Dois pesos e duas medidas

(Barata-Feyo, Provedor do leitor do Público, in Público, 20/08/2022)

(O provedor do leitor do Público acordou finalmente e dá conta da parcialidade e do servilismo à propaganda da Ucrânia e do Ocidente que tem norteado o jornal desde Fevereiro. Será que este tardio acordar é sinal de que alguma coisa estará a mudar no desenlace da guerra?

Estátua de Sal, 20/08/2022)


Divulgado no dia 3 de Agosto, um comunicado da Amnistia Internacional (AI) afirma que “as forças ucranianas colocaram, desnecessariamente, civis em perigo ao estabelecerem algumas bases militares e sistemas operacionais de armamento em áreas residenciais”. Difundido pela generalidade dos jornais do mundo inteiro, o comunicado não foi objecto de qualquer notícia no PÚBLICO.

Esta omissão do jornal merece críticas de leitores. Escreve Rogério Leal: “Se hoje (11/8/2022) fizermos uma busca no PÚBLICO com as palavras ‘Relatório Amnistia Internacional Agosto 2022’ encontramos a reacção da Sr.ª Oksana Pokalchuk [responsável pela Amnistia Internacional Ucrânia] ao relatório, lamentações da AI pela perturbação causada pelo relatório, outras coisas que nada têm a ver com o assunto e, sobre o relatório, nada. Se procurarmos melhor, encontramos uma notícia no ‘Ao Minuto” de 4 de Agosto e dois links para o ‘relatório’ associados à reacção da Sr.ª Pokalchuk e às lamentações da AI. Mas se procurarmos ainda melhor aparece uma referência a esse relatório na página 23 de um artigo do PÚBLICO de 5 de Agosto, NATO quer empresas de defesa a produzir mais armas para a Ucrânia que, pelo título, nada tem a ver com o dito relatório.”

O leitor Rogério Leal conclui o seu protesto interpelando directamente o provedor: “Não será trabalho de busca a mais para encontrar uma referência, mesmo que crítica, ao relatório da AI? A chamada imprensa livre de um país democrático em tempo de uma guerra em que o país nem sequer está envolvido não deveria ser mais informativa? Por exemplo, o Diário de Notícias foi e o El País também. Refiro estes porque os consultei.”

No mesmo sentido vai a crítica da leitora Maria Isabel Martins: “Para começar e evitar confusões, informo que sou absolutamente contra a invasão da Ucrânia pela Federação Russa, como sou contra qualquer invasão, assassinato à distância, bombardeamento (cirúrgico ou não) e actos similares. Sou absolutamente contra – daí ser de opinião que não há boas e más invasões, bons e maus assassinatos, bons e maus bombardeamentos.”

Afirmada a posição de princípio, a leitora começa a sua análise: “Tenho lido no PÚBLICO incontáveis artigos de opinião, entrevistas e notícias, muitas com direito a capa, acusando a Federação Russa de todas as atrocidades. Se se fizer uma resenha de títulos, fica-se com a certeza de que a Federação Russa nunca ataca alvos militares, só hospitais e escolas, não faz guerra, só chacinas.” Para fundamentar esta sua observação, Maria Isabel Martins reproduz alguns títulos que copiou do PÚBLICO.

Depois, continua: “Estranhamente, quando a AI acusou a Ucrânia de crimes de guerra (…), o PÚBLICO entendeu que tal relatório não merecia uma notícia e publica no dia 5 de Agosto um artigo, NATO quer empresas de defesa a produzir mais armas para a Ucrânia, em que, no subtítulo, num corpo bem mais pequenino, se refere ao assunto: ‘Amnistia acusa Kiev’”.

A exposição destes factos leva a leitora a fazer duas perguntas e um pedido: “Onde foi noticiada a publicação do relatório e divulgado o seu conteúdo, para além da minúscula referência que acima refiro? E o título ‘Amnistia Internacional acusa Ucrânia de crimes de guerra’? Ficaria muito grata se se dessem ao trabalho de me explicar que critérios jornalísticos justificam este tratamento tão díspar.”

Os leitores têm razão ao criticar o comportamento do PÚBLICO. O jornal ignorou um comunicado da AI que é categórico: as tácticas usadas em alguns locais pelo exército ucraniano “violam o direito humanitário internacional e põem em perigo os civis, uma vez que transformam objectos civis em alvos militares”. Que a Rússia faça disso um aproveitamento político não invalida os factos relatados pela AI. Resta a questão das opções editoriais do jornal neste caso.

O provedor tomou conhecimento do comunicado da AI pela leitura de outros jornais, portugueses e estrangeiros. Para o PÚBLICO, tratou-se de uma não-notícia, até surgirem as primeiras reacções negativas à posição da AI. Isto é, o comunicado só ganhou existência nas páginas do jornal quando foi contestado. Nessa altura foi promovido de não-notícia a notícia pela negativa.

Trata-se de um critério jornalístico que o provedor tem dificuldade em entender, sobretudo à luz de outro caso recente, despoletado pela AI Portugal, e que foi amplamente noticiado pelo jornal. Refiro-me ao “resgate” de uma refugiada ucraniana que trabalhava numa fábrica de Rio Maior. O assunto mereceu honras de primeira página na edição impressa de 4 de Junho de 2022 e uma página e meia no interior do jornal. Seguiu-se um follow up na edição impressa de 9 de Junho de 2022.

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Por muita importância que tenha tido o referido “resgate” é óbvio que acções militares que colocam civis em perigo de vida num cenário de guerra são incomparavelmente mais graves sob todos os pontos de vista e, inclusive, no dos direitos humanos. Portanto, a menos que a AI Portugal mereça maior crédito que a sua casa-mãe ou que o PÚBLICO tenha optado nos dois casos – o da refugiada de Rio Maior e o da Guerra na Ucrânia – por militar em vez de informar, esta opção editorial não é coerente nem compreensível.

A ideia com que o leitor fica é a de que estamos perante um golpe de rins do jornal, donde resulta uma enorme contradição. Para efeitos de condenar situações como a da refugiada ucraniana de Rio Maior ou as atrocidades cometidas pelo exército russo, a AI é uma entidade respeitável e credível. Mas deixa de o ser quando aponta o dedo a práticas condenáveis do exército ucraniano.

Em contrapartida, no artigo Especialistas em crimes de guerra questionam Amnistia Internacional por afirmação sobre exército ucraniano, publicado na edição de 13 de Agosto, é dado crédito a um jornalista neozelandês que viu “soldados ucranianos oferecer boleias para a retirada de civis que quisessem sair” de um local perigoso. Estaria esse jornalista, cuja experiência em cenários de guerra se desconhece, à espera de ser levado pelos mesmos soldados para os ver estabelecer posições de artilharia ou armazenar mísseis num prédio cheio de civis?

A invasão da Ucrânia pela Federação Russa é condenada pela generalidade dos portugueses. Isso é uma coisa. Outra, completamente distinta, é o PÚBLICO escamotear informações relevantes aos seus leitores, actuando como se fosse um prolongamento da Presidência e do Exército ucranianos ou como se a opinião pública precisasse de filtros paternalistas para formar o seu juízo sobre o que está a acontecer nesta guerra. Na opinião do provedor, o PÚBLICO, neste caso, feriu a sua credibilidade.


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5 pensamentos sobre “Dois pesos e duas medidas

  1. Resumindo:A guerra esteve sempre presente desde 2014. Todos os ucranianos estavam conscientes dos riscos que estavam a aumentar mês a mês. Tudo apontava nessa direção.. Os únicos que ficaram surpreendidos foram, (que não fizeram um curso sobre a situação na Ucrânia) jornalistas/políticos/”especialistas” ocidentais, como em Portugal..

    Os média toma os seus telespectadores por tolos ou então é para desesperar o nível dos seus jornalistas!
    Zelinsky sabia que a guerra estava a chegar e por boas razões: os americanos provocaram este conflito; tinham colocado os seus homens no poder, incluindo Zelinsky que, desde 2014, nada mais fez senão preparar o terreno.
    Estamos numa guerra entre os Estados Unidos e a Rússia, com a Ucrânia escolhida como campo de batalha; e se os Estados Unidos fossem colocado em dificuldades, isso asseguraria que o conflito se espalhasse por toda a Europa.
    A Europa é agora apenas uma colónia americana.

    Sejamos honestos: ninguém estava a planear esta guerra. Todas as pessoas sensatas (lideradas pelos nossos estrategas de televisão) foram unânimes em dizer: “Putin é o que é, mas não é suficientemente estúpido para invadir a Ucrânia”. Putin invadiu a Ucrânia, e em vez de tirar a conclusão necessária, os mesmos peritos estão agora a tentar fazer-nos compreender que ele é, de facto, um notável táctico, um verdadeiro génio estratégico com uma visão a longo prazo, etc. Mais valia tentarmos rir-nos disso, se ainda tivermos força para tal.

    Dito isto, posso estar errado, mas não estou disposto ,ou capaz de enganar ninguém aqui, o que me exclui da categoria dos mentirosos.

    Todos na Ucrânia sabiam que algo iria acontecer. Não se prepara um exército como o ucraniano durante anos com peritos da NATO, não só americanos e britânicos, para ver as moscas voar. E quando vemos como é difícil para os russos ganharem alguns quilómetros contra fortalezas hiperprotegidas e armadas, podemos ver que o trabalho foi bem feito.

    A guerra começou em 2014 após o golpe contra um regime legalmente eleito, um golpe apoiado pelos EUA e uma das primeiras decisões foi abolir a língua russa como língua oficial. E note-se de passagem que os jornalistas que na altura foram fazer reportagens no Donbass foram indiferentes aos meios de comunicação social, uma morte em língua russa com menos importância do que uma morte na Ucrânia ocidental, ao que parece.
    Finalmente, deve lembrar-se que Zelenski tinha anunciado a sua intenção de recuperar a Crimeia já em Dezembro: “é um objectivo e uma filosofia”.

    Os militares ucranianos pensaram realmente que poderiam fazer da Rússia um tolo no Donbass, pensando que a Rússia só interviria no Donbass. Todos pensavam que a Rússia só interviria no Donbass, incluindo eu próprio. Ninguém tinha imaginado estes três eixos de avanço. Dadas as dificuldades em avançar no Donbass, é fácil perceber porque é que os ucranianos estavam confiantes e porque é que a Rússia atacou também através de dois outros eixos. Em qualquer caso, o povo de Kiev pensou realmente que poderia vencer militarmente, caso contrário teria feito tudo para evitar uma escalada quando a Rússia reconheceu os separatistas. Mas não, violaram os cessar-fogos como se quisessem atrair os russos.Eles estavam realmente interessados em combater directamente os russos.

    Putin é o agressor, mas o porquê é muito mais complexo.
    Quando se trata de um posto avançado da democracia ucraniana na Europa de Leste, é simplesmente ridículo…
    Infelizmente, a Ucrânia sempre foi corrupta e afundou-se ainda mais na pobreza desde a sua independência…
    A verdade é muito elástica quando o discurso é oficial e se torna conspiração ou outra alegria quando está num registo mais circunspecto e cauteloso em relação às afirmações destes jornalistas e oradores…
    O atlantismo agressivo é talvez o verdadeiro problema .

    Não admira que Zelenski seja israelita por origem, ucraniano é apenas quando tudo corre bem, está na sua cultura! Os conflitos que arrastam os seus truques são a oportunidade de fazer babar a Europa, além disso, ele toma o exemplo no seu país de origem para regular a guerra tanto quanto para dizer que ela nunca vai acabar! Para ele as mortes europeias são a menor das suas preocupações.

    Esta guerra foi desejada durante muito tempo (leia-se Brezensky ) pelos neoconservadores que tomaram posse do Partido Democrático, daí as manobras internas do partido e a implacabilidade contra Trump que, tal como Kissinger, era a favor de uma aproximação Russo-Americana. O ponto de ruptura foi o putch da Maidan. Depois disso, a guerra foi inevitável dada a deterioração das relações entre as partes e a chegada de conselheiros militares e financiamento para o exército ucraniano a partir de 2014. “As pessoas responsáveis pelas guerras não são aqueles que as iniciam, mas aqueles que as tornam inevitáveis”, disse Montesquieu.

    O que é que os americanos querem? Para manter a sua liderança e sobretudo a supremacia do dólar, tanto a moeda mundial como a própria moeda do país, uma situação absurda que os Estados Unidos utilizam e abusam. Todos os chefes de Estado que tentaram minar o dólar no comércio internacional desapareceram da cena política ou foram simplesmente liquidados fisicamente.

    A europa não assusta a Rússia. Não vejo como é que a Ucrânia faria de outra forma. Devem deixar de utilizar estas perigosas demonstrações de força militar, não funciona com super-poderes. Os generais estão convencidos de que são invencíveis e arriscam-se a magoar alguém acenando com o pau. Penso que a europa tem uma responsabilidade por causa do comércio de armas.

    Para que se tenha uma ideia de quem é esta personagem (Zelensky):
    Acusou todos os seus principais opositores (incluindo o antigo presidente) de serem espiões russos. Encerrou os meios de comunicação social livres há 2 anos, aplicou sanções contra os membros da família (!!!) dos opositores (sendo a esposa e a sogra da Chariy a mais famosa), a propósito de algo que é proibido pela constituição ucraniana.

    Gostaria de saber o resultado de um referendo em Portugal, a favor ou contra o envio de armas para a Ucrânia,a favor ou contra medidas contra a Rússia?
    Os EUA querem esgotar a Rússia e tornar a Europa dependente deles.
    mas o dólar já não é a moeda de troca internacional e vai cair como o euro.
    Estamos a perder África e a empurrar a Rússia para a China.
    Esperam que Putin seja derrubado, mas as medidas económicas reforçam a guerra e o apoio a Putin entre os russos.
    e depois… se Putin sair, os neo-Bolscheviques virão.

    A Ucrânia é uma democracia “dos nossos valores”?

    1/ As leis sobre línguas são tudo menos democráticas, é uma ditadura linguística em benefício exclusivo da língua ucraniana. Os falantes de russo que representam metade dos falantes de ucraniano não têm sequer o direito de serem ensinados em russo para os seus filhos na escola, nem uma televisão em russo, nem menus em restaurantes em russo, nem legendas em russo no cinema ou na Ópera

    2/ O Presidente Zelensky defraudou as autoridades fiscais do seu país (investigação Pandora Papers por 100 jornalistas de investigação), o seu principal mentor é Ihor Kholomoisky (que desviou o equivalente a 5% do PNB ucraniano!) é um oligarca.

    3/Em 2010 o Presidente Victor Yushchenko declarou Stepan Bandera, um colaborador nazi e ícone do famoso regimento Azov, um “herói” da Ucrânia… O Parlamento Europeu e o Centro Simon Wiesentahl tinham condenado este heroísmo

    4/Paradas em memória da divisão ucraniana SS Galichina tiveram lugar em várias ocasiões, a última em Kiev… Há um memorial para esta divisão SS na cidade de Lvov, o único memorial no mundo para a SS….

    5/ Na Economist Intelligence Unit, a Ucrânia está classificada em 83º lugar em termos de democracia.

    6/ E em termos de corrupção, de acordo com “Transparency International”, a Ucrânia chega ao 123º lugar em 180. De facto, é do conhecimento geral que 5-7 manda-chuvas têm as mãos cheias com a economia.

    7/ A Ucrânia ordena aos seus “parceiros” que cortem o gás russo, correndo o risco de prejudicar gravemente a economia europeia, enquanto a própria Ucrânia recebe gás russo por gasoduto e até os seus royalties pelos direitos de passagem…

    8/ Apresentando-se como a “Paragon” da virtude, a Ucrânia está no entanto presa pela Amnistia Internacional por pôr em perigo a vida de civis ao utilizar edifícios civis como bases militares, pelo que seria um pequeno passo pensar que utilizaria a sua própria população como escudo humano. A Ucrânia até acusa a Amnistia de conluio com a Rússia, que faz fronteira com o ridículo.

    9 / Ao contrário dos Estados verdadeiramente democráticos e pacíficos, a Ucrânia tem feito parte de uma coligação que viola o direito internacional sob falsas provas, a dos EUA e a sua invasão do Iraque em 2003, o que resultou num total de 1 milhão e 200 mil mortos, sendo assim desqualificada pela sua incessante exigência de respeito pelo direito internacional quando invade. A Ucrânia também se recusou a implementar os acordos que ela própria tinha assinado; os acordos de Minsk 2, sob pressão dos ultra-nacionalistas ucranianos e provavelmente dos EUA, arrastando o seu país para a guerra.

    Dadas estas observações verificáveis, cabe a todos julgar se a Ucrânia é ou não um Estado democrático que defende os “valores” democráticos do Ocidente, como é sistematicamente afirmado.

    Com toda a informação que obtive, aqui está a minha dedução:

    O objectivo de Zelenski era retomar a Crimea e Donbass, apesar dos acordos de Minsk. O seu exército, recentemente treinado pelos EUA, tinha começado a aproximar-se das áreas alvo sem despertar as suspeitas da sua população, mas a Rússia soube do projecto e os EUA avisaram então Zelenski de uma possível reacção russa, o que aconteceu porque a Rússia tinha reunido centenas de milhares de soldados na fronteira, para não ser desmascarada aos olhos da população mundial, ele fingiu que tudo estava bem, mesmo sabendo por que razão eles lá estavam. Os EUA deram-lhe o seu apoio e da Nato se ele decidisse confrontar a Rússia em vez de negociar, o que ele fez.

    É por isso que ele tem os EUA pela garganta porque eles estão metidos nisto e se o abandonarem ele revelará muitas coisas, daí as suas tentativas falsas de negociar com a Rússia para obter mais dos EUA e da NATO ….

    Alguns querem abandoná-la no seio da NATO, mas os EUA obrigam-nos a ficar, mesmo eles sabem que esta guerra é finalmente um fracasso contra a Rússia… Mas é demasiado tarde, Zelenski tem ficheiros sobre eles, não podem expulsá-lo (a menos que o assassinem e culpem a Rússia).

    É por isso que continuam a retratá-lo como um herói da democracia, quando a Ucrânia é um dos países mais corruptos da Europa e o próprio Zelenski tem alguns ficheiros atrás de si.

    A Rússia aproveitou simplesmente a oportunidade criada por Zelenski para expandir o seu território… Daí o excesso de confiança com a sua primeira ofensiva que falhou depois de terem levado esta guerra mais a sério quando viram o grau de preparação da Ucrânia e a confirmação de que se tratava de uma armadilha americana!
    Aguardo as vossas reacções ….

  2. Nunca se fala do não cumprimento dos acordos com a clique de gorbachov por parte da nato nem do não cumprimento das normas aceites no seio da OSCE sobre a segurança na europa. Já em 2007 Putin advertiu que o avanço da nato em direcção às fronteiras russas seria um dia inaceitável. Em dezembro de 2021 os eeuu e a nato foram confrontados com a necessidade da Rússia em discutir e tratar a segurança na europa com o princípio básico a ser aceite de que a segurança é integral, no sentido de que ela não pode ser entendida e estabelecida contra a segurança de outros. A resposta foi zero. A acção militar especial na ucrânia obviou o genocídio da população do donbass, a aquisição de armas atómicas por parte de kiev e adiou uma guerra nuclear que a nato/eeuu ainda buscam. Não é precisa muita escrita para ver o conflito como ele é: o ocidente quer atacar e desmembrar a Fed. Russa como passo prévio ao enfrentamento de washington com a China. Isto está tudo escrito e relatado. Os pormenores são a telenovela que nada esclarece. Neste momento decorre uma guerra entre o ocidente e a Rússia. A ucrânia é o caso que os nazis ocidentais engendraram para a lançarem.

  3. O caso do expresso é paradigmático e verifica-se em toda a informação dos países ocidentais pertencentes à nato ou vassalos dos eeuu: trata-se não de informar mas divulgar a propaganda do depart. estado/cia/mi6 e quejandos. Porque acontece isto ? Porque a CS é no ocidente um negócio que está nas mãos de empresas que beneficiam da guerra, do jogo da bolsa e do caos. E da ignorância instalada e sustentada em círculo vicioso. É isto tão evidente que o que admira é que as pessoas ainda não tenham passado a fontes de informação isentas e deixado os aldrabões a falarem sózinhos ou para os idiotas que são seus clientes ( compram e pagam para serem enganados por terem medo da verdade se ela vai contra os seus interesses materiais ou por falta de capacidade intelectual ). Já nem falo de jornalistas pagos e repagos para serem papagaios de QI zero mas que tratam da sua vidinha sonhando serem milionários e singrarem no meio do lixo que produzem e vendem. Afinal os profissionais da CS sofrem da mesma decadência moral e intelectual do ocidente.

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