Europa e EUA vítimas das sanções à Rússia

(Zé-António Pimenta da França, in Facebook, 16/06/2022)

Exponho a seguir uma série de factos diversos (porém intimamente ligados entre si) que revela como os diferentes governos ocidentais (EUA/UE/NATO) têm vindo a gerir de forma caótica, ignorante e inconsciente, desde há longos anos, o seu relacionamento com a Rússia, o que veio a culminar com a invasão à Ucrânia e a guerra terrível que se trava em plena Europa.

Apenas alguns exemplos de uma longa série de tiros nos pés, resultado de uma curteza de vistas absoluta, incompetência crassa e imprevidência criminosa e suicida…

1. Biden, campeão fura-sanções à Rússia

O governo americano é o primeiro a sabotar as sanções ocidentais que impôs à Rússia, que são um falhanço monumental. A braços com o aumento acelerado da taxa de inflação (alimentada sobretudo pela subida dos preços da energia e da alimentação), o presidente Biden culpa Putin por esta espiral inflacionista – a qual garante ao Partido Democrata uma estrondosa derrota nas eleições intercalares para o Congresso em Outubro.

E não só. Biden culpa também as empresas do sector da energia pelos aumentos dos combustíveis. Uma incongruência total, já que, antes da guerra, o governo americano consultou as administrações das grandes empresas de energia para saber como responderia o mercado caso a Rússia invadisse a Ucrânia e o Ocidente resolvesse impor sanções económicas ao petróleo e ao gás russo. De forma unânime, as administrações das energéticas desaconselharam vivamente a possibilidade, avisando que em caso de sanções, seria impossível impedir uma subida galopante dos preços da energia.

Biden marimbou-se, impôs as sanções e agora, ante a subida dos preços, atira as culpas para as empresas de energia. Ante a emergência da derrota eleitoral que se anuncia, tem que atirar as culpas para alguém e neste caso, Putin e as empresas de energia são os que estão mais à mão.

O que Biden esconde é que, apesar das sanções, a realidade nua e crua é que os EUA aumentaram as suas importações de petróleo russo (mas agora através de intermediários o que encarece substancialmente o produto). Ou seja, as sanções são um gerador brutal de inflação e crise económica futura nos países que as promovem.

Com o aumento galopante do preço do petróleo e do gás, Putin (tal como e os árabes, Maduro e todos os produtores de combustíveis fósseis) ganha agora muito mais dinheiro com as sanções do que antes das sanções. E os países consumidores precipitam-se numa crise sem fim à vista cujos dirigentes tinham a elementar obrigação de ter evitado.

Entretanto, pressionado pelos agricultores americanos que veem a sua produção ameaçada por falta de fertilizantes, o governo de Biden está a fazer o mesmo com os fertilizantes russos (a Rússia é o maior produtor de fertilizantes do mundo). Continuam a ser importados pelas grandes companhias agrícolas dos EUA, agora através de intermediários. Logicamente os fertilizantes agrícolas russos também subiram os preços. E os preços dos bens alimentares nos EUA sobem em espiral…

2. A novela do gás russo

Em resultado da invasão e das sanções que se seguiram, o fornecimento de gás russo à Europa diminuiu substancialmente através do Nord Stream 1. Em primeiro lugar porque vários governos europeus decidiram nesse sentido, em obediência às sanções de Washington/Bruxelas. Em segundo lugar porque, simultaneamente, os russos decidiram, em resposta, baixar o seu nível de fornecimento, alegando ‘dificuldades técnicas’.

Como reagiram os alemães? Indignados, acusam os russos de chantagem no negócio do gás. Ou seja por um lado, propõem-se confessadamente afundar na miséria a economia russa, deixando de lhes comprar o gás. Mas quando os russos lhes respondem que vão fornecer ainda menos gás à Europa e à Alemanha em especial, alemães e europeus acusam os russos de chantagem.

Está tudo de cabeça perdida? Só pode…

3. As estranhas (in) decisões do BCE

Os governos da UE puseram-se de acordo no sentido de lançarem uma guerra económica contra a Rússia e impuseram com entusiasmo as famosas sanções. O resultado inevitável foi a subida imediata dos preços de produtos essenciais tais como a alimentação e a energia em cima de uma taxa de inflação pré-existente, desencadeada pelo despesismo da Administração Biden que logo no início do seu mandato sobreaqueceu a economia americana. Conclusão: a actual espiral de inflação, inicialmente apenas circunscrita aos EUA, tornou-se agora global, dada a importância central da economia americana no mundo.

O método clássico que os bancos centrais usam para combater a inflação é o aumento das taxas de juro, visando assim diminuir a procura, com a consequente baixa de preços. A governadora do BCE, Christine Lagarde, convocou esta semana uma reunião de emergência para tratar dessa questão.

O problema é que aumentar as taxas de juro na Europa é um pau de dois bicos: poderá suster o aumento dos preços, mas ao mesmo tempo pode desencadear nova crise da dívida soberana nos vários países europeus altamente endividados, em especial os do Sul, nomeadamente a Itália, a Espanha, Grécia e Portugal. Estes países têm melhorado as respetivas situações porque o BCE, (através de um processo denominado quantitative easing) lhes garante a compra (a juros baixos e até mesmo negativos) dos títulos de dívida que vão lançando, o que lhes permite substituir dívida antiga com juros altos por nova dívida com juros irrisórios, como tem acontecido. Se este processo – quantitative easing – for abandonado, os países do sul da Europa verão os juros dos seus novos empréstimos subir, precipitando fatalmente uma nova crise das dívidas soberanas semelhante (ou pior, há dez anos não havia guerra) à que atravessámos há dez anos.

A reunião de Christine Lagarde realizou-se e nada se resolveu. Resultou num comunicado em que diz que os juros subirão, mas que para contrabalançar será criado um novo mecanismo alternativo destinado a continuar a comprar títulos de dívida soberana, que não o quantitative easing. Ninguém sabe o que será, mas é o que temos por agora.

Os mesmos governos europeus que embarcaram entusiasticamente na guerra económica à Rússia não sabem agora como hão-de sair do problema em que esta decisão impensada os meteu, com a Zona Euro agora francamente em crise, com a sombra sinistra de uma nova crise das dívidas soberanas no horizonte, sem aparente solução…

Insisto: tudo como baratas tontas, não sabem como se meteram, nem fazem ideia de como sair deste buraco em que meteram a Europa…

4. Todos de cabeça perdida

O respeitado economista alemão Wolfgang Munchau dizia há três dias, no Financial Times, que ‘é uma evidência que as sanções económicas à Rússia não foram refletidas e por isso estão a falhar’.

Nunca a Europa esteve ante uma situação como esta exclusivamente provocada pela imprevidência e incompetência dos seus governos.

Por um lado, os alemães indignados porque a Rússia respondeu da mesma moeda ao boicote ao petróleo e ao gás russo; o BCE sem resposta para o dilema inflação versus taxas de juro e quantitative easing; Biden culpa as companhias energéticas pelo aumento dos preços da energia que o aconselharam a não fazer guerra económica à Rússia porque isso levaria a um aumento brutal de preços.

Finalmente, a UE, os EUA e a NATO falharam catastroficamente ao analisar a situação militar na Ucrânia. Deixaram-se levar pela ideia de que se os russos não tomaram Kiev em três dias, então a Ucrânia ia ganhar a guerra, quando na realidade está a perder. E que fazer agora? Escalar a guerra ou recuar? Estará a Europa sequer na situação de escalar a guerra? Ninguém sabe o que fazer. Todos de cabeça perdida…

5. Resumindo e concluindo

Nada disto teria acontecido se os ucranianos tivessem cumprido os acordos de Minsk 2, de 2015, amparados numa resolução do Conselho de Segurança da ONU, votada pelos EUA, França e Reino Unido e apoiada pela Alemanha (que foi fundamental na sua negociação, mas era a Alemanha de Merkel, não a de Scholz).

Mas mal assinou os Acordos de Minsk 2, o governo radical de Kiev passou imediatamente a incumpri-los, com a cumplicidade e alento dos governos ocidentais. Note-se que os Acordos de Minsk 2 nem sequer obrigavam a Ucrânia a desistir de entrar para a NATO. Obrigavam-na apenas a respeitar a identidade cultural e cívica das minorias russófonas ucranianas e a terminar as operações militares nas regiões sublevadas no Leste (Donetsk e Luhansk).

Os russos afirmam que continuarão a sua invasão (“operação militar”) até quando entenderem, mantendo, porém, aberta a porta das negociações.

O tempo para as negociações está a fechar-se todos os dias, à medida que as tropas russas avançam. Um dia destes não haverá nada para negociar porque o governo de Kiev levou o seu país ao suicídio…

Quando chegamos a uma situação de guerra é porque todos os políticos falharam totalmente aos seus povos, uma vez que a sua primeira obrigação é assegurar a segurança dos seus cidadãos. Se esta guerra existe é porque todos falharam, de Putin, a Biden a Zelenski e aos dirigentes todos da UE e da NATO.

Como costumo dizer, a única posição decente que podemos ter ante esta guerra é ser radicalmente contra ela.

Mas para isso há que sentar as partes e obrigá-las a negociar. Não é certamente fornecendo armas nem falando grosso, como se tem feito desde Fevereiro…

Em todo o mundo só duas pessoas é que se pronunciaram contra esta guerra: o Papa Francisco e António Guterres. Todos os outros se têm portado da pior forma possível, a começar pelo miserável Jens Stoltenberg (o norueguês secretário-geral da NATO), campeão do belicismo em eternos bicos de pés, que ainda hoje teve a distinta falta de vergonha de querer responder ao Papa…


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3 pensamentos sobre “Europa e EUA vítimas das sanções à Rússia

  1. «O método clássico que os bancos centrais usam para combater a inflação é o aumento das taxas de juro, visando assim diminuir a procura, com a consequente baixa de preços. »

    Correcção:
    «O método clássico que os bancos centrais usam para combater a inflação é o aumento das taxas de juro, visando assim aumentar o desemprego e precariedade para os custos salariais baixarem e assim diminuir a procura, e consequentemente, segurar os preços. »
    Basta ver o que Larry Summers escreveu preto no branco. Depois admiram-se. Até porque fica a pergunta, sendo a origem da oferta (interno e/ou externo, tanto vale) e a procura em questão basicamente inelástica, como é que esperem que fique no fim?


    E uma nota recalcada à Estátua: lá por os nossos valores serem isto, e muitas outras coisas que não batem certo, não implica que o outro lado da “cortina de ferro” seja diferente; é tudo burguês com roupa diferente.

    • Muito bom texto. Só tenho de comentar/criticar a “nota recalcada”, porque até pode haver burgueses em todo o lado, mas NÃO, não é tudo igual. Tal como em Socialismo há muitos regimes diferentes, também em Capitalismo há coisas para todos os gostos. Infelizmente os tolos ocidentais iludiram-se com o NeoLiberalismo (Pinochetismo para os pobres, riqueza pornográfica para os 1%), e a conversa do “Não Há Alternativa” ou do “as exigências da Esquerda são extremistas”, em canais ocidentais TODOS com a mesmíssima linha editorial/ideológica, toldou a mente da maioria a pensar que é igual em todo o lado. Não, não é. Isso é a percepção com que se fica após demasiado tempo a ver um só ponto de vista. Aliás, isto é de tal forma, que aqui em Portugal nem o ponto de vista do regime socio-económico dos Nórdicos se pode ter…

      Prova disso, de que há alternativa, é a resposta da Rússia a esta conjuntura económica, explicada por Putin no discurso durante a SPIEF. Explicou que como o país é bem gerido, a dívida é baixa. Como é soberano e auto-suficiente, é resistente às sanções, e em vez de dívida externa, está a lucrar como nunca. Como não é violador da soberania dos outros, mantém boas relações com 85% do Mundo (e aqui dou nota da homilia de Zelensky na União Africana, só atendida por obrigação pelo chefe de Estado que ocupa a liderança rotativa da União, por outros 2 chefes de Estado, e pela marioneta da NATO na Líbia destruída. Os outros 51 recusaram a missa. Muitos preferiram ir dialogar em pessoa com Putin a São Petersburgo).
      E em particular quando à inflação, reconheceu que ela subiu a 2 dígitos, mas entretanto já foi controlada (ao contrário dos três estarolas do Báltico, onde não só ultrapassou os 2 dígitos, como ultrapassou mesmo os 20%!).

      Assim, para combater a inflação na Rússia, e ajudar a fortalecer o Rublo (a par das outras 2 medidas fundamentais de indexar o Rublo ao ouro, e de exigir Rublos pelas matérias exportadas para países inimigos), a Rússia fez o seguinte:
      – aumento das taxas de juro para mais de 20%, actualizadas mês a mês e entretanto já baixo dos 10% novamente, de forma a que as poupanças das pessoas nos bancos nacionais não percam o seu valor;
      – reforço do investimento para ajudar a iniciativa privada patriótica a substituir o pouco que ainda falta substituir nas importações que a Rússia deixou de fazer ao Ocidente, e assim ajudar a manter empregos e diminuir magnitude da crise anunciada;
      – actualizações de salários, pensões, e ajudas sociais, para que ninguém perca poder de compra este ano com esta taxa alta de inflação;

      Alguém imagina o A.Costa a dizer uma coisa destas? Ou a UE? Não podem, nem querem! Não podem porque estão endividados até aos cornos, e porque quem manda são os EUA. E não querem (aumentar rendimentos para que pessoas comuns não percam poder de compra), porque isso vai contra o EXTREMISMO ideológico NeoLiberal. E numa DITADURA (“democracia liberal” e “união” monetária) There Is No Alternative. Antes chamava-se Salazar, agora é “feminista” e chama-se TINA…

      E sim, prestei muita atenção a Putin e a outros chefes de Estado (Xi Jiping e companhia) neste Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) que na “imprensa livre” do Ocidente não passou de nota de rodapé. Quem se quer informar, tem de ir a fontes alternativas. Quem quer saber o que se passa no Mundo, tem de ser informar. Quem quer saber quais os problemas e quais a soluções, tem de saber o que se faz e se diz em TODO o lado, e não apenas na cartilha do Pentágono… Não é “putinismo”, ou “comunismo”, é tentar estar informado.

      Se Putin governasse Portugal, cá está a receita: aumentos salariais para compensar a inflação. Mas como é um Pinochetista Euro-fanático que nos governa, toma lá 8% de perda de poder de compra de uma só vez. Nem Passos Coelho nos “ajustou” desta maneira!
      Se Xi Jiping governasse Portugal, estaríamos agora a inaugurar uns investimentos, a anunciar outros, e a negociar mais uns quantos, dentro de casa e em parceria com outros países soberanos, a pensar décadas à frente e não apenas nas próximas eleições.

      E olhando já agora para a Cimeira das Americas, onde tantos chefes de estado recusaram o convite dos EUA, e outros foram lá falar só para poderem criticar os EUA com o Sleepy Joe Biden na 1ª fila a ter de engolir em seco, a esta hora a Europa podia estar em paz (obrigado a Ucrânia a cumprir PAZ de Minsk em vez de obedecer à NATO) e a sair da crise na recuperação pós-covid. Em vez disso preferiram a vassalagem. E mesmo assim há por cá quem vote nos traidores europeus desta estirpe… Será que foi uma estirpe desenvolvida nos laboratórios do Hunter Biden com financiamento da Victoria Nuland? Só fazendo testes de ADN a todos os que repetem a aldrabice “a NATO é defensiva e quem quiser pode entrar nela e ninguém tem o direito sequer de se sentir ameaçado”. Estou a falar a sério, isto já está para lá da mera lavagem cerebral ou da tradicional corrupção. Esta gente, estes “líderes” europeus não são normais!

      Em vez disso, os juros na nossa poupança no banco são de 0%, anda tudo a fazer contas à gasolina a 2.5€, e aos juros da dívida do Estado que já vão disparados nos 2.5%, ou seja, já com um castigo de 1.1 pontos percentuais em relação aos da Alemanha. E ainda agora a nova crise do €uro começou. Ainda faltam mais um par de anos (ou meses?) para o colapso final desta aberração monetária (algo que na minha opinião não é um se, é um quando e como). Desta vez com a Itália na perseguição à “liderança” da Grécia nesta queda. Resta saber se Draghi salva o seu povo e o que resta da Democracia italiana, e como tal faz o Ital€xit, ou se volta a colocar a salvação da moeda e da banca acima de tudo o resto, “whatever it takes”. Nesse caso, o próximo governo de Itália vem com cheio a irmandade de Mussolini: Fratelli d’Italia – na Wikipedia descritos como tendo as ideologias Nacionalista e Neo-Fascista.

      Ora aí está mais uma coisa de que Putin falou no tal discurso: a insatisfação dos Europeus com estes tiros nos pés que nos estão a lançar numa recessão e crise monetária (tudo decido por burocratas lá em Bruxelas), e o consequente crescimento da Extrema-Direita e Nacionalismos. Não escapa nada aos Russos. Eles preparam-se.
      E isto é o Putin, um estadista moderado lá para aqueles lados. Quando ele se for, do que tenho ouvido e lido, há lá coisas bem piores e assustadoras para o substituir, menos estadistas, tão belicistas como os pró-NATO, e com tanto ódio pelos Ocidentais quanto estes cultivaram pelos Russos. Um deles até já disse que se calhar o melhor era começar em Kiev e acabar só em Lisboa! Vai ser lindo, vai… E nós aqui, com queixas do Putin que só queria o cumprimento da PAZ de Minsk, e uma vez essa PAZ violada pela Ucrânia em 16-Fevereiro-2022 (facto ocultado por todos os propagandistas da NATO e traidores europeus avençados de Washington/Pentágono), só queria uma operação limitada iniciada a 24-Fevereiro-2022 para impedir os Nacionalistas e Nazis de continuarem a matar o povo do Donbass, junto a fronteira da Rússia. Espero que não, mas da maneira que isto vai, os Ocidentais ainda hão de ter saudades de algo assim tão lógico, justificado, e comedido, como os atuais inquilinos do Kremlin.

  2. Inflação:é um impôsto para os pobres,e uma forma de pagar a divida publica.

    Mantenho, contudo, a minha visão global sobre o que está a acontecer (o que está a ser planeado, devo dizer…!)
    NÃO NOS ENCONTRAMOS NUMA CRISE PONTUAL.
    Encontramo-nos numa luta titânica entre duas visões da Humanidade.
    De um lado, aqueles que amam a Liberdade primeiro. Aqueles que querem que a evolução da ciência, da tecnologia e do conhecimento em geral beneficie todos, sem privilegiar ninguém, em relação a todos. Com todas as falhas que conhecemos sobre este sistema centenário.
    E por outro lado, um bando de escumalha, autoproclamada “Elite”, que decide de forma ditatorial sobre tudo e que visa a modificação do próprio Homem a fim de o escravizar e controlar totalmente. Pensam que são Deus e querem criar um Mundo onde a multidão se tornará a sua “criação”.
    Estes malandros formam o Estado Profundo.

    A inflação permite pagar a dívida sem esforço mas para o homem comum há um problema.
    Ou ele é alfabetizado financeiramente e a tempestade vai passar-lhe por cima da cabeça.
    Ou ele é analfabeto financeiramente e a tempestade vai atingi-lo na face.

    Não sei bem como ter uma melhor compreensão do que se passa no mundo. A guerra é uma variante interessante na liquidação das dívidas e uma parte da população e das suas dívidas vorazes. O povo não está preparado para se tornar virtuoso ao ponto de apertar o cinto durante uns bons 30 anos, na melhor das hipóteses..

    Este DS está em todo o lado e está actualmente em apuros nos Estados Unidos. Se ali se desmoronasse, todo o castelo de cartas deste pedaço de bosta entraria em colapso.
    Mas esta “exposição” das suas acções também tem o mérito de os forçar a acelerar a agenda (Agenda 2030) e assim revelar os seus planos a um número cada vez maior de pessoas “submissas-endividadas”.
    Algumas das suas marionetas irão em breve reunir-se em Davos.

    Quanto à inflação que está a causar a recessão, é difícil não admitir que existe uma vontade de destruir o DS da continuidade das coisas. A guerra na Ucrânia é obviamente desejada e mantida por estas forças negras que empurram os pobres para a continuação de uma luta que já não é do nosso tempo. A sua generosidade patriótica está a ser explorada pelos criminosos que operam nas sombras.
    Na China, a DS local, em cumplicidade, está conscientemente a organizar uma falsa situação catastrófica para travar a produtividade e abrandar as exportações.
    Quanto à “pandemia número 2”, como Biden Senil nos disse no ano passado, em breve irá acumular-se em cima dos problemas e matar os restos de consumo no Ocidente.

    Medo, submissão, a fim de aceitar a sua “Nova Ordem Mundial”. Essa é a agenda.

    Oposto: Liberdade e Responsabilidade Individual que gera, com as suas vantagens e os seus defeitos.

    O fenómeno do vício está a instalar-se, em breve vão anunciar a guerra mundial nuclear sem que a população seja surpreendida:
    Pandemias repetidas, inflação galopante, dívidas abismais, guerra trivializada, vários acidentes à vista, perturbações naturais dramáticas,… escolham o menu da semana…

    Os que mais sofrerão: os mais pobres e os que continuam a viver em negação, indo a restaurantes e concertos ….

    Ou outros que herdam uma casa demasiado grande e decidem viver nela em vez de a vender, mesmo que isso signifique desistir da sua habitação , taxa de energia social, e vão descobrir que aquecimento, electricidade, água, seguros, manutenção têm um preço diferente de um pacote ilimitado a 100 euros por mês.

    O despertar vai picar aqueles que confiam “no sistema”.

    Isto é puro fanatismo keynesiano…
    Os politicos preferem roubar aqueles que fizeram o esforço de trabalhar e poupar para o benefício daqueles que se endividaram.
    Os politicos preferem salvar empresas e estados mal geridos e falidos com o dinheiro dos aforradores e dos cidadãos.

    Os politicos, quando se está em dívida e não se pode pagar, é normal ir à falência.
    Mas, roubar aqueles que têm poupanças imprimindo dinheiro e inflação para salvar todas estas pessoas.

    Em resumo, para os politicos: privatização dos lucros e socialização das perdas!

    A inflação a curto prazo depende do garfo chinês; para compreender que os deslocados estão satisfeitos por de exportar para o Ocidente + inflacionar.

    A inflação a longo prazo é: covidismo, alterações climáticas e ecologia. No entanto, poderíamos encurtar este disparate!

    Há ainda os fundamentos: energia e matérias-primas; se houver mais, ainda podemos suavizar, melhorando o rendimento, a utilização industrial

    Portanto, 3 problemas:

    O primeiro é geopolítico/estratégico com compromissos das multinacionais

    O segundo não é mais do que um erro.

    A terceira tem o mesmo tamanho que a primeira. E agora, para encontrar outra coisa…

    A Grand Reset irá acontecer mais cedo ou mais tarde, nada a ver com Klaus Schwab ou Bill Gates mas simplesmente com a nossa montanha de dívidas (sendo a maior dívida do mundo a dos EUA). Os nossos sistemas monetário e económico entrarão em colapso em breve (é um dado certo). Estivemos perto de um colapso sistémico em 2008 com o fracasso de um banco americano de tamanho médio, desta vez seria muito mais grave e armazenar papel higiénico não será suficiente para preservar o nível de vida de uma pessoa.

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