(Stephen Karganovic, in Resistir, 23/04/2024)

Yuval Harari, o porta-voz de Klaus Schwab, fez recentemente uma declaração que deveria causar arrepios na espinha de toda a gente. “Se o pior acontecer e o dilúvio chegar”, disse Harari, ele e a cabala de mestres mundiais obscuros com ideias semelhantes “construirão uma Arca e deixarão o resto afogar-se“.
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A eterna busca do homem pela imortalidade está no centro de quase todas as filosofias e religiões. É uma pena que os transhumanistas de hoje se tenham arriscado, por arrogância, a chegar ao precipício.
Para desmontar estes delírios , nem sequer é preciso pôr em jogo a moral, basta colocar a seguinte questão: os seus delírios filosóficos aplicados a uma sociedade podem produzir algo de funcional? A resposta é obviamente negativa. Só pode produzir o caos e a barbárie. De facto, todas as grandes civilizações só nasceram superando a barbárie, sacralizando a vida humana e as crianças, engrandecendo sentimentos como o amor e a compaixão, abolindo os crimes rituais, o canibalismo e o infanticídio! E quando uma civilização regressa a essas práticas da idade das trevas, já não consegue produzir coerência, unidade ou beleza… e acabará por cair no caos.
Estas pessoas odeiam o ser humano e odeiam-se a si próprias.
O transhumanismo é uma forma de religião!
Todos estes adeptos do transhumanismo que sonham em nos encerrar em seu mundo técnico totalmente mecânico e quantitativo fazem lembrar mitologia grega de Aracne, que tecia lindamente, mas com tanto orgulho e excesso que Zeus a transformou em aranha.
Num certo sentido o transhumanismo não é mau se puder curar doenças mentais e incuráveis, pode ser benéfico para as pessoas com deficiência, pessoas com uma deficiência física ou mental e uma doença incurável, uma deficiência física ou mental é prejudicial para as pessoas com deficiência em termos das dificuldades que enfrentam (exclusão social, a forma como as pessoas olham para elas, rejeição, escárnio, preconceito), querer mudar a forma como os outros olham para a deficiência e incluir as pessoas com deficiência nas escolas e no trabalho não é suficiente, a ética não resolve todos os problemas. Não sou contra a deficiência, sou contra todas as formas de preconceito e discriminação.
Há muito a dizer… . A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL é uma amputação do ser humano, cabe-nos a nós escolher e perseverar na nossa investigação.
No mundo de ontem, o povo era soberano. Tinham um governo que lhes prestava os serviços públicos de que necessitavam. No belo mundo de hoje, o governo mundial não eleito (OMS, OMC, NATO, FMI, etc.) declara-se soberano e dono do povo, escravizando.
Não há conspiração sem conspiradores. Eles querem tornar o mundo um lugar melhor, mas apenas para eles próprios.
O perigo é real e é altura de nos afastarmos dos avisos da esfera “conspirativa”.
Aliás, “conspiração” é uma palavra polivalente que erradicou o que antes era nobre: o espírito crítico.
Com o Fórum Económico Mundial, estamos a regressar a um novo feudalismo em que os novos “servos” terão de cumprir determinadas condições para poderem circular.
Este objetivo de as pessoas não serem donas de nada esconde o facto de que outros serão os únicos donos de tudo e, quando se olha para a composição do Fórum Económico Mundial, fica-se com uma ideia bastante clara de quem vai monopolizar tudo.
Sim, eles próprios declaram que são os legítimos proprietários da riqueza do mundo.
O problema é que as pessoas aceitam isto porque dizem sou obrigado a ir trabalhar ou sou obrigado a obedecer, etc., tudo porque querem manter o seu pequeno conforto, a sua pequena e irrisória sobrevivência material como consumidores preguiçosos.
O “Grand Reset”. Estamos a voltar à era feudal. Esta era foi uma catástrofe e um grande sofrimento para a população e estamos a voltar a ela! A maioria da população ficará muito mais pobre e terá de trabalhar como escrava para enriquecer um punhado de miliardários, é esse o nosso futuro! Não é um futuro brilhante para as gerações futuras.
Também está a decorrer uma guerra de classes e são os ricos que estão a ganhar. Esta afirmação está muito em linha com aquilo a que temos vindo a assistir há anos, se não décadas.
Há uma lei política e geopolítica irreprimível: quanto mais poder se tem, mais se pode adquirir. Por isso, mais vale dizê-lo: o jogo acabou.
As pessoas têm sido manipuladas há muito tempo e qualquer revolta em massa da sua parte será dirigida a bodes expiatórios, a caricaturas ou a outras vozes de garagem.
Por outro lado, temos o problema da ecologia e da sobrepopulação. É essencial rever a distribuição dos bens e, num mundo capitalista, é o capital que distingue os privilégios.
Em suma, o empobrecimento, a perda de democracia e a subjugação são, logicamente, o nosso destino no futuro.
O crédito social já existe, mais ou menos. Da mesma forma, se tiver um registo criminal, mesmo que pequeno, pode não ter acesso a muitos empregos, etc., etc., por isso não há nada de novo, excepto que será digitalizado. Já estamos a ser rastreados há muito tempo. Quando se faz uma compra numa loja, sabe-se. O mesmo acontece quando utilizamos um operador telefónico, os nossos dados são transmitidos a outros, etc.
Porque é que fomos apanhados por esta nova ordem mundial?
Porque não há nada de perigoso no nome, nem nova ordem mundial nem governação mundial.
Porque podíamos imaginar que as nações seriam governadas democraticamente. Não podíamos imaginar uma governação mundial que visse destruir nações, crenças e culturas. Nenhum de nós podia imaginar que se trataria do domínio de uma casta e que essa casta levaria a cabo um imenso despovoamento da Terra.
O senhor Shwab fez-nos sorrir quando, convidado pela televisão suíça, disse que TUDO seria transparente. Para nós, transparência significa vigilância para toda a gente, mas não certamente para a sua casta, que utilizou o secretismo e a mentira de uma forma totalmente feia. Assim, para o Sr. Shwab, vigilância e transparência têm “o mesmo significado”.
O euro digital que já entrou vai acabar co o dinheiro físico para o fim de 2025,mas no segundo semestre já haverá pouco dinheiro físico.
A grande diferença é que a moeda digital do banco central será programável da mesma forma que todas as tecnologias que estão a surgir na internet através das criptomoedas. Poderá ter uma data de validade, por exemplo, para obrigar as pessoas a gastá-la na economia,ou ficar sem o seu dinheiro.
O dólar não, as criptomoedas não, as moedas fiduciárias não, o ouro nem por isso, mas o que é que vai constituir o “novo sistema de trocas”?
Não é claro!
Temos absolutamente de rejeitar este sistema de controlo permanente e vicioso…
Não ao dinheiro digital, não ao crédito social ou ao passe de carbono e à sua prisão digital. Viva a liberdade, o dinheiro é nosso, não deles.
A ideia é acabar com o numerário e substituir o atual euro “digital” por um euro “digital PROGRAMÁVEL”. Isto irá criar uma armadilha: não será possível sair dela porque já não haverá dinheiro. E este euro programável vai permitir o pior dos piores controlos sociais: dinheiro perecível que tem de ser utilizado dentro de um prazo determinado, por exemplo, 3 meses, após o que será vaporizado, um limite máximo de poupança ilimitado, por exemplo, 3000 euros, com proibição de ter mais, quotas de despesa, por exemplo, um máximo de 3 camisolas por ano, 1 bilhete de avião por ano, etc… E, claro, há quotas personalizadas (com desconto, claro) para os “maus cidadãos” e, para os piores cidadãos, a possibilidade de vaporização instantânea das suas contas e de não poder comprar nada!
É preciso parar de repetir a propaganda do “euro numérique ”… é um euro numérique PROGRAMÁVEL! Com ELIMINAÇÃO DE DINHEIRO.
Por vezes, pergunto-me se o BCE, que mantém os bancos – falidos – à tona, imprimindo dinheiro à custa da economia real, não se está a preparar para “largar” os bancos com este euro digital. Isso permitiria que “o povo” continuasse a pagar e limitaria os danos em caso de falência dos bancos sistémicos… Um meio de pagamento comum continuaria a ser assegurado. Isto explicaria porque é que os bancos são contra o euro digital, embora não possam admitir porquê (não podem dizer que estão falidos). Por outro lado, quando o euro digital estiver a funcionar, existe um risco real de crédito social ao estilo chinês.
Directamente do império, sem qualquer disfarce, desconto ou cosmética, o atraso mental dos primatas que controlam e querem continuar a controlar os nossos destinos. Absolutamente assustador!
https://youtu.be/syPELLKpABI?si=PaanPJWQvhZPJGDG
O que é isto?
Claro, o homem tenta simplesmente limpar a imagem horrenda do seu pais mostrando que, ao contrário dos seus adversários, por lá tambem há moderados.
Claro que há como supostamente os havia no Estado Islamico.Segundo algumas reportagens prestitutas as populações nas áreas ocupadas estavam bem melhor que com o Governo sirio.
O problema é que este discurso acaba por pegar porque não queremos acreditar na existência de uma nação cuja única finalidade é cometer crime atrás de crime horrendo com total impunidade.
Os soldados israelitas até, se filmam a torturar e matar depois vêem os porta vozes garantir que não há torturas nenhumas. Os nossos presstitutos mostram armas alegadamente encontradas em hospitais sem dizer o óbvio, que aquelas armas podem vir até da casa do Netaniahu.
Boa parte dos hospitais estão reduzidos a escombros e os cerdos dizem que nada fizeram contra os hospitais. Isto é o grau 0 da infâmia e ainda há quem tente encontrar gente boa no meio disto tudo.
A verdade é que 98 por cento dos Israelitas nem para queimar serve porque seriam lenha apagadica.
E chamem me antissemita que é para o lado que eu durmo melhor. Se fossem decentes nunca teriam ido para Israel nem se assumiriam como israelitas. Toda a gente sabia que iria para terra roubada mas o povo eleito tem direitos que os outros não teem.
Já quanto os russos são presos por ter cão, por não ter e por estar a pensar comprar um. Se um corrupto é preso e a prova que são uma cambada de corruptos. Não chocos, é porque lá os corruptos vão presos. Enquanto aqui temos a corrupta das vacinas a mandar na europa. E um senhor que tem bons negócios na Ucrânia como presidente nominal dos Estados Unidos. Pior é impossível.
Tens razão amigo Joaquim, há que ter cuidado com enguias.
Harari não é o primeiro traste que lamenta os crimes do seu povo não pelos crimes em si mas pelo prejuízo que podem causar aos criminosos.
Os conspiradores que na Operação Valquiria tentaram matar Hitler tambem não se preocuparam com os seus crimes, em que participaram na qualidade de militares, mas com o facto de Hitler estar a destruir a Alemanha.
Esta enguia preocupasse com a destruição dos mitos de Israel como estado respeitador dos Direitos Humanos e das minorias sexuais, a única democracia do Médio Oriente, com um modo de vida parecido com o nosso e outras baboseiras que nos meteram no bucho desde a fundação do estado judaico nazi.
Sabe que nunca mais olharemos um Israelita no focinho sem pensarmos em que crimes terá cometido.
Uns são enguias mas outros teem sempre a mesma cassete. Como a de aproveitar tudo para denegrir a esquerda.
Já tinha dito que não iria voltar a perder tempo com escravos que se dizem forros mas discursos de ódio contra quem não se queria vacinar tamben vieram da direita. E até o Observador começou a dar voz aos vacineiros justamente quando as vacinas se começaram a revelar um bom veneno.
E não era esquerdista o Berlusconi que se fez fotografar dando quatro ou cinco doses daquilo ate que uma leucemia fulminante o levou.
Por isso, na madrugada em que faz 50 anos sobre uma fria madrugada que lhe deve estar atravessada mando o tal até que se diz forro, mais uma vez, ir ver se o mar dá choco.
E repara, amigo Whale, no modo como ele fala da Rússia ou do Irão. Igualzinho ao paleio de uma Ursa von der Lies, de um Manu Morcon ou de qualquer dos inúmeros criados que se esticam em bicos dos pés para um felatio ao império. P.Q.P.
Uiiiiiiii!
A Confraria saiu em defesa dos confrades.
Não havia ‘nexexidade’! dizia um deles, no tempo em que eu tinha televisão em casa.
Ser anti-Benjamin Netanyahu, não faz de ninguém um anti-sionista, só faz, quando muito, ser anti um sionista, que por sinal nem deve ser o maior. É para mim, mais um pilantra que tenta não ser preso.
Mas se me é permitido, deixo um ataque ao … Harari.
Leiam, que o melhor está no fim, assim ao jeito do:
– já se acabou? Agora que me estava a saber bem.
https://www.unz.com/ejones/why-its-easier-to-talk-to-a-robot-than-to-a-jew/
(a página tem tradutor)
Quanto a teorias da conspiração, como deixei de ver televisão já lá vão uns anos, já não adormeço com estes farrobodós ou forrobodós se preferirem na AR, mas de vez em quando espreito como vão as coisa em Portugal.
Esquerda? 25 de Abril? Liberdade? Democracia?
Muito insulto:
– negacionista!
– negacionista!
– anti-vacinas!
– anti-vacinas!
Só faltou repetirem 3 vezes como nas birras dos putos.
Será que toda esta esquerda-de-pacotilha, lambeu, lambe e lamberá os dedos com o mel que pinga dos laboratórios?
https://paginaum.pt/2024/04/24/debate-sobre-tratado-pandemico-fez-subir-a-temperatura-no-parlamento/
Claro, o homem é mesmo um bocado para o enguia mas isso não fará da criatura o tal lacaio da canalha de Davos.
Mas a verdade é que com mais ou menos paranóia tanto o autor do texto como a tal enguia batem num ponto importante. Há mesmo uma ínfima minoria da humanidade que tem intenções muito sinistras em relação a esmagadora maioria. Todos nós, vistos como gado por essa elite.
Mais uma vez com mais ou menos francês o amigo Joaquim está certo.
Quanto aos textos aqui publicados não somos obrigados a concordar com tudo.
Também não concordo com muita coisa do que diz o Miguel Sousa Tavares mas não é por isso que acho que o autor da teoria da crueldade russa ou do direito divino dos nazionistas a matar sem julgamento algum quem decidirem que é do Hamas não mereça aqui estar.
Porque e tambem para perguntar em que azinheira certa gente bateu com a cabeça que cá estamos.
Amigo Whale, para apreciares bem o calibre do bicho, aconselho-te a visualização dos vídeos que despejei, bem como a leitura integral do artigo que o híbrido atleta, gincanista de pingos da chuva, escreveu no Ha’aretz. Confesso que me bastou, quando o bicho começou a ser promovido, há alguns anos, ouvir as banalidades que debitou nalgumas entrevistas para decidir que de livros por ele escritos iria ler tantos como os que li do nosso “querido” José Rodrigues dos Santos ou do ainda mais prolífico Paulo Coelho, ou seja: zero, népias, ponta de corno (pardon my French again!).
Efectivamente o facto de alguém expor as intenções de malandros não quer dizer que as compartilhe.
Quando denúnciamos Zelensky como corrupto e torturador e Netaniahu como genocida não quer dizer que compartilhemos as suas convicções.
Por mim qualquer um que meta o pau no Netaniahu e em quem apoia tal traste merece o meu respeito mesmo sendo Israelita.
E não deve ser fácil conciliar a crença religiosa em que alguém foi criado com o facto de esse mesmo alguém ter uma orientação sexual que a sua religião diz com as letras todas que merece a morte. Por fogo do céu ou a pedrada.
Quanto ao que está em causa concordo com o autor Israelita quando afirma que as elites em podendo construiriam uma arca e deixariam que nos afogassemos todos.
Aliás, soubessem eles que se poderiam pirar para Marte e já teriam desatado a terceira guerra mundial que deixaria os recursos de todo o mundo a sua disposição. E não só os que agora se pretendem roubar. Os da Rússia. O problema é que sabem que por enquanto é tecnologicamente impossível garantir as elites um lugar seguro suficientemente amplo para lhes garantir as mordomias a que estão habituados. Passar décadas em bunkers por muito luxuosos que sejam não lhes agrada.
Mas que se pretende reduzir a população, claro que, sim. Desde os amplos programas de esterilização promovidos na Índia ao tempo de Índira Ghandi, em que doadores condicionaram programas de ajuda a implementação de programas de esterilização de homens e mulheres.
Ou a política chinesa do filho único que implicou uma boa dose de esterilizações.
Correndo o risco de me acusarem de teorias da conspiração pergunto muitas vezes o que teria, acontecido se as vacinas covid Pfizer tivessem entrado em força em África e América Latina onde as populações teem pouco ou nenhum acesso a cuidados de saúde. E mais não digo.
Gente como Kamala Harris ou Bill Gates disseram a cara podre que era preciso reduzir a população não se atrevendo a dizer como pretendem fazê lo.
Ora ouvindo coisinhas destas não admira que gente como Harari desconfie das boas intenções das elites. O que garantidamente não faz o homem porta voz delas.
Compreendo que com o genocídio em curso em Gaza, com soldados israelitas a filmar actos de tortura enquanto os porta vozes do exército garantem que os seus soldados cumprem as leis da guerra muita gente já tenha os israelitas pelos cabelos.
Mas a sensação de que temos um estado nazi a gozar com a cara de todos nós não pode levar nos a por no mesmo saco até quem critica os actos do tal estado nazi.
E como pormos no mesmo saco Hitler e Sophie Scholl.
Este era desnecessário ó cara Estátua. Numa altura em que somos constantemente bombardeados de propaganda pro isto ou pro aquilo, esperava um bocadinho mais de sentido crítico, confesso.
Conheço bem o trabalho de Yuval, claramente muito melhor que o idiota que escreveu este artigo tão pobre de factos e rico de contradições, e a minha única certeza depois de ler isto é que o autor ou estava bêbado, ou levou um coice de mula na testa na semana passada. Ou provavelmente escreveu isto depois de uma maratona de vídeos de conspirações no Youtube, que parece ser mais o caso.
Harari é um dos melhores exemplos de judeus anti-zionistas que por aí andam, com uma aversão e voraz crítico de Netanyahu e demais corja nazi-israelita que antecedem e muito o famigerado 7/10/23, tal e qual Jon Stewart, Katie Halper, Illan Papé, ou Gideon Levy. Não só Yuval é publicamente anti-zionista e crítico da ocupação israelita como também é gay assumido, o que complica imenso as suas críticas, pois a extrema-direita israelita é tão bronca e labrega como o Chega ou a AfD nesse sentido, apesar de jurarem a pés juntos que Israel é o único refúgio da comunidade LGBT em toda a Ásia.
Daí que li este artigo com o sobrolho carregado e não foi preciso muito para encontrar inconsistências, assim como um claro pechant para teorias conspirativas patetas, como a parvoíce do Bill Gates andar obcecado em matar 90% dos pobres do planeta ou coisa que o valha. Quando assumem uma ligação fantástica entre duas pessoas em posições simétricas no plano ideológico, tive que cuspir uns gafanhotos de indignação. Porque é que Harari, que têm uma carreira literária e uma fama milhares de vezes mais significativa que Schwab, se iria rebaixar a trabalhar como seu “porta-voz”? Em que contexto? Faz tanto sentido como a afirmar que a J. K. Rowling vai estagiar como secretária do Guterres na UN no verão para acabar de pagar uma casa. Para mim acho que o autor confundiu Harari com outra besta genocida qualquer que bebe minies com o Schwab depois do trabalho. Porque de resto vejo apenas uma tentativa muito fraquinha de ligar os alemães aos israelitas, o que é ainda mais bizarro visto que estes dois países vai continuar unidos pelo umbigo enquanto o Holocausto e antissemitismo tiverem pernas para mover o quer que seja.
O problema em dar luz a artigos destes é a inevitável diluição do esforço feito até aqui. Porque falhanços literários a este nível são como um cocó a flutuar no canto da piscina aquecida: é só um e ainda não se mexeu muito dali, mas é o suficiente para ninguém voltar a meter os pés na água.
É verdade que “o idiota que escreveu o artigo” entra em conspiracionices por vezes estrambólicas, o que infelizmente desvaloriza as coisas acertadas e lúcidas que também diz, não só aqui mas também noutros escritos, mas daí até transformar a viscosa enguia Yuval Hariri num “dos melhores exemplos de judeus anti-zionistas que por aí andam, com uma aversão e voraz crítico de Netanyahu e demais corja nazi-israelita”, vai a distância equivalente ao “diâmetro” da Via Láctea. E comparar a sua permanente e oportunista ambiguidade, a sua escorregadia viscosidade de enguia, com a frontalidade e coragem de Katie Halper, Illan Pappé ou Gideon Levy equivale ao “diâmetro” do universo conhecido. Pode ele ter sido antes de 7 de Outubro, e ser ainda, um crítico do corrupto genocida Nazinyahu, por razões que nada têm a ver com a ocupação e o apartheid nazionista, mas desvalorizar, como faz, a ocupação da Palestina e o referido apartheid como a causa principal de tudo o que ali acontece; acreditar na viabilidade de uma derrota, ou pelo menos um enfraquecimento militar do Hamas, como objectivo exequível; atirar-se, como cão entre muitos outros cães, à “esquerda” (sic) que se manifesta contra Israel a nível mundial, sem sequer notar (ou fingindo não perceber) que há muita gente justa e intelectualmente honesta de direita que também o faz; desvalorizar as preocupações da Rússia com a sua segurança e com os perigos para a sua soberania e integridade territorial, claramente expressos por escrito em documentos como os da Rand Corporation e em todo o claríssimo comportamento do império e seus vassalos, atribuindo o comportamento do país a uma injustificada paranóia putinista; tudo isso, além de comparável apenas ao “diâmetro” do universo conhecido, equivale, vernacularmente, a comparar a Feira de Borba com o olho do cu, pardon my French!
A escorregadia viscosidade da enguia oportunista Yuval Hariri (“Ai não me comprometam, que eu só vim cá ver a bola!”) pode ser apreciada nos vídeos que seguem:
https://youtu.be/BxBqNd-2_1A?si=JZITIQGUZiOubIvH (basta ouvir a partir do minuto 9:00)
https://youtu.be/rX2D0ZwZD34?si=UyV7bqtUE9PDYZJA (a partir do minuto 3:00)
Parece-me que fui pouco rigoroso ao classificar Yuval Hariri como uma “enguia escorregadia e viscosa”. Trata-se, afinal, de um híbrido, um cruzamento de enguia com porco, como se pode perceber no quilométrico “ensaio” salta-pocinhas, na atlética gincana entre os pingos da chuva, que despejou no Ha’aretz (ver link abaixo). Comparemos a terminologia de abertura: por um lado, o “horrendous massacre of October 7”. Por outro, o “humanitarian disaster on the 2.3 million Palestinians in the Gaza Strip”, que, aliás, é enquadrado em todo o lençol mais na perspectiva das consequências negativas que acarreta para o Estado nazionista do que pela morte e sofrimento que provoca em milhões de seres humanos, voluntária e alegremente transformados pelo nazionismo “democrático” em bocados de carne não identificáveis, naquele festival de frenesim genocida e crimes de guerra a que o democrático Ocidente assiste com pouco mais do que uns balidos inconsequentes e castrados. Ó Hariri, vai-te encher de moscas, pá, que é essa a vocação de qualquer monte (ou montículo) de merda como tu!
https://www.haaretz.com/israel-news/2024-04-18/ty-article-magazine/from-gaza-to-iran-the-netanyahu-government-is-endangering-israels-survival/0000018e-f25f-daad-a3de-fe7ff5790000
Em tempo: Amigo Henrique Silva, não me interpretes mal. Tenho por ti, não só pela alma que pões no que escreves mas também pela forma cuidadosa e rigorosa que imprimes ao conteúdo, o apreço e consideração que não tenho pela enguia híbrida Yuval Hariri. Deixaste-te enganar pelo bicho? Paciência! Também já me aconteceu, bastantes mais vezes do que gostaria, mas (e ateu irreciclável me confesso) é o que acontece aos homens (e mulheres) de boa vontade como nós.
“Harari” e não “Hariri”, como repetidamente me saiu. As minhas desculpas.