Comida, água e medicamentos

(Estátua de Sal, 28/12/2023)

Sim, uma imagem pode valer mais que mil palavras, e a ironia pode ser um veneno letal.

O Natal passou. O novo ano vem a caminho e os Reis Magos também. O povo massacrado da Palestina, às mãos dos escroques criminosos de Israel, com o aplauso envergonhado dos “democratas” ocidentais, não precisa que lhe levem nem ouro, nem incenso, nem mirra, como levaram os Reis de antanho.

Antes urge comida, água e medicamentos. E a indignação e o repúdio, de todos os homens bons e de coração justo, pelo genocídio bárbaro que está em curso em Gaza.

Se nada podemos fazer, que ao menos sejamos solidários com o povo palestiniano, é a recomendação que a Estátua de Sal deixa a todos que a leem e a seguem.

Estátua de Sal, 28/12/2023


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4 pensamentos sobre “Comida, água e medicamentos

  1. Isto posto assim transforma os sanguinários soldados israelitas numas Amelias no arvoredo, tão pequeninas, cheias de medo.
    Até dá vontade de lançar um peditório para lhes comprar chuchas e peluches.
    Seria fácil acreditar que os coitadinhos fazem aquelas atrocidades todas por medo se os dirigentes israelitas não dissessem que os seus soldados iriam mesmo exterminar os “animais”.
    Seria fácil acreditar nisso se os soldados envolvidos nas operações em Gaza não disessem atrocidades dignas dos ferozes guerreiros que segundo o Antigo Testamento limparam a terra de Canaã de quem lá vivia.
    Aquela gente faz isso porque continuam com a mesma mentalidade de há quatro mil anos. E quem há 75 anos lá os despejou sabia disso.

  2. As perspectivas para 2024 não são muito boas.

    De acordo com Guillaume Ancel num programa anterior, o exército israelita depende em 90% de fornecimentos dos EUA.
    Isto significa que os EUA podem parar o massacre em massa em Gaza muito rapidamente.

    Os EUA precisam de um cão de guarda no Médio Oriente porque é uma região estratégica para eles e a treta sobre um Estado palestiniano visa apenas a sua opinião pública com vista às próximas eleições.
    É assim que podemos ser pessimistas em relação à população palestiniana.
    Não é Netanyahu que está fora de controlo, mas sim o imperialismo norte-americano, que está numa corrida desenfreada.

    Acrescentaria que se trata de duas entidades interdependentes, uma garantindo o papel de cabeça de ponte do imperialismo americano na região, a outra o papel de matriz alimentadora e o cheque em branco da ONU.

    A guerra é uma consequência da atitude da ONU de apoiar uma causa e negar a outra. A diplomacia exige o reconhecimento de duas causas. A guerra começa onde a diplomacia falha. O fracasso da diplomacia nesta região nos últimos 75 anos não é um acidente. Trata-se de uma vontade política.
    Por outro lado, podemos ter a certeza de que a destruição da Jugoslávia, do Iraque e da Líbia, com os seus milhões de mortos, foram acidentes. Não terão sido?

    Os EUA nunca ganharam uma guerra, mas perderam muitos soldados
    -Vietname -Estavam atolados em mais de
    58.000 mortos, sem contar com os mutilados e feridos
    – Afeganistão – FORAM EXPULSOS, 2400 mortos e 20.700 feridos.
    – Iraque – quase
    20.000 mortos.

    Quando se está em guerra, em território inimigo, não se fala de armadilhas. E a morte de soldados não é de todo desculpa para disparar indiscriminadamente sobre civis desarmados, independentemente da situação em que morreram. Não há circunstâncias atenuantes para estes assassínios cobardes a que Israel está habituado, e tentar desculpá-los é ainda mais abominável.

    Quem irá parar o trio infernal dos Estados Unidos, da Europa e de Israel?
    Perante uma situação em que um povo é injustamente despojado da sua terra e da sua pátria, é perfeitamente legítimo perguntar o que é feito do direito internacional humanitário, ou mesmo do direito internacional. Será que alguma vez existiu de facto?

    Os soldados evoluem com o medo no estômago, sem qualquer experiência real, e reagem impulsivamente. É por isso que os exércitos ocidentais se concentram mais no destacamento de profissionais. Israel é uma nação muito jovem que não tem a experiência marcial ancestral das nossas velhas sociedades europeias. Os israelitas estão a reproduzir o modelo do exército americano sem, ao que parece, compreenderem as suas falhas e riscos… Neste tipo de modelo, os acidentes são numerosos e quase inevitáveis…

    Para nós, europeus, é o acto em si que pode definir uma hostilidade aberta e provocar uma resposta; para os israelitas, é o simples movimento que desencadeia uma reação em cadeia desproporcionada. É um caso clássico… É por isso que, quando um exército de recrutas é lançado num campo, os civis devem fugir o mais rapidamente possível ou esconder-se algures e rezar pela sua sobrevivência… A probabilidade de se depararem com um grupo de soldados inexperientes é enorme, e a situação pode rapidamente transformar-se num pesadelo…
    O medo é sempre um mau conselheiro, e um exército amedrontado vai sempre optar pela saída mais fácil e reagir rapidamente, sem nunca ter tempo para processar razoavelmente a informação que tem em mãos…
    É a isso que chamamos amadorismo…

    Na minha humilde opinião o Netanyahu está a pôr em perigo o futuro do seu país… Desde o início desta guerra de vingança, todos os dias o risco aumenta. E, durante todo o tempo, os palestinianos estão a pagar o preço destas políticas corruptas de ambos os lados…

    Também é horrível pensar que o tempo que Netanyahu está a ganhar para adiar os seus vários julgamentos é tempo de guerra, com muitas vidas perdidas de ambos os lados.

    Quando se adquire um hábito, é difícil quebrá-lo. Os soldados e colonos israelitas têm uma tradição de se comportarem como caçadores em relação às presas palestinianas. Até a vossa mente terá dificuldade em assimilar plenamente o que acabo de dizer, porque é suposto vivermos numa época em que palavras como “direitos humanos” e “direitos dos animais” nos fazem pensar que vivemos num mundo que respeita a vida e que certos crimes são raros, ou mesmo acidentais.
    É preciso ouvir as pessoas que nos contam como os seus entes queridos perderam a vida às mãos de criaturas que matam como se estivessem hipnotizadas para o fazer.

    Não o escondo, mas felizmente, lembrei-me que as pessoas más são muitas vezes hipócritas.

    Para aqueles que seguem esta linha, por favor compreendam que defender a causa palestiniana não é de modo algum o mesmo que querer que Israel desapareça. O paradoxo moral de apoiar/justificar a guerra de alta intensidade (assimétrica) na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que se condenam os abusos do exército russo em Mariupol (ou quaisquer outros abusos de países/regimes hostis). 90% de vítimas colaterais é muito e não é bom para ninguém. Não é bom para as vítimas e não é bom para os bombistas, que vão alienar os países aliados e semear o ódio entre os sobreviventes, aumentando o risco de futuros massacres…

    A partir do momento em que há pessoas que se rendem com uma bandeira branca. É um erro, um assassínio. Estas pessoas acabaram de perder as suas almas ao aplicar ordens que as impedem de continuar a ser humanas. Estamos a ser confrontados com a realidade e é horrível. No fundo, quem são os hospedeiros e quem são os inquilinos? Quem tem o poder de cortar o acesso à eletricidade, à água potável e o petróleo? Estranho para um suposto inquilino?

    A guerra já é uma armadilha,paz paz paz paz em todo o mundo.

    Entrar em guerra é perder a paz, perder vidas de ambos os lados, ganhar em destruição, desolação e amargura.
    A luta mais útil é aquela em que se domina a força e em que não se usam armas mas sim pessoas.

    Em todo o caso, numa guerra não há vencedor nem vencido, ambos são vencidos. Temos de pensar naqueles que obedeceram ao absurdo dos dirigentes acéfalos e nas vítimas desse absurdo que morreram por causa do absurdo.

  3. Infelizmente não há muito que possamos fazer a não ser indignar nos com os carrascos e mandar dar uma volta ao bilhar grande a quem disse a sandice que somos todos israelitas.
    Desta vez não temos nas caixas dos supermercados vales para ajuda a Palestina como tínhamos para a ajuda a Ucrânia.
    As meninas até tinham de perguntar aos clientes se queriam contribuir. Por essa altura ainda tínhamos de andar de máscara mas após o segundo não bem seco já me conheciam pelo que a menina antes de fazer a pergunta disse “já sei que não”.
    Até porque me parecia que quem tinha dado armas e mais armas aquela cambada de nazis também podia dar umas mantinhas e umas latinhas de conserva sem andarem a esmifrar mais ainda quem comprava o oleo a três euros o litro.
    Mas os palestinianos foram aqueles que escolhemos como vítimas pascais para pagar o crime do Hitler. Crime que por acaso foi o melhor que podia ter acontecido aos nazis sionistas porque fez com que meio mundo achasse lógico despejar os sobreviventes e não so numa terra onde já vivia gente. E onde para se instalarem teriam certamente que expulsar e substituir quem já lá estava.
    Os crimes que hoje comete Israel, os crimes que essa nação terrorista comete há 75 anos são os crimes de todos os países que deixaram isso acontecer. Se lhes queriam dar uma terra para compensar o crime era dar lhes uns terra na Alemanha.
    Mas como interessava desestabilizar uma região rica nos recursos que não temos toca a despejar lá para cima um pessoal que acredita ser escolhido e que a vida de quem não é escolhido não vale nada. Por isso eles matam com toda a limpeza palestinianos muçulmanos ou cristaos. Mas ainda há quem ache isto normal.

    • O que se pode fazer perante um agressor, seja naZionista ou UkraNazi, é uma intervenção militar. Descobri assim em 2022 e 2023 que três dos povos mais corajosos do Mundo são o da Rússia (Novorossiya incluída), o da Palestina (ocupada), e o do do Iémen, que está muito bem a fazer com rockets e drones o que os restantes covardes nem sequer fazem com papel e caneta: um bloqueio ao comércio marítimo com o naZionistão “Israel”.

      Para lá das armas, o mínimo que se pode fazer é votar na AG da ONU por um cessar fogo, tal Como a esmagadora maioria do Mundo fez, Portugal incluído, num voto da decência contra os indecentes que se abstiveram ou votaram contra, desde os UkraNazis, aos imperialistas genocidas anglo-saxões e seus vassalos, e até aos póprios naZionistas.

      Pelo meio, a África do Sul, país dos BRICS parceiro da Rússia e China, e agora também Irão, entre outros, país que lutou contra o Apartheid racista dos ocidentais, e que teve de ouvir durante décadas esses genocidas brancos a chamarem “terrorista” a Nélson Mandela, está a fazer uma coisa que pode vir a ter consequências práticas (ao contrário dos votos simbólicos na AG da ONU): uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça, acusando Israel de genocídio.
      Se isto for em frente e a óbvia decisão sair, sempre quero ver o que fará depois aquele circo chamado “Tribunal Penal Internacional”. Será que os EUA vão bombardear quem acusar Netanyahu e Biden de genocídio?

      Vou deixar aqui o texto sobre isto, que acabei de ler no Consortium News, e que recomendo:

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