano e será ele a ter que resolver. Ou será que Putin é o Deus, o grande moralista, e o anti nazi que quer salvar a humanidade? Então onde houver comunistas e poderes comunistas a NATO também deve intervir? E não apontem com a aberração do neonazi Machado para convencer utilizando os aspetos emocionais das pessoas. Tenham lá paciência. Ser antiamericanismo e antiNATO tem limites.

    • ´Sobre a manipulação de aspetos emocionais sou um principiante, meu caro. Basta ver as televisões de serviço que nos mostram que os russos só bombardeiam maternidades cheias de bebés e hospitais cheios de velhinhos. Trate-se da cegueira se é que tem cura, porque o mais cego é o que não quer ver.

    • Mário machado e mais sete nazis nacionais vão-se juntar a um “grupo” de nazis em lviv para combater o invasor russo … sobre o argumento putinista da desnazificação da ucrania não acrescento mais nada. Sobre a imperialista invasão da ucrania sou contra. Sobre a NATO também sou contra. Sobre as muitas guerras imperialistas da NATO-UE-USA também fui sempre contra. E o manuel_ar ? Onde andou na 2ª guerra do iraque? E na da Jugoslávia? E da Sérvia? E da Siria? E da Venezuela? E de Cuba? Bem me parecia.

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