Carta a um amigo que me aconselhou a ir ao psicólogo ou ao psiquiatra

(Júlio Marques Mota, in A Viagem dos Argonautas, 23/06/2022)

Meu caro amigo

Fiquei espantado com o que me disse, esta manhã. Preciso de um psicólogo. Talvez, não digo nem que sim nem que não, mas se sim garantidamente não será pela razão apontada.

E vejamos com alguma atenção o porquê da minha afirmação anterior. Acusa-me de não estar bem quando o acusei de desonestidade intelectual. Pressuposto na sua afirmação é de que não o é nem o foi. Pressuposto da minha parte é que não o é, mas de que o foi, precisamente, naquela resposta que um dia me deu e a qual eu considerei de pura desonestidade intelectual.

Para já tiremos às palavras a carga emocional que elas podem ter fora do seu contexto. Desonestidade intelectual significa aqui que se coloca um raciocínio viciado contra a posição de alguém ou que se quer bloquear aquele de quem se discorda, respondendo com perguntas que nada têm a ver com a questão inicialmente levantada.

Veja-se: tinha-lhe enviado um texto de John Ganz que fala da degenerescência democrática nas sociedades ocidentais. Estava-se a poucos dias de diferença do trágico assassínio em massa em Uvalde. Honestamente sugeri, mesmo a quem o tema da degenerescência não interessasse, que lesse o último parágrafo. Um parágrafo aterrador em que nos fala da polícia que foi a Uvalde buscar os seus filhos e deixou lá os filhos dos outros. Não são cidadãos comuns, é gente fardada, com farda oficial, que fez isto!. Que significa então esta ação senão degenerescência na democracia? E para não falar também do que significa o assassínio em massa de Uvalde ou noutro qualquer lugar. Era este o texto em questão ao qual o meu amigo responde. E cito de memória a sua resposta:

Gostaria de o ver a criticar as sociedades socialistas que defende  como Cuba ou outras.

Ora isto não tem nada a ver com o texto que lhe mandei. Certo? Mas mais: fala-me de repúblicas socialistas que defendo, pretendendo que eu escreva sobre elas. Respondi-lhe; é desonestidade intelectual responder a alguém,  em que como resposta a um problema grave que lhe é apresentado, responde apenas com um pergunta ou afirmação que nada tem a ver com o que está em análise. Foi o que lhe disse e hoje manteria a mesma resposta. Em análise linguística isto tem um nome, os ingleses e americanos chamam-lhe whataboutism. Mas respondi-lhe mesmo assim dizendo que do meu ponto de vista, e é esse que interessa aqui, pois seria eu que escreveria, nunca houve nenhuma república socialista no mundo, houve sim tentativas falhadas de passagem de modos de produção não capitalistas a transições para o socialismo e sem qualquer modelo de suporte. Falharam e Marx tinha razão. O que se pretendia para essas sociedades em pressuposta transição para o socialismo não tinha nada a ver com o grau de preparação dessas sociedades, o chamado desenvolvimento das forças produtivas. O mesmo se passou com as Primaveras coloridas de Hillary Clinton, falharam todas. Podemos também tomar como exemplo a Rússia em 1917 e 1991. No primeiro caso passou de repente de uma sociedade feudal para um estado de caos e como reação a esse caos passou depois para um capitalismo de Estado rapidamente em degeneração (1917); no segundo caso, 1991, e de repente, outra vez, quiseram que se fizesse a transição rápida para um capitalismo selvagem e num país em que praticamente ninguém sabia o que era propriedade privada. Falhou e gerou-se assim um regime autocrático como resultado. De Gorbatchov e, logicamente, da Casa Comum Europeia, nem um ar, mataram a ideia antes de a semearem. Certo?

Esta foi a minha resposta ao seu pedido e acha agora que eu, face ao que escrevi, devo ir ao psicólogo ou mesmo ao psiquiatra! Primeiro tinha que me mostrar os erros profundos de análise e de descoordenação de pensamento para justificar essa sua afirmação e também não o fez. Donde, do ponto de vista lógico ou intelectual, é apenas isso que interessa aqui e no contexto em análise, isto  só tem um nome: é desonestidade intelectual a que também se pode chamar a isto provocação não intencional: Passemos por cima de tudo isto e é  o que estou a fazer.

Deixe-me acrescentar um detalhe: quando fala das sociedades socialistas que eu defendo, isto não é verdade, nunca me viu defender o que para mim não existe, as ditas sociedades socialistas. Há aqui uma confusão e esta confusão é sua. Sou marxista de formação de base, um defeito para muita gente, para mim uma qualidade, sobretudo porque me considero equipado com as armas críticas da heterodoxia. Não haverá muitos em Portugal. Basta ler o que se escreve. Aliás não haverá muitos universitários, se os houver, que tenham lido tanto de Marx como eu e, sobretudo, que o tenham lido criticamente. Não é por acaso, que me reclamo intelectualmente de ser filho de Ricardo, Marx, Hegel, Sraffa, Keynes, Arghiri Emmanuel, Marriner Eccles (o Keynes antes de Keynes) e de Michael Pettis. Não será assim por acaso que,  se abrir o livro de Pettis, Trade Wars Are Class Wars, verá aí o meu nome nos agradecimentos do autor, pelas diversas trocas de opiniões, algumas longas, antes da publicação daquele que no ano da sua edição foi considerado livro do ano.

Digo-lhe isto, meu amigo, e com toda a ternura de quem tristemente olha para o descalabro da sociedade hoje para que o meu amigo perceba que, com este tipo de formação, eu não poderia cair nunca na ratoeira que de forma não intencional me colocava pela frente, desejando que eu escrevesse sobre as sociedades socialistas que não existem. Dessas, a seu tempo, falará a História mas apenas ao longo dos próximos séculos, disso estarei certo. Olhe-se para Marx e que escreveu ele, o maior visionário da história do capitalismo ? Nada, ou então apenas pura ironia e isto sobretudo no Manifesto Comunista. E que queria o meu amigo que eu escrevesse? Ironia, ou antes, o seu pedido é que é pura ironia e, como há pedidos que não se fazem, o seu, há respostas que não se dão. É este o caso.

Mas também lhe digo que com a histeria que atravessa a sociedade atualmente a sua própria sugestão de eu ir ao psicólogo ou ao psiquiatra e excluindo a enorme carga de ternura com que foi dita, poderia ser vista como tendo um outro contorno[1]. Um exercício mental. para esta última hipótese. Imagine essa sugestão feita secamente, isto é fora do contexto amigável e até fraternal em que me apresentou essa sugestão, e feita a todos os que não alinham com o pensamento oficial dominante. Como exemplo de pensamento dominante, aplicado a uma situação concreta, veja-se a década perdida com a política austeritária imposta pela União Europeia em todos os países-membros e com o argumento de que a crise da dívida pública (não se fala da dívida privada) seria ultrapassada com uma política de crescimento assente na dinâmica das exportações de cada um dos países membros, mas para onde? Se a austeridade é para todos, aumentar as exportações só é possível se for para a Lua. Bom, quem não defendesse essa argumentação da União Europeia, sofria as consequências, a ostracização, por exemplo. Contam-se pelos dedos de uma mão os economistas que foram à televisão argumentar contra o pensamento dominante e levavam pela frente com o ruído, quer  dos adversários que mal os deixavam falar   quer  dos respetivos moderadores das televisão.

Depois,  com o aprofundar da crise, considere que esta sugestão de ir ao psicólogo ou ao psiquiatra passa a ser considerada um imperativo legal, como aconteceu em muitos casos com as vacinas COVID. Isto significa que quem não aceita a verdade oficial é considerado deficiente, mentalmente doente! Isso não nos faz lembrar nada, a Ocidente ou a Leste?

No quadro deste exercício mental, relembro aqui, de memória, o cineasta Luchino Visconti e Os Malditos, onde um oficial SS diz à sua prima Essenbeck, mais ou menos isto: aqui está o contributo do povo alemão para a edificação do Terceiro Reich e, citando Hegel, diz também que quando uma flor se atravessa no caminho do Estado este só tem de fazer uma coisa: esmagá-la. Para onde estaríamos a caminhar, neste exercício intelectual? Eu digo-lhe, estaríamos a caminhar para um Estado totalitário, de razão única em que este define o que é a verdade e o que é a mentira.

Dessa verdade, a oficial, nos fala o jornal conservador O Observador ontem, (20.06.2022) quando noticiava:

“Kaliningrado ameaça Lituânia com resposta dolorosa

Bloqueio russo de cereais ucranianos é “verdadeiro crime de guerra”, diz Borrell. Kremlin promete retaliar depois de a Lituânia bloquear parcialmente trânsito de mercadorias para enclave russo.” Fim de citação

Conclui-se, bloquear alimentos destinados aos russos é normal, bloquear alimentos destinados aos “defensores do Ocidente” é crime de guerra. E aqui está a verdade oficial. A isto e parafraseando  a obra de George Orwell diremos que se trata de pensamento duplo. Duas ideias contraditórias e ambas aceites na cabeça do Comissário Europeu.

Sobre isto diz-nos Chomsky:

“George Orwell tinha um nome para isso. Chamou-lhe duplo pensamento, a capacidade de ter duas ideias contraditórias na sua mente e acreditar em ambas. Orwell pensou erroneamente que isso era algo que só se podia ter no estado ultra-totalitário que ele satirizava em 1984. Ele estava errado. Pode tê-lo em sociedades democráticas livres. Estamos a ver um exemplo dramático disso neste momento. A propósito, esta não é a primeira vez que tal acontece.”

Inegavelmente em 1984 e em A Quinta dos Animais Orwell tinha razão  quanto aos estados totalitárias e à degenerescência das democracias ocidentais, com estas a aproximarem-se dos regimes que o Ocidente diz estar a combater. Possivelmente, esta é uma verdade que custa a engolir e que explica porque se vê tanta gente a meter a cabeça na areia ou explica ainda muitos dos comportamentos tidos contra aqueles que não aceitam a lógica do pensamento único que caracteriza as autoridades de agora.

A fuga à verdade, à profundidade das razões que estão por detrás desse disfuncionamento, fuga esta geradora de muitas das nossas angústias, é o caminho que a Ocidente tem escolhido. Um exemplo de chapa no caso português: veja-se a desgraça do SNS com médicos especialistas pagos a pouco mais do que as empregadas domésticas, considerando-se, por definição, o trabalho destas como um trabalho claramente indiferenciado!

Esta realidade do SNS não é de agora, vem desde a política económica imposta pela Troika, e esta foi a da depreciação de tudo o que é trabalho diferenciado, especializado, desde que não seja nos mercados financeiros. Não é uma realidade criada  por Marta Temido. Uma realidade que só agora o nosso Presidente da República assume como uma realidade estruturalmente complexa! Só agora!

Mas há mais. Imaginemos duas empresas de serviços de saúde, A e B , cada uma com dois médicos ou mais, em  que a empresa A está sediada em Aveiro e a empresa B está sediada em Leiria. Cada uma destas empresas prestadoras de cuidados de saúde faz dois contratos de prestação de serviços: A empresa A faz um contrato de trabalho a tempo parcial com o Hospital de Aveiro de 12 horas e com a remuneração de 10 euros a hora.. E faz depois um contrato de prestação  de serviços com o Hospital de Leiria de 24 horas semanais a 50 euros a hora. Por sua vez a empresa B faz o mesmo tipo de operações mas  em posições simétricas. Faz um contrato de horário reduzido de 12 horas  semanais  com o Hospital de Leiria a 10 euros por hora e um contrato semanal de 24 horas semanais com o Hospital de Aveiro a 50 euros por hora. Tudo  dito quanto à competência política da nossa Administração, tudo dito quanto à precariedade criada com técnicos especialistas a ganharem pouco mais do que a empregada doméstica  e outros médicos a ganharem volumosas quantias de euros. Tudo isto porque não há carreiras médicas condignas, há sim um política de degradação de quem trabalha e depois há por esta via quem possa encher o saco.  Por cada conjunto de dois médicos  temos a soma de 240 euros+(24.10) +2400 (48.50)= 2640, um custo horário médio por  médico de 36.70 euros! média horária. Se o Estado pagasse aos jovens médicos 20 euros hora e lhes garantisse carreira condigna, toda a gente  ficava a ganhar, doentes, Estado, jovens médicos, com exceção dos  vampiros da medicina que os há.

A “escassez” de médicos já gerou tragédias sem que haja responsabilidades de ninguém. É uma situação de mercado, é uma questão de oferta e procura, dir-me-ão. É mentira, esta posição. O mercado é o respeito de um conjunto de regras estabelecidas a nível das instâncias públicas responsáveis . São estes legisladores que são os responsáveis últimos das tragédias que se estão a viver, são eles e são igualmente os decisores políticos que preferem as politicas austeritárias e que são insensíveis aos dramas que estas suas políticas geram. Falar em demissão de Marta Temido é patético, goste-se ou não dela, é patético pois esta situação tem apenas a ver com o modelo  austeritário dos governos destes últimos 12 anos e antes dela ser ministra.

Mas quanto à política de degradação salarial destes profissionais, há algo mais que deve ser sublinhado. É que esta é uma forma de os empurrar para fora do país. Lembram-se da almofada de conforto do tempo de Passos Coelho? É isto, mas isto ninguém reverteu dele. Tocar nas relações de trabalho é uma linguagem  que os nossos governantes, nem Bruxelas querem aceitar, até porque como sabemos é mais  fácil destruir do que reconstruir. E reconstrução é coisa que não se vê nem no PSD nem no PS,  com exceção neste partido, eventualmente, de Pedro Nuno Santos, e digo, eventualmente, porque nunca entendi a posição deste ministro quanto à bitola não europeia dos caminhos de ferro portugueses.  Podemos ainda analisar este empurrar para fora do país como uma fraude que está a ser cometida contra o país.  Com efeito o curso de medicina é um dos cursos mais caros do país.  O país gasta dinheiro, gastou dinheiro na formação destes alunos no secundário, gasta em grande na sua formação no superior. Chamemos a isto investimento em capital humano. Ora, criar condições que significam objetivamente estar a mandar os nossos licenciados especializados  para fora do país, significa estarmos a dar como donativo ao estrangeiro todo o dinheiro gasto na formação destes licenciados a países que têm ainda o ensino mais degradado  que nós mas que nos acusam depois de países despesistas!

E se em vez de estar a forçar os nossos estudantes de medicina  a irem para os estrangeiros os obrigássemos a trabalhar os primeiros cinco anos em instituição públicas de saúde mas com carreiras profissionais condignas? Onde é que é esta o mal nisto?

Central nesta situação triste e já trágica está a necessidade de reestruturar as carreiras médicas, no mínimo revertê-las para a situação em que estávamos antes da Troika, mas reversão é um termo banido do vocabulário dos nossos políticos, Marcelo inclusive. Responsáveis existem, a Comissão Europeia, o Primeiro-Ministro António Costa, o ministro das Finanças, tenham sido eles, Mário Centeno ou João Leão e, no fim da cadeia, teremos a pessoa  que menos pode fazer, a Ministra da Saúde. Mas há ou haverá premiados por este facto: Centeno vai para governador do Banco de Portugal, João Leão é proposto para diretor de uma ferramenta criada para impor a austeridade aos Estados-membros, o MEE, e Costa irá possivelmente para um alto cargo europeu, para não falar do destino de ministros anteriores das Finanças, Vítor Gaspar (FMI) e Álvaro Santos Pereira (OCDE).

Meu querido amigo, esta reação já vai longa, mas pelo que acima explico, quem precisa de ir ao psicólogo ou ao psiquiatra serão todos aqueles que vivem num mundo de pensamento duplo como o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Joseph Borrell,   e eu sinto que neste mundo de pensamento  duplo eu não estou.

Um grande abraço de quem não se sentiu magoado com a sugestão assinalada no início deste texto.


P.S. Não falamos da Ucrânia. Quanto a esta questão remeto para o texto do Vaticano em anexo – um texto que passa quase que em silêncio absoluto na nossa imprensa mas  onde se diz alto e bom som que  vivemos em liberdade de imprensa –  onde com exceção do problema da guerra por procuração, se defende os mesmos pontos de vista que tenho defendido, eu e os meus colegas, em múltiplos textos publicados no blog A Viagem dos Argonautas. Não se irá certamente dizer que também se aconselharia o Papa a ir a um psicólogo ou psiquiatra, creio eu. Utilizo aqui o pronome SE porque não entraria numa provocação, mesmo que não intencional, e colocá-lo a si a apresentar a mesma sugestão ao PAPA que me apresentou a mim. Pelo respeito que lhe tenho, e mantenho, nunca faria esta pergunta noutros termos que não estes.

Original aqui


[1] A este propósito tomo a liberdade de lhe sugerir a leitura do livro The Psychology of Totalitarianism de Mattias Desmet, da Universidade de Gante (Bélgica), publicado em junho de 2022 ou uma boa recensão sobre o mesmo. São muitas e diversas. Podemos discordar de muitos dos pontos de vista do autor, é o meu caso, mas sugere-se a sua leitura, porque  esta nos  obriga  a refletir sobre o clima de histeria em que se vive. 


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15 pensamentos sobre “Carta a um amigo que me aconselhou a ir ao psicólogo ou ao psiquiatra

  1. De facto, um bloqueio de Kaliningrado seria um verdadeiro movimento estratégico agressivo por parte da Europa. Como Cuba, excepto que a Rússia está muito perto!
    O que terá realmente levado os russos a bloquearem Berlim e a construírem o muro? Há certamente algo a aprender com esta história, da qual só tive a história vista do Ocidente por agora…

    Penso infelizmente que a 3ª guerra mundial já começou com a entrega de armas ocidentais e o envio de milhares de mercenários na Ucrânia.
    Boa sorte a todos!

    Sim, preparem-te para a 3ª Guerra Mundial.
    União Europeia de …. apodrecida por políticos . Eles querem a sua guerra e vão tê-la.
    Mas eles pagarão caro por isso!

    Conheço algumas pessoas que vão estar com frio este Inverno. Os lituanos já e depois…

    Ouvi dizer que os russos têm torpedos que deslizam a várias centenas de km/h na água sem fricção, que é a evolução do Skval supercavitante (que existe de facto)

    Nenhum navio tem hipótese de tentar uma manobra evasiva contra uma máquina tão rápida, se for este o caso.

    O que é que eles farão? Colocar navios da NATO a disparar contra navios de carga civil russos? Serão torpedeados por submarinos russos num segundo, se o fizerem..

    Não é Kaliningrado que é o incómodo, mas o profundo globalismo de estado que não quer deixar passar, eles querem roubar a riqueza mineral dos russos como fazem há 100 anos para o resto do mundo, enquanto não nos livrarmos destes cowboys haverá guerra por todo o mundo um americano é feito de duas partes meio capone meio mikey,muito perigoso.

    Se a Rússia perder Kalingrado, a Rússia vai querer Odessa para os seus estaleiros navais, mas será bloqueada pelos estreitos turcos no Mar Negro
    Não restará nada a não ser os portos do Pacífico.

    Não é a Europa que quer Kaliningrado. O centro de tomada de decisões é em Washington e Bruxelas nunca é mais do que uma sucursal cheia de políticos caros e marotos para manter uma forma de vassalagem digna do período feudal.

    Eles enlouqueceram!

    O pretexto de Hitler para atacar a Polónia em Setembro de 1939 já era Danzig, o antigo nome de Kaliningrado.

    Fazer cócegas aos russos 80 anos mais tarde é um piscar de olhos da história.
    Os lituanos são apenas o falso nariz da Comissão Europeia, ela própria manipulada pelo Pentágono.

    2022 / 1938 / 1913: cheira a pólvora na Europa, mas continuamos como se quiséssemos a guerra de verdade!
    A lição do primeiro e do segundo não foi suficiente?

    disse Einstein:
    “Não sei de que será feita a terceira guerra mundial, mas a quarta será feita de fundas e flechas!

    Esta chicana lituana serve para irritar os russos que eles odeiam.
    Tudo o que é estratégico vem por via marítima ou aérea de qualquer forma.
    A pequena Lituânia não deve der “malcriada” com o poderoso urso russo!

    Putin vai começar a lutar em várias frentes.
    Para além da Ucrânia, os americanos estão de novo a começar na Síria, razão pela qual estão a desviar armas através da Ucrânia para as fornecer aos mercenários terroristas naquele país, mas a Rússia está a observar e está, por conseguinte, a destacar-se em duas frentes. Porque não têm nada a fazer na Síria, é um país livre, querem petróleo, que o peçam a Zelinsky.

    Tudo isto é muito oportuno para acelerar o Grand Reset. Uma mente errada poderia pensar numa falsa oposição entre a Rússia e o bloco ocidental e numa verdadeira coordenação, o que não significa que não haverá guerra (as oligarquias russas e ocidentais estarão como sempre bem escondidas nos seus bunkers enquanto as suas populações provarão Satan II e outras alegrias semelhantes).
    Pela minha parte, não esqueci Medvedev, então presidente da Rússia, que em 2009 apresentou
    a futura moeda mundial numa reunião do G8, nem a coordenação “formidável” de quase todos os governos do planeta para impor o circo Covid com as suas ridículas máscaras, os seus confinamentos arbitrários e as suas dúbias injecções quase obrigatórias (mesmo em países supostamente não-alinhados como o Irão ou Cuba).
    Infelizmente, é evidente que os objectivos das oligarquias mundiais relativamente às suas respectivas populações são muitas vezes os mesmos (terceira mundialização forçada, policiamento generalizado, despovoamento, etc.) e que em todas as grandes questões as pseudo “elites” parecem dar-se bastante bem.

    A UESA não existe neste conflito, as sanções apenas o enfraquecem.
    A guerra foi decidida pelo estado profundo americano, que quer deitar as mãos ao petróleo e ao gás no norte da Rússia, para evitar a falência da economia dos EUA, por si só.
    A Europa vitrificada será apenas um dano colateral e desaparecerá.

    O despovoamento é uma ideologia das “elites” para a sobrevivência e bem-estar da humanidade.
    A partir desta observação, todas as acções levadas a cabo pelas “elites” devem conduzir a este objectivo, vírus (não suficientemente letale também perigosos para elas), fome (se possível nos países “sacrificados”), guerra na Ucrânia e depois guerra mundial.
    Depois: Grand Reset e governo mundial.

    Um (muito) mau momento para passar!

    O povo está cada vez mais exposto às consequências desastrosas das decisões de Bruxelas ditadas por Washington.

    Militarmente, uma vez que apenas 7% do exército russo está no Donbass e o resto enfrenta a NATO.

    Dado o nível militar dos russos, eles podem facilmente invadir a Lituânia.

    Isto vai ser muito interessante porque vamos ver como é forte o artigo 5 da Nato…

    O mais engraçado desta história é que a população europeia só fala das próximas férias de Verão….. porque a activação do artigo 5 requer uma mobilização militar e especialmente dos homens.

    O urso russo está a ter paciência. Os EUA estão em ruptura, a Europa e a NATO perderam toda a credibilidade, os países do mundo agarram-se àqueles que têm a tecnologia e as matérias-primas, o MIR substituiu a hegemonia do dólar no planeta pela SWIFT e sanções que paralisam aqueles que resistem, as armas da NATO estão a esgotar-se e o titânio não está no seu campo. Além disso, ISRAEL está seriamente ameaçado pelo armamento da Irão. Nestes tempos conturbados, o tempo vale o seu peso em ouro – melhor do que a Nato.

    Há um cenário inventado pelos estrategas da CIA e que deve datar de há pelo menos 40 anos, e que estipula as modalidades de guerra dos EUA contra a Rússia… :
    Estes chamados “totós da estratégia de guerra” tinham imaginado 2 ataques sucessivos:
    1°) um 1º ataque da Rússia pelo Sul… ou seja, via Ucrânia…
    2°) e depois um pouco mais tarde, quando o exército russo já estaria envolvido no Sul, para depois lançar um segundo ataque da Rússia, (uma segunda frente) no Norte através do Báltico… história para ter 2 ataques quentes de guerra activa “ao mesmo tempo” em 2 lugares do país… porque é muito difícil de gerir…
    É de esperar que os EUA/NATO nunca ataquem através do Báltico, caso contrário não só será quente, mas neste caso a Rússia não terá nada a perder, tornar-se-á uma versão do Apocalipse Nuclear de Burning Hot….
    Os EUA tomam-nos por “burros” europeus que passam por tudo isto, porque usam a UE e os vassalos da NATO para travar a “Guerra dos EUA” contra a Rússia, e isto sem nunca arriscar a vida de um único cidadão americano, nem arriscar o mais pequeno arranhão do seu território americano….
    Quando penso que os nossos políticos seguem como pequenos “lavradores” zelosos …

    Este jogo perverso vai acabar muito mal para nós, os cidadãos europeus da UE, que estamos embarcados, apesar de nós próprios, na máquina de guerra ofensiva dos EUA que é a NATO….

    Quanto mais tempo isto durar, mais montanhas de armas são enviadas para a Ucrânia sobre as decisões de políticos inconscientes ou pervertidos psicopatas, e quanto mais cheira mal, muito mal… Para nós !!!!

    Em 1991, os 3 microestados bálticos planearam a sua independência.
    A Rússia responde com uma ligeira reserva para a Lituânia…
    “Na condição expressa de que a Lituânia garanta o trânsito de todos os bens e pessoas russas no seu território!

    A Lituânia, o falso nariz de Bruxelas, quebrou unilateralmente o acordo, pelo que a Rússia já não reconhece a independência da Lituânia, que se tornou novamente russa de facto.

    Se não estou enganado, logo após os primeiros dias da invasão russa de Dombass, adivinhem, no final de Fevereiro, quem foi primeiro visitar a Lituânia e outras pequenas repúblicas adjacentes à Rússia?
    O próprio General Mark Miley com armas e bagagem, helicópteros, etc… para lhes garantir que, se necessário, os EUA garantiriam a sua segurança a todo o custo …. Em 2017 Mark Miley fez um discurso vingativo como um pit bull raivoso quando disse aos russos, e passo a citar:
    “Vamos combater-te e vamos derrotar-vos como nunca foste derrotado antes na tua história…!!!!” ,
    Na minha humilde opinião, este tipo é um Dr. Strangelove, cheio de ódio e ódio visceral, um verdadeiro Pitbull raivoso … E se toda esta história de um enclave russo tivesse sido bem pensada na cabeça dos executivos do Pentágono, para servir de pretexto para uma conflagração que permitiria às forças norte-americanas entrar em guerra contra a Rússia no Báltico através da NATO, mas também com as suas próprias forças norte-americanas …??

    Porque aí, meus amigos, não haverá mais provisões alimentares que terão de comprar em antecipação do próximo Inverno, mas sim, bem e verdadeiramente, para vos encontrar um abrigo longe das grandes cidades e com uma gruta habitável ou com o que vos dar um pão durante muito tempo e de forma duradoura com o abrigo das radiações, porque se isso acontecer, iremos ao Clash, um Clash planeado pelos Falcões dos EUA, e posso garantir-vos que as vidas dos europeus estão-se nas tintas para os ditos Falcões dos EUA…

    Cada vez mais penso que por detrás de todo este circo orquestrado, e como de costume quando os americanos começam uma guerra algures, há sempre um cheiro subjacente de petróleo à espreita …
    e dadas as reservas de minerais e petróleo da Rússia, titânio vital para a indústria, e outros gases, minérios, etc., pode muito bem ser que os EUA tenham decidido ir e ajudar-se directamente onde os referidos recursos se encontram…. E num primeiro passo sacrificando os europeus ocidentais, apenas para limpar o terreno, e depois num segundo passo trazendo o exército americano para terminar o trabalho…

    E isto não seria surpreendente, dado que há muito que ultrapassamos os “Picos” dos recursos minerais e das matérias-primas, que a procura continua a crescer todos os anos e que a Política dos Americanos sempre foi :
    “USA FIRST …. e para os outros: as migalhas para lamber o chão se sobrar algum”…
    Se este é realmente o cenário que é o pano de fundo de toda esta história complicada, então as únicas soluções que restam para os europeus pobres e ….B são: orações… ou fugir, e muito, muito rapidamente ….!!!

    Para onde?

    Uma zona do Nepal,onde as armas atómicas não chegam lá.

    O que é tão desesperante é que, em vez de desactivar este jogo amaldiçoado, da UE e da NATO estão conscientemente a empurrar o Escalada para o ponto de ruptura….

    • Meu caro, a respeito do “Muro de Berlim, talvez deva considerar o seguinte:

      Quando a Alemanha foi dividida no seguimento da cimeira de Ialta, na qual foi estabelecida a nova ordem mundial no pós II Grande Guerra, foi também acordado pelas partes que a capital do país seria igualmente dividida em duas, e a aceitação dessa condição terá sido aparentemente um erro de Estaline. E esse erro acabou por marcar todo o futuro do novo país.

      Acontece que Berlim inteira ficava “dentro” do território estabelecido como da Alemanha de Leste, e portanto, como não podia deixar de ser e deveria ter sido previsto, a sua parte ocidental foi transformada num ninho de espiões e numa base operacional de terroristas que actuavam contra a RDA. Berlim Ocidental Era portanto um enclave inimigo dentro do país e teve de ser contido, essa foi a razão do muro. E ele fazia todo o sentido, porque era a única forma possível de salvaguardar a Segurança Nacional.

      Ninguém estava preso dentro do muro, os ocidentais tinham livre trânsito de e para a fronteira. O resto é propaganda. O muro foi demonizado por todos os meios e essa ideia perdura até hoje, mas bastava olhar para um mapa para se constatar que era a parte ocidental que estava contida. A propaganda capitalista funciona sempre da mesma maneira, então como agora: repetir uma mentira muitas e muitas vezes, e por muitos canais diferentes, até ela finalmente devorar a verdade.

      E depois contratavam-se aventureiros para saltarem o muro e virem ao encontro das TVs e dos microfones que os esperavam. Eles tinham uma fronteira enorme e impossível de controlar na totalidade, e que podiam atravessar quando quisessem com poucos riscos. Mas escolhiam justamente travessar o muro, que estava extremamente bem guardado e já vimos porquê. Alguns tiveram azar. Quando se deu a reunificação, o Governo alemão não perdeu tempo a cortar a esses parasitas os generosos subsídios, supostamente vitalícios que lhes tinham sido atribuídos, e eles tiveram que ir trabalhar. Isto é factual.

      Penso que o “Muro de Berlim” terá sido a maior fraude jamais criada pelos americanos, talvez só ultrapassada pela sua “viagem à Lua” com a tecnologia dos anos 60 do século passado. Eles estão a perder-lhe o jeito. Nos dias de hoje, passado algum tempo as suas aldrabices tendem a ser sempre desmascaradas.

    • Pequeno reparo. Kaliningrad era a antiga Capital da Prússia do leste e chamava-se Königsberg. Danzig outrora uma cidade alemã chama-se hoje Gdansk.

    • Se me permite faço um pequeno reparo. Kaliningrad foi autrora a capital da Prússia do leste e chamava-se Königsberg. Danzig outrora Prússia, hoje Polónia chama-se hoje Gdansk. Saudações

    • Uma boa notícia, foi um destes “maravilhosos” Shkval que explodiu no tubo de lançamento e mandou o Kursk para casa do caralho mais velho. O torpedo supercavitante Shkval: eficaz, mas não eficaz
      30 setembro 2020
      89

      A frase da manchete foi dita aos representantes da State Scientific and Production Enterprise “Region” por especialistas da firma WASS (“Whitehead”) em um dos salões navais em 1999. O ponto de vista oposto de um jornalista da moda (muito pouco versado no assunto), colunista do The National Interesse de Kayla Mizokami:

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      O torpedo supercavitante russo Shkval rompeu o paradigma da guerra submarina. armaque pode se mover seis vezes mais rápido do que seus antecessores, é chocante.

      Como estão as coisas realmente?

      História primeiro

      Os primeiros projetos de torpedos de foguete surgiram quase simultaneamente com os torpedos “clássicos” (aqui deve-se notar que o lançamento subaquático de mísseis, na época do aparecimento da mina autopropelida de Whitehead, já havia sido implementado em 1838 em nosso submarino pelo engenheiro-general K. Schilder).

      O torpedo supercavitante Shkval: eficaz, mas não eficaz

      O trabalho prático sério com torpedos propelidos por foguete começou em meados dos anos 30. (aplicado a aviação transportadores e torpedeiros). Em 1941-1951. no NII-400 (futuro Instituto de Pesquisa Central “Gidropribor”), foi realizado um protótipo experimental do torpedo RT-45-2 de calibre 45 cm com motor de foguete de propelente líquido I. Isaev movido a ácido nítrico-querosene a vapor. Uma velocidade de 70-75 nós foi assumida para uma distância de 1,5-2 km.

      Devido à falta de segurança do torpedo e ao curto alcance, a obra foi encerrada. Ao mesmo tempo, foi ela quem deu impulso ao trabalho subsequente sobre supercavitação na URSS, cujo ponto de partida foi um memorando, mais tarde um dos principais desenvolvedores sobre o assunto de Uvarov G.V., com uma análise do complexo de problemas do RT-45, e a conclusão de que seu uma solução só é possível com base na transição para um produto supercavitante.

      O primeiro foguete torpedo colocado em serviço foi a aeronave RAT-2 (projetista-chefe Dillon G. Ya.) Desenvolvido no Instituto de Pesquisa-52 da Minaviaprom, com motor a jato de pólvora. O PAT-52 acabou por ser um produto inovador original na indústria de torpedos doméstica, onde, além do motor, pela primeira vez surgiram inovações como fusíveis de segurança, nivelamento de bancos e um sistema de controle unificado para o setor aéreo e subaquático (que mais tarde eles preferiram esquecer até agora!).

      O mais surpreendente é que o PAT-52 não necessitava de manutenção complicada, revelou-se muito fiável, apesar de ter sido desenvolvido num tempo extremamente curto (1947-1952). Devemos lamentar muito que seu projetista-chefe tenha falecido rapidamente e não tenha conseguido ensinar tudo aos torpedeiros.

      Il-28T na frente da suspensão do torpedo a jato PAT-52. 759 Campo de aviação de Khrabrovo, final dos anos 60.

      Em 1956, durante a reorganização seguinte, o tema do torpedo de aviação do Research Mine Torpedo Institute (NIMTI) da Marinha foi transferido para a Marinha NII-15 (mais tarde uma filial do Central Research Institute 30 do Ministério da Defesa), e o NII-24 foi o primeiro envolvido no desenvolvimento de torpedos a jato para aeronaves. e, em seguida, um Instituto de Pesquisa PGM especialmente criado (doravante denominado NPO “Região”). Mas esses eram torpedos hidrodinâmicos “clássicos”, apenas com um motor a jato, e deveriam ser o assunto de uma conversa separada (e interessante). Voltemos à “supercavitação”.

      No final de 1946, no NIO-12 TsAGI sob a liderança do major-engenheiro G.V. Logvinovich, designado da Marinha. começou a pesquisa aplicada sobre as questões de cavitação de armas de torpedo. O primeiro modelo em execução foi testado por G.V. Logvinovich. e Uvarov G.V. em dezembro de 1952 sob o gelo do reservatório Pirogovsky perto de Moscou.

      Um protótipo experimental do torpedo foi criado no Instituto de Pesquisa-1 do Ministério da Maquinaria Agrícola. O layout inicial foi proposto por G.V. Logvinovich: um disco, uma parte frontal perfilada, uma parte cilíndrica (com carga de combustível) e uma parte traseira convergente com estabilizadores tipo torpedo, lemes e um bico. Os testes de 1956 não tiveram sucesso. Por iniciativa do engenheiro-chefe da NIMTI A.I. Larionov decidiu-se instalar um “teleférico” e lançar produtos “na coleira” E novamente falhas e falhas.

      Em 1957, os testes foram interrompidos, mas três pessoas teimosas e entusiastas, P.I. Alferov, G.V. Uvarov. e IM Libinstein, após a análise decidiu voltar aos lançamentos em movimento livre (sem o “teleférico”), e o sucesso veio, até então pequeno – cerca de 700 metros de movimento retilíneo a uma profundidade constante em pouco mais de 6 segundos. Seguiram-se testes adicionais, de acordo com os resultados dos quais o desenvolvimento do torpedo cavitante reativo RKT-45 para barcos torpedeiros foi definido.

      Em 1960, Logvinovich G.V. preparou um relatório para o comando da Marinha que as conquistas no campo da hidrodinâmica de alta velocidade em combinação com um motor a jato ramjet altamente eficiente, em princípio, tornam possível criar um míssil submarino cavitante de alta velocidade exclusivo.

      O relatório atingiu os dez primeiros, porque o governo acaba de emitir um decreto sobre a criação de um projeto de submarino nuclear automatizado 705 (liderança científica geral: Aleksandrov A.P. e Trapeznikov V.A.). Além disso, a revista americana “Mísseis e Foguetes” de 1958 publicou um programa para a criação nos Estados Unidos de novos modelos de armas navais anti-submarinas, incluindo dados sobre o projeto do míssil submarino EX-8, “equipado com um foguete tipo torpedo ou motor hidrojet., proporcionando uma velocidade de 150 nós e mais ”.

      Em 13 de outubro de 1960, uma Resolução do Comitê Central do PCUS e do Conselho de Ministros foi emitida sobre a criação de um torpedo doméstico de super alta velocidade “Shkval”. O trabalho no torpedo RKT-45 foi interrompido. MS Merkulov foi nomeado projetista-chefe do Shkval. (de “artilheiros”, que naquela época foram maciçamente transferidos para “homens-foguetes”), orientação científica foi fornecida por NIO-12 TsAGI (Lotov A.B., Logvinovich G.B.).

      Além disso, a TsAGI iniciou o projeto de um foguete-laboratório reutilizável de grande escala – “modelo 205”, em cujo layout (semelhante ao M-1, o primeiro modelo experimental do “Shkval”) previa:
      – cavitador rotativo com abertura central para entrada de água no motor principal;
      – motor hidrojet de fluxo direto projetado por MS Merkulov;
      – motor de foguete sólido de reforço autônomo destacável;
      – sistema de sopro na cavidade com ar comprimido.

      Em 1961, os lançamentos do modelo 205 começaram no Mar de Moscou. Inicialmente, os lançamentos foram bem-sucedidos. O “Knockout” aconteceu com o início do desenvolvimento da seção de marcha, o modelo 205 perdeu a controlabilidade e decolou. Os lançamentos de foguetes M-1 também não tiveram sucesso.

      Levando em conta todo o peso da responsabilidade, as Resoluções do Comitê Central do PCUS e do Conselho de Ministros sobre a discussão da situação atual foram extremamente contundentes e nem sempre científicas e técnicas. Representantes do Ministério da Indústria exigiram que P&D fosse transferido para P&D (para as nuances práticas da realização de P&D e P&D, consulte o material “Torpedo SET-53:” totalitário “soviético, mas real”), ou melhor ainda, cessação total do trabalho. Em contraste com ele, um grupo da Academia de Ciências da URSS formado pelos principais especialistas e acadêmicos V.A. Trapeznikov, A.A. Mikulin, Kh.A. Rakhmatullin.

      Mas a ciência teórica não pode ajudar aqui, o sucesso veio após os experimentos de TsAGI no estudo dos processos de partida de um motor em uma cavidade de cavitação. Ficou claro que era necessário fazer mudanças fundamentais no modelo 205 e no produto M-1. Isso foi feito no menor tempo possível, direto no local do teste. A fase de aceleração foi combinada com o motor principal. O estágio de aceleração agora estava localizado na parte subcalibre e conectado à câmara de combustão do motor principal, um único bico supersônico foi instalado, o que garantiu um fluxo contínuo de gases nas seções de aceleração e marcha.

      Os resultados do teste foram positivos. A variante Shkval com este layout foi designada M-3. Em maio de 1963, os lançamentos regulares começaram a partir do banco de testes no Lago Issyk-Kul.

      Passaram-se 4 anos desde o início dos trabalhos, mas a sua complexidade era tal que ainda faltavam 13 anos de trabalho pela frente (ou seja, a duração total de desenvolvimento (I&D) da Shkval foi de 17 anos). O ex-chefe adjunto do Departamento de Armas Anti-Submarinas da Marinha, R.A. Gusev escreveu:

      Para EX-8, as publicações cessaram. Pode-se supor que os americanos chegaram a esses problemas e pararam. Eles são pragmáticos. Somos românticos. Precisamos de velocidade como o ar. Precisamos de três pássaros, embora debaixo d’água.

      Em 1967, M.S. Merkulov foi substituído por V.R. Serov, que logo (mas não por muito tempo) se tornou o chefe do estabelecido Instituto de Pesquisa PGM (futura “Região”).

      Em 1969, a variante M4-1-M do Shkval passou a gama completa pela primeira vez de acordo com o TTZ (atribuição tática e técnica do ROC). O SRI PGM foi fortalecido por missilemen com a mudança de Serov para A.I. Zarubin. (diretor do Instituto de Pesquisa PGM) e Rakova E.D. (designer chefe da ROC), que garantiu a finalização do desenvolvimento do “Shkval”. O complexo anti-submarino Shkval com o míssil M5 foi adotado pela Marinha em 29 de novembro de 1977.

      M-5 “Shkval”.

      Gusev R.A.:

      Sobre como e por que os designers-chefes mudaram três vezes durante a criação do Shkval, decidi perguntar a GV Uvarov. Foi breve:
      – Todos os três desempenharam um papel significativo na criação do míssil subaquático. Mas eu daria o primeiro lugar ao Sr. Merkulov. Sob ele, os principais problemas científicos e técnicos foram resolvidos, o aparecimento de um foguete subaquático foi formado.
      – E por que foi substituído?
      – Eu diria que ele não trabalhou bem com a liderança do TsAGI. Naquela época, o chefe da TsAGI era VM Myasishchev, um famoso projetista de aeronaves … Myasishchev intuitivamente sentiu que o projetista-chefe deveria interagir mais intimamente com TsAGI. Depois de algum tempo, V.R. Serov se tornou o diretor do NII-24. Nomeado para escala. Ele trabalhava para V.P. Makeev, e havia rumores de que a cooperação deles não funcionou. Serov era o homem mais inteligente, focado no futuro, mas com um caráter napoleônico. Parece-me que seu personagem foi arruinado. Depois de algum tempo, o desenvolvimento de “Shkval” foi continuado por DE Rakov, e Serov aceitou a perspectiva: sob ele, foi criado o Instituto de Pesquisa da PTM. Rakov deu sua contribuição criativa ao criar outra modificação do foguete, agora M-5, sob a bandeira de aumentar a confiabilidade, a capacidade de fabricação etc. Mas nossos caminhos aqui divergiram decisivamente. Por esta altura, Logvinovich ligeiramente me afastou como um possível competidor. Mas eu, para que você saiba, defendo firmemente a posição de que Rakov e Logvinovich aumentaram significativamente o período de desenvolvimento …

      Resultado da enxurrada

      200 nós debaixo d’água, e até 10 km, é um resultado excelente. O único problema é onde colocá-lo.

      Inicialmente “Shkval” foi para o projeto 705, que tinha características únicas de velocidade e manobrabilidade, aliás, como exemplo de armas subaquáticas de alta velocidade, complementando o míssil anti-submarino Vyuga (PLR) (na verdade “cobrindo” sua “zona morta”). Era como parte do complexo de combate 705 do projeto, e “Blizzard” e “Shkval” eram “um único todo”, e foram efetivamente fornecidos com a designação de alvo de um poderoso trato sonar do SJSC “Oceano”.

      Aqui, deve-se ter em mente que na Marinha dos EUA desde meados dos anos 60. em serviço estava o Sabroc PLR (apenas com armas nucleares – YABP). A guerra com os Estados Unidos passou então a ser considerada exclusivamente com o uso de armas nucleares.

      No entanto, a série de massa 705 do projeto não foi, e em todos os outros projetos os “gargalos” do Shkval foram agudos, em primeiro lugar, restrições significativas na profundidade de lançamento, no ângulo da curva pós-lançamento e apenas na opção nuclear. Quando, na esmagadora maioria dos casos, para o mesmo 671RTM, a batalha começará com um relatório do acústico “Torpedo 90 Certo !!!”, “Shkval” (que nesta situação é simplesmente impossível de usar) se transforma de uma arma em lastro, que simplesmente pega ) tubo torpedo (TA). E se houver dois “Shkvalov” no barco, então menos dois TA (a pedido das autoridades competentes, as armas subaquáticas com ogivas nucleares da Marinha foram armazenadas apenas no TA).

      Um ataque a alvos de superfície? Porém, a distância de 10 km deixava nossos submarinos com poucas chances de alcançá-lo secretamente contra navios com boa hidroacústica.

      Os mísseis submarinos de alta velocidade (SPR) são fatalmente inferiores aos PLR em termos de alcance e garantindo o tempo mínimo de entrega da ogiva ao alvo.

      “Shkval” e PLR ​​84RN, demonstração dos equipamentos no dia da Marinha em 2019, Arkhangelsk. O alcance do PLR é cerca de 4 vezes maior do que o do Shkval

      A tese sobre o “uso sob o gelo” do “Shkval” não é fundamentada devido à profundidade de cruzeiro muito baixa do “Shkval” e à probabilidade inaceitavelmente alta de colisão com o gelo. Esse problema foi compreendido, e uma das direções de desenvolvimento do sistema de defesa antimísseis imediatamente passou a ser o aumento da profundidade de marcha, mas isso exigia um aumento significativo na velocidade e, portanto, novas necessidades de energia (que já eram limitantes para um produto de 53 cm, por exemplo, “Shkval” tinha massa de 2,7 , 65 t com uma massa de torpedo SET-1,7 de XNUMX t).

      “Shkval-E” e UGST, o intervalo difere cerca de 5 vezes

      No entanto, o problema mais crítico era que o alcance efetivo de tiro dos torpedos ocidentais (telecontrolados) submarinos era significativamente maior do que o alcance total do Shkval. Essa. Os submarinos da Marinha dos EUA tiveram a oportunidade de atirar em nossos submarinos com torpedos e “Shkvalami” impunemente de uma distância segura para eles (eles só tinham medo de submarinos). Algumas capacidades estariam no SPR de 65 cm, mas nunca apareceram, e hoje na Marinha o TA “espesso” é geralmente um anátema.

      Junto com tudo isso, “Shkval” se tornou um poderoso fator de relações públicas, mesmo durante a era soviética. A situação extremamente difícil com os torpedos da Marinha da URSS foi percebida, incl. e acima (no Comitê Central do PCUS), e então a frota, para um relatório alegre, tirou o argumento: nem tudo é ruim, temos um “Shkval”, mas não nos EUA.

      Aqui convém relembrar o caso de espionagem de E. Pope (2000) sobre as alegadas tentativas dos Estados Unidos de apreender os segredos do “Shkval”. Na verdade, na época de 2000, o “Flurry” americano simplesmente não era interessante. Há boas razões para acreditar que os Estados Unidos não tinham apenas documentação sobre ele, mas também amostras … Ao mesmo tempo, não seria ruim para especialistas nacionais (e representantes das autoridades competentes) descobrir (para o bem do caso) o que realmente interessava ao Papa (e em que encurralar o assunto dessas obras, onde antes estávamos na liderança, acabaram conosco).

      Em 1995, na exposição internacional de armas em Abu Dhabi, a State Scientific and Production Enterprise “Region” apresentou uma versão de exportação do SPR – “Shkval-E”. A ogiva nuclear foi substituída por uma ogiva convencional com um equivalente TNT de pouco mais de 200 kg para destruir alvos de superfície.Dada a ausência de um sistema de homing, o alcance efetivo do Shkval-E não ultrapassou 7 km.

      Desenvolvimento Shkval

      O desenvolvimento do MSS na URSS continuou continuamente, e novas variantes entraram em operação antes mesmo da conclusão do ROC “Shkval”. Ao mesmo tempo, a direção principal era aumentar a velocidade para mais de 150 m / s (300 nós), aumentando a profundidade (marcha e lançamento), ampliando as condições de uso e a possibilidade de uso de uma ogiva não nuclear (com homing). A busca passou pela mais ampla gama de opções possíveis, às vezes estava à beira da fantasia.

      Na forma de projetos específicos, foram desenvolvidos trabalhos sobre os temas “Shkval-15” e “Shkval-15B” com o lançamento de uma nova geração de SPR com características de desempenho dramaticamente melhoradas. O trabalho em “Shkval-15B” foi interrompido na década de 1990 e, para nosso grande pesar, muitas coisas úteis e úteis estavam faltando. “Shkval-15B” se tornou o canto do cisne de Uvarov G.V. As pessoas que trabalharam com ele notaram sua visão extremamente objetiva do assunto, atitude extremamente crítica para “satisfazer a curiosidade científica às custas do Estado”.

      Do ponto de vista de hoje temos que lamentar que “Shkval-15B” não tenha sido concluído, foi o máximo que realmente foi possível, mas a custos muito moderados. Além disso, o equipamento de combate desse sistema de defesa antimísseis era extremamente promissor para uma série de outros tópicos da Marinha. Mas, nos anos 90, para sobreviver, as empresas tiveram que cortar vida. Escolhemos o tema dos anti-torpedos (“Lasta”), que depois se tornou “Pacote” e “Físico”.

      Do livro “Ciência de São Petersburgo e o poder marítimo da Rússia”. São Petersburgo, 2002

      Nos anos 2000, quando os recursos se tornaram mais disponíveis, o trabalho sobre o tema continuou, mas com todas as especificidades das novas condições econômicas. E em toda a cor e aroma ela se manifestou no tema Predador (mais sobre isso depois).

      Do passaporte do programa de desenvolvimento inovador da Tactical Missile Armament Corporation para o período até 2020:

      Para mísseis subaquáticos de alta velocidade.
      1. Equipamento de combate que fornece alta eficiência de destruição de NK no tempo mínimo permitido.
      2. Passar a distância até o alvo em uma determinada profundidade com uma alta velocidade média de trajetória no modo de cavitação desenvolvido.
      3. Sistema de orientação magnetométrica, que permite com grande probabilidade determinar o momento de passagem na zona alvo e dar um comando para separar o equipamento de combate.

      Durante o fórum técnico-militar “Exército-2015” foi realizada uma mesa redonda “Armas Marinhas Submarinas (MPS): realidades e perspectivas”, entre as reportagens estava a palestra do designer-chefe da JSC “Empresa Estatal Científica e Produtiva” Região IV Garanin. “Perspectivas para o desenvolvimento de objetos subaquáticos de alta velocidade.” O relatório (bem como todo o tópico da mesa redonda) causou uma discussão acalorada, incl. ressonância na mídia. A posição do autor foi exposta no artigo “As armas subaquáticas navais da Rússia hoje e amanhã. A descoberta será feita a partir da crise do torpedo? “.

      Mísseis submarinos de alta velocidade (SPR). A principal falha conceitual no desenvolvimento do SPR é que o alcance efetivo da salva de torpedos inimigos desde o início da década de 80 do século passado ultrapassou significativamente o alcance efetivo do SPR. Essa. o inimigo foi capaz de atirar em torpedos secretamente de uma distância segura. Além disso, nas condições de “água pura”, os SPRs perdem completamente (em termos do tempo de entrega da ogiva ao alvo) mísseis anti-submarinos. Na verdade, a única área taticamente fundamentada de sua aplicação é o Ártico.
      Ao mesmo tempo, por muito tempo subestimamos a direção mais interessante e promissora para o desenvolvimento de munições supercavitacionais – a de “pequeno calibre”, na qual o Ocidente trabalhou com sucesso. Do positivo nos relatórios da mesa redonda “Exército-15”, deve-se notar que as perspectivas da “direção de pequeno calibre” do SMR são reconhecidas pelos principais especialistas nacionais.

      Na mesma mesa redonda, teve lugar o relatório do diretor da NPK Max, OJSC NPP Radar MMS, VV Averkiev. “Sistemas de orientação magnetométrica para armas navais subaquáticas em condições de enorme resistência hidráulica. Teoria e resultados ”. Com uma discussão um tanto escandalosa. Do artigo “As armas submarinas navais da Rússia hoje e amanhã. A descoberta será feita a partir da crise do torpedo? ” sobre o sistema de orientação magnetométrica:

      … uma discussão sobre um dos “sistemas de detecção inovadores” que o 1º Instituto Central de Pesquisa “lançou” em quase todos os projetos de P&D atuais. Ao mesmo tempo, o chefe da organização de desenvolvimento admitiu que do backlog real existem apenas “resultados da modelagem matemática”, de onde se conclui que o alcance máximo de tais equipamentos é muito limitado. Ao mesmo tempo, alguns “especialistas” justificaram o encerramento de promissores projetos de investigação na temática do CLS acústico com a sua implementação! Como se costuma dizer, um erro é pior do que um crime! Embora … talvez a questão seja que o chefe do departamento de torpedos do 1º Instituto Central de Pesquisas defendeu sua dissertação sobre este “tema inovador”? Como resultado, fundos estatais significativos foram gastos, o escasso material do ROC foi usado para elaborar esses “estudos científicos” com eficácia deliberadamente duvidosa, o realmente necessário a frota P&D é apenas baseado em “modelagem matemática” (ou seja, sem testes reais em protótipos!).
      Ao mesmo tempo, para este equipamento existe realmente uma área de aplicação eficaz, porém, em vez disso, este equipamento é prescrito para direções deliberadamente não ideais.

      O artigo não indicava o momento mais escandaloso dessa discussão: os especialistas da Marinha e o senhor Averkiev declararam a alegada impossibilidade de se opor a tal equipamento por meio da contra-ação hidroacústica (SGPD), o que também foi alegremente comunicado à liderança. Na verdade, era apenas um jogo de palavras: os SPGT, via de regra, eram meios hidroacústicos e, portanto, não podiam influenciar os meios magnetométricos.

      O único problema era que vários Western SRS (por exemplo, o simulador Mk30) têm, além da acústica, um canal de imitação magnetométrica (para praticar a aviação neles). Ao mesmo tempo, o mesmo Sr. Averkiev, durante a mesa redonda, declarou sobre “a necessidade de criar ferramentas de imitação” para trabalhar seu canal magnetométrico, e isso foi feito uma hora após a declaração sobre a “impossibilidade disso”! À pergunta do autor sobre como essas afirmações opostas se encaixam, a resposta foi um silêncio doloroso. Na verdade, tudo ficou claro para todos.

      Do artigo “As armas submarinas navais da Rússia hoje e amanhã. O avanço virá da “crise do torpedo?”

      O autor esteve diretamente relacionado aos eventos relacionados ao MPS e ao desenvolvimento do conceito MPS, já que desde 2007 ele trabalhou em estreita colaboração neste tópico com o Almirante G.A. Suchkov, Almirante de Defesa da Federação Russa. Levando em consideração a situação crítica com o MPO da Marinha, o Almirante Suchkov em 2007 apresentou um memorando endereçado ao Ministro da Defesa da Federação Russa. Sem tocar na questão dos numerosos erros de Serdyukov (inclusive na parte da reforma desajeitada dos órgãos de comando e controle das Forças Armadas de RF), nessa situação ele se comportou como um ministro da defesa normal: dê uma ideia (“plano de negócios”), “haverá financiamento para isso.” No entanto, o desenvolvimento e a aprovação do conceito de IGO foram interrompidos. Isso se deveu principalmente às intrigas de certos indivíduos e organizações, dado o fato de que uma série de decisões planejadas pela Diretoria de Armas Anti-Submarino (UPV) da Marinha (em particular, sobre o torpedo “Físico”) estavam fundamentalmente em desacordo com seus interesses financeiros.

      Uma dessas intrigas foi o Predator OCD. Infelizmente, em vez do máximo possível do tecnicamente real, que estava no “Shkval-15B”, o “Predator” inicialmente teve oportunidades máximas para o desenvolvimento de fundos orçamentários pelas pessoas certas (aqui está um sistema magnetométrico puxado pelas orelhas, atrás do qual se projetavam as orelhas de um número significativo de pessoas com alças e sem, preparado para dominar a torta doce do orçamento).

      Uma atitude dura e negativa em relação ao “Predador” foi formada pelo autor durante o período de trabalho sobre os projetos do conceito de armas navais subaquáticas no Almirante Suchkov. Os lobistas deste tópico tentaram justificar “os seus próprios”, até a substituição quase completa dos torpedos e sistemas de mísseis submarinos por “Predadores”.

      Além disso, o Predator ROC inaugurado em 2009 revelou-se não apenas terrivelmente caro, mas, na verdade, o único ROC sério sobre o assunto de armas subaquáticas naquele momento. Ao mesmo tempo, vivíamos uma situação catastrófica de torpedos, não só pelo atraso técnico-militar, mas também simplesmente por sua presença … Naquela época, chegou ao ponto que nossos submarinos partiram para os serviços de combate, tendo apenas alguns torpedos munidos. E nesta situação, “Predator” nada mais era do que uma festa durante a peste.

      Sim, nesta situação, eles tentaram colocar nele algumas coisas e desenvolvimentos muito necessários e corretos … Mas por alguma razão eles se “perderam” no processo, apesar do fato de que sem eles a possibilidade do “Predador” funcionar como pretendido levanta sérias questões.

      “Resposta”, “Pacote”, “Predador”. Os nomes dos tópicos, cuja atitude do autor é óbvia (a resposta é a cabeça decepada do Predador no Pacote, se alguém não entendeu). A reação dos especialistas ao desenho (do gabinete do autor, 2012) foi a mais positiva, mas na forma de riso em meio a lágrimas

      Em 2016, o título do tópico “Predador” foi “acendido” na mídia. JSC “KB” Electropribor “(Saratov) apresentado apresentação do aplicativo participar do concurso “Construtor de Aeronaves do Ano”, com base nos resultados de 2015 realizado pelo Sindicato dos Fabricantes de Aeronaves da Rússia.

      Desde 2013 … realiza-se no âmbito do despacho de defesa do Estado para o desenvolvimento dos trabalhos de investigação e desenvolvimento do Predator.
      No final de 2016, está prevista a realização de testes preliminares do componente de míssil submarino, incluindo testes de mar do aparelho, de acordo com os resultados dos quais será atribuída a documentação de projeto do componente de míssil submarino da letra “O”.

      Nossa mídia popular não perdeu prestígio. Manchetes como: “The Predator” é o assassino perfeito de porta-aviões. O Shkval está sendo substituído por um torpedo de foguete ainda mais poderoso “…

      Qual é o resultado final? Principalmente levando em conta o fato de que é 2020, e a letra “O” (ou seja, a realização dos testes preliminares e a transição para a etapa estadual) foram prometidos pelos cúmplices desse processo em 2016? Como resultado, hoje a arbitragem.

      Por exemplo, caso nº A57-15277 / 2019.

      Como decorre dos materiais do caso, em 03 de maio de 2013, entre a planta de construção de máquinas OJSC Gavrilov-Yamskiy “Agat” (Contratante) e OJSC “KB Elektropribor” (Cliente), um contrato nº 130-VP-1 foi celebrado para a implementação de uma parte integrante do trabalho de desenvolvimento.
      De acordo com a cláusula 1.1 do contrato, a Contratada compromete-se a cumprir e entregar atempadamente ao Cliente de acordo com os requisitos e condições do contrato e da Lista de Execução, e o Cliente compromete-se a aceitar e pagar por uma parte integrante da obra “Predator-OKP” Ordem de defesa e acordo de 411, No. 12.11.2009/253/08 / K / 8-0013 para o trabalho do Predator, celebrado entre o Ministério da Defesa da Federação Russa e JSC GNPP Region (Resolução do Governo da Federação Russa de 09 No. 29.12.2009-1036, datado de 55, No. 12.08.2009-658).

      Tudo isso é muito triste, e não apenas porque enormes fundos foram “devorados” (e no momento em que faltavam torpedos), mas também porque o projetista-chefe do “Predator” é um especialista e líder notável e promissor … Infelizmente, temos muito poucas rainhas, mas há muitas daquelas sobre as quais dizem “o produto tem medo de água, porque seu principal projetista tem medo de água” (neste caso em particular, foram feitos testes de mar).

      Ao mesmo tempo, você precisa entender que rainhas não crescem em árvores e suas inclinações só podem ser reveladas como resultado de um trabalho cuidadoso, razoável e árduo para criar uma nova. Young Korolev S.P. era uma pessoa completamente diferente (às vezes com ações e decisões muito ambíguas) do mundialmente famoso “chefe” Korolev.

      Infelizmente, Predator OCD não é um tema que molda rainhas.

      O que fazer com ela agora? Terminar. E não na forma de “terceiro grau não é casamento”, como se tenta fazer hoje, mas a partir de uma divulgação objetiva de todos os problemas e sua avaliação objetiva, retirada de todos os pontos de “corte” dos requisitos do produto, mas o cumprimento incondicional (e real confirmação!) Desses que são fundamentais no combate.

      Ainda há alguma utilidade de tais produtos, e não apenas no Ártico. O mesmo Mar de Okhotsk no inverno é coberto por gelo em uma parte significativa da área. No entanto, é necessário perceber clara e fundamentalmente que o SPR 53 cm, devido ao grande atraso na faixa de uso dos torpedos, só pode ser considerado um meio auxiliar na batalha.

      Aqui caberia citar a frase de um importante especialista russo no assunto, dito no início de 2010:

      Cometemos um erro estratégico ao perseguir monstros. Toda a diversão da supercavitação está em pequenos calibres.

      E o interessante é a possibilidade de movimento em toda a profundidade (e não profundidade constante e extremamente rasa de “monstros”), manobras ativas, instalação de sistemas de homing. No entanto, isso só era possível em produtos de calibre significativamente menor do que 53 cm. Havia um certo acúmulo nesta parte – eram mísseis anti-submarinos de aviação, que em alguns casos entraram em “modo de semicavitação”. No entanto, não demos passos decisivos para um trabalho em grande escala nessa direção …

      Supercavitação com os chamados parceiros. Oeste e leste

      Da Jane’s International Defense Review, dezembro de 2001:

      Como parte do programa Supercav, o Centro de Pesquisa para Guerra Submarina está testando tecnologias para armas supercavitacionais de alta velocidade (acima de 200 nós), uma demonstração em escala real que pode ser realizada em cinco anos. É possível usar esta arma para criar anti-torpedos e um torpedo leve promissor. No momento, o Centro de Pesquisa está trabalhando na criação de um modelo em escala real de um projétil supercavitacional acoplado ao ASROCVL (VLA) PLUR sem o torpedo Mk-46, em vez do qual está instalado um Supercav, que terá uma velocidade subaquática de mais de 200 nós. a uma distância de 2750 m. A cabeça do projétil é coberta com um cavitador cônico, que pode transportar uma série de sensores, incluindo mais de 120 elementos hidroacústicos de banda larga para garantir a aquisição do alvo a uma distância de mais de 900 m.

      Ao contrário de nossos “monstros”, a P&D sobre o tema da supercavitação nos Estados Unidos foi na direção do tema mais eficaz. A situação era semelhante na República Federal da Alemanha, que realizou estudos semelhantes. Levando em conta esse fator, em uma determinada fase, os trabalhos nos Estados Unidos e na República Federal da Alemanha foram fundidos, mas até agora estão sendo conduzidos apenas no nível de experimentos e desenvolvimento de bases científicas.

      Layout e seção transversal do torpedo supercavitante Barraсuda (Alemanha, EUA)

      Dada a eficácia suficiente dos torpedos de pequeno porte, ainda não há necessidade de armas supercavitantes. Até agora … Mas o desenvolvimento de defesas contra torpedos muda significativamente esse alinhamento. Hoje, um torpedo de pequeno porte é muito provável que seja destruído pelo anti-torpedo M15, mas pode atingir um objeto a uma velocidade de mais de 200 nós. impossível.

      Assim, os países ocidentais estão formando a base científica e técnica necessária para traduzi-la em um ROC real no momento certo.

      O trabalho neste tópico está sendo realizado na China, como evidenciado por algumas informações extremamente fragmentadas da “Internet chinesa”.

      De trabalhos chineses sobre supercavitação

      Ao mesmo tempo, é necessário compreender objetivamente que a China tanto “semi-oficialmente” quanto por meio dos canais dos serviços especiais recebeu uma grande quantidade de informações sobre o “Shkval” do Cazaquistão e do Quirguistão (a mídia mencionou a entrega de 40 mísseis Shkval pelo Cazaquistão).

      Quanto ao “torpedo supercavitante iraniano”, bastará dar sua foto:

      O fato é óbvio.

      Calibres ultra pequenos

      Do artigo “Mísseis submarinos de alta velocidade” de E. S. Shakhidzhanov e Yu. V. Suslov:

      Trabalho de investigação dos anos 80. para mísseis de pequeno calibre, NURS subaquáticos (PNURS), que, na presença de designação de alvo, são um meio altamente eficaz e barato de proteção anti-torpedo … elaborando uma entrada sem ricochete para veículos de dois a médio calibre … PNURS com velocidades de 250-300 m / se mais do ar para alvos subaquáticos e vice-versa.

      Gusev R.A:

      Os mísseis submarinos, em particular, serão capazes de lidar no futuro com a tarefa de garantir a autodefesa dos submarinos dos torpedos inimigos.

      Um eco dessas obras:

      Essa. na virada do início dos anos 90. estávamos definitivamente e significativamente à frente de todos os outros.

      E agora? E agora estamos perseguindo “monstros” (mais precisamente, uso abundante de fundos orçamentários para “monstros”.

      Ao mesmo tempo, nos EUA e em vários outros países (por exemplo, Noruega, empresa DSG):

      O verdadeiro trabalho da Marinha dos EUA para fornecer proteção anti-torpedo com munição supercavitante

      O autor tocou ligeiramente neste tópico em 2015 no artigo “Cada torpedo tem uma concha”.

      Separadamente, é necessário abordar o suposto sistema antimina da Marinha dos Estados Unidos RAMICS com uma estação de radar a laser supostamente detectando minas e destruindo-as com projéteis supercavitantes.

      O problema é que, de acordo com a avaliação de especialistas nacionais competentes, a estação laser RAMICS pelas suas características de design é principalmente um meio anti-submarino de detectar o “traço” de submarinos. Conseqüentemente, nossos especialistas têm boas razões para pensar muito sobre os objetivos reais (e não declarados) da arma RAMICS.

      Por que essa questão foi colocada em um artigo público? Mas porque essas questões foram levantadas muitas vezes antes daqueles “que deveriam”. Com um resultado quase zero …

      Uma conversa com “especialistas modernos” da Marinha Russa no fórum do Exército 2020 sobre o assunto provocou uma reação interessante:

      – O que, nós temos algo nesta parte?

      – Na verdade era, e com enormes estatísticas de trabalho, só agora conseguiu ser coberto com uma espessa camada de poeira (embora, muito provavelmente, ainda seja um trabalhador), à espera da atenção do cliente (que foi relatado sobre isso várias vezes).

      Descobertas

      Se no início dos anos 90. Já que estávamos definitivamente e significativamente na liderança no assunto de supercavitação, hoje somos objetiva e significativamente superados por concorrentes estrangeiros.

      Hoje, três áreas principais de trabalho foram identificadas:
      – itens de grande porte de calibre 53 cm (“Shkval”, “Predator”), capazes apenas de movimento em linha reta em profundidades rasas com a possibilidade de equipar com “passageiros” como ogivas nucleares ou um torpedo comum de pequeno porte (que é o que focamos);
      – produtos manobráveis ​​de pequeno porte em toda a profundidade com sistemas de homing (que é o foco no Ocidente);
      – itens ultrapequenos do tipo “projétil de canhão” (onde estivemos na liderança por muito tempo, mas hoje entregamos totalmente este tópico ao Ocidente).

      A principal razão para o lag emergente e já significativo é a aposta irracional em “monstros” de calibre 53 cm, apesar do fato de serem deliberadamente defeituosos e perderem para torpedos e mísseis anti-submarinos na maioria das situações táticas, até o fato de que nosso submarino com “Predadores” o inimigo pode atirar torpedos de uma distância segura com absoluta impunidade.

        • Caro Estátua de Sal, só sou especialista em algumas coisas, mas tenho um conhecimento alargado sobre muitas outras. E, quando vejo louvaminhar algo que parece impossível, à luz dos meus conhecimentos de Física, vou ao Google e vejo do que se trata. Se vires o artigo que juntei sobre o Shkval, verás que é uma longa sucessão de fiascos e de propaganda. Não, não foi um Shkval que explodiu no Kusk, mas essa explosão demonstrou, de uma forma trágica, que a tecnologia militar Russa é um tigre de papel, ajudada por uma total falta de manutenção, incompetência e negligência. Não defendo que se provoque a Rússia ao ponto de ela lançar um first strike mas, se tal acontecesse, estou convencido que mais de metade dos ICBM Russos explodia, ou dentro dos silos ou no meio do voo.

        • Why Russia’s Su-75 Stealth Fighter Is On The Brink Of Failure

          BySteve BalestrieriPublished3 days ago
          Su-75Su-75 Checkmate. Image Credit: TASS.
          Russia unveiled the Su-75 “Checkmate” aircraft late last year at the Dubai Air Show. Billed as a cheaper alternative to the U.S.-made F-35 stealth aircraft, another mockup of the Su-75 appeared at the Moscow Air Show last summer. Moscow is trying to drum up interest because the Su-75 will only be built at all if foreign investors drop big money on it.

          The UAE is reportedly interested in co-producing the Su-75 with Rostec, thus ending the Emirati attempt to get the F-35 from the United States. Moscow and the UAE were working toward co-producing a new fifth-generation fighter based on the MiG-29 back in 2017, but that project amounted to nothing.

          Caveat Emptor (Let the Buyer Beware)

          According to Sergey Chemezov, the head of Rostec, the Su-75 will have a range of roughly 1,800 miles without external fuel tanks, and a maximum combat load of more than 16,500 pounds. Chemezov has also claimed the aircraft will carry a group of drones onboard and engage up to six targets simultaneously. But the main selling point in Dubai is that the per-hour cost of flying the Su-75 will be seven times cheaper than the U.S. F-35 stealth fighter.

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          But before countries in Africa, Latin America, and the Middle East open their checkbooks to order the new and cheaper prototype, history would like a word of counsel.

          As Alex Hollings from Sandboxx wrote last year, “Russia has a long and illustrious history of exaggeration when it comes to unveiling new defense technologies, from the Uran-9 infantry robot that garnered global headlines despite secretly not working at all, to the Checkmate’s older sibling, the Su-57, which is considered the least stealth of its fighter generation and currently exists only in token numbers.”

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          It gets even worse, Hollings writes, because, “Even successful designs like the T-14 Armata main battle tank are smothered under a lack of funding, with Russia unable to produce or field them in any reasonable numbers.”

          Something Smells, and Not Just the Perfume

          The Su-75 may not be a stealth aircraft at all. A carefully worded statement by Rostec in November said, “Importantly, the aircraft is capable of accomplishing any tasks outside the area of the operation of air defense weapons, thus saving the pilot’s life.” Nothing about that sounds like a confident description of a stealthy, fifth-generation aircraft.

          Initial reports said the aircraft was slated for flight in 2025, but after meeting with Russian President Vladimir Putin on May 18, Rostec announced that production wouldn’t begin until 2027.

          “Work is in progress on the design documentation for the light fighter,” Rostec said. “We borrowed the onboard equipment and engine from the fifth-generation Su-57, but reconfigured them,” Chemezov added.

          The Checkmate’s potential customers need look no farther than the Su-57 “Felon.” It has been in development for more than 15 years, and only three have been built. On its maiden flight, the Su-57 crashed soon after takeoff. When it finally becomes operational, the Su-57 will be powered by the Saturn AL-41F1 low bypass turbofan combat engine. This engine is from the 1980s. Due to economic sanctions, the Su-57 isn’t expected to get a new engine until late this decade. There can be little doubt that the much-hyped Su-75 will face challenges of its own.

          Rostec filed a patent with the Russian Federation’s Federal Intellectual Property Office and said they are fixing the shortcomings and weaknesses of the American Lockheed F-117A “Nighthawk.” The first true stealth fighter, the Nighthawk was fielded in the late 1980s and was retired in 2008.

          Rostec even rolled out a limited-edition perfume at the Dubai Air Show to hype the Su-75. It is going to have to do more than that to convince countries to invest in this aircraft. Fifth-generation? Not so much.

          Steve Balestrieri is a 1945 National Security Columnist. He has served as a US Army Special Forces NCO and Warrant Officer before injuries forced his early separation. In addition to writing for 19fortyfive.com and other military news organizations, he has covered the NFL for PatsFans.com for over 10 years. His work was regularly featured in the Millbury-Sutton Chronicle and Grafton News newspapers in Massachusetts.

  2. Ó luzio como é que tu te sentes? Sentes-te na realidade ou na fantasia? Eu ainda não estou bom, sabes, não consigo sair da verdade e como tu sabes faz-me tão mal à cabeça as melhoras. Abraço.

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