A Ordem do Dia

(Daniel Oliveira, in Expresso, 26/08/2021)

Daniel Oliveira

A 20 de fevereiro de 1933, 25 industriais encontraram-se com Hitler e ofereceram 2 milhões de marcos à campanha nazi. Empresas que hoje são motores da Alemanha e da Europa. Éric Vuillard descreve a reunião, em “Ordem do Dia”. Hitler não foi o chefe de lunáticos que assaltou o poder, contra a vontade da elite. Foi a solução de recurso dessa elite. Têm saído notícias de empresários que financiam o Chega. Ele é um reforço musculado do sistema. Reductio ad Hitlerum? Não. Estou a dizer que, como escreve Vuillard, “não se cai duas vezes no mesmo abismo, mas cai-se sempre da mesma forma”


A 20 de fevereiro de 1933, 25 industriais e banqueiros encontraram-se com Adolf Hitler, que 15 dias depois iria a votos e precisava de dois terços do Parlamento para aprovar a Lei de Concessão de Plenos Poderes, o que acabaria por a ser possível graças ao apoio do Partido do Centro Católico. A reunião, com o objetivo de recolher dinheiro para a campanha, foi na residência oficial do Presidente do Reichstag, Hermann Göring. Éric Vuillard descreve-a, em “Ordem do Dia” (Prémio Goncourt 2017, publicado em Portugal pela D. Quixote), preenchendo os espaços vazios com notas ficcionais.

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Na reunião estariam Wilhelm von Opel (Opel), Ernst Tengelmann (Gelsenkirchener Bergwerks), Fritz Springorum (Hoesch), August Rosterg (Wintershall), Karl Buren (BUBIAG e membro do Conselho da BDA – confederação patronal alemã), Georg von Schnitzler ( IG Farben), Hugo Stinnes Jr. (membro do conselho da Associação Industrial Alemã), Ludwig von Winterfeld e Wolf-Dietrich von Witzleben (Siemens), Wolfgang Reuter (Demag), August von Fink (filho do fundador da Allianz) e mais alguns industriais, banqueiros e figuras que viriam a ter relevo na política económica nazi. Só naquele dia, a fina flor da finança e da indústria alemã ofereceu ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães dois milhões de marcos. A reunião só fica na História porque a História foi severa com o que aconteceu depois. Aquele era um encontro banal. Negócios, apenas. O encontro com Hitler foi afável, com frases amenas e de atenção para cada um dos convidados.

Escreve Éric Vuillard: “O essencial da mensagem cingia-se a isto: era preciso pôr termo a um regime fraco, afastar a ameaça comunista, suprimir os sindicatos e permitir que cada patrão fosse um Führer na sua empresa.” O objetivo não era a subversão do sistema, era a salvaguardar o que interessava no sistema: a prosperidade daquelas respeitáveis fortunas. Depois da saída de Hitler e de novo discurso de Goering, repetindo as mesmas ideias, Hjalmar Schacht, presidente do banco central alemão até 1930 e futuro ministro da economia de Hitler até 1937, sorriu e rematou: “E agora, meus senhores, é passar à caixa!”

Mas quem ali estava não eram aquelas pessoas. Era a BASF, a Bayer, a Agfa, a Opel, a IG Farben, a Siemens, a Allianz, a Telefunken, a Varta (então Accumulatoren-Fabrik Aktiengesellschaft), a Krupp. Quase todas ainda existem, quase todas com os mesmos nomes. Estes motores da economia alemã e europeia não se limitaram a ajudar Hitler a chegar ao poder. Lucraram com a exploração do trabalho dos campos de concentração. Buchenwald, Ravensbrück, Sachsenhausen, Flossenbürg, Dachau, Natzweiler-Struthof, Dora-Mittelbau, Gross-Rosen, Neuengamme ou Auschwitz serviram empresas como a Krump, a BMW, a Siemens, a Bayer, a Agfa, a Telefunken ou a IG Farben (a última explorava uma enorme fábrica em Auschwitz). Algumas foram, mais tarde, forçadas a indemnizar sobreviventes do Holocausto ou seus herdeiros, usando o gesto para uma limpeza publicitária, mas sempre contrariadas ou em valores irrelevantes para o dano causado e o lucro garantido.

Hitler não foi o chefe de um grupo de lunáticos que assaltou o poder, contra a vontade da elite de então. Foi a solução de recurso dessa elite. E a razão porque falo deste exemplo extremo é porque em todas as outras vitórias da direita autoritária, mesmo que muito menos extremas, aconteceu o mesmo.

Um grande empenhamento de doutrinação ideológica conseguiu que se instalasse uma associação automática entre capitalismo e democracia. E essa associação passou a fazer-se de forma ainda mais ousada, entre capitalistas e democracia. Haverá, na elite económica, quem tenha mais ou menos amor à democracia. Haverá muito poucos para quem esse amor supere o apego aos seus próprios interesses. E há momentos da História, que nem sequer são excecionais, em que a democracia e a liberdade são inimigas dos seus interesses.

Os que se movem pelo lucro não têm outros valores que não seja o lucro. A liberdade ou a democracia interessa-lhes na medida em que lhes serve, dispensando-as quando são um empecilho. Não desprezam nem acarinham o poder do Estado. Precisam do Estado para impor as suas “reformas”, defender os seus negócios e a sua propriedade e reprimir as veleidades democráticas do povo. Dispensam o Estado quando ele limita o seu poder.

Haveria, entre os “respeitáveis” industriais que financiaram a entrega do poder absoluto a Hitler, alguns nazis. Outros tratavam apenas da “ordem do dia”, fazendo contas aos seus benefícios e necessidades de curto e médio prazo. Depois, havendo mão de obra disponível em campos de concentração, aproveitaram. São só negócios. Muitos seriam antissemitas, mas todos perceberiam a enorme vantagem de ter um agitador que, perante o povo, apontasse o dedo para bem longe deles. E isso também não mudou.

Têm saído notícias sobre vários empresários já com algum peso a financiar o Chega – esperemos que todos o façam dentro da lei. Não há, nesse apoio, nada de estranho. Pelo contrário, ele é natural e acontece com quase toda a extrema-direita por esse mundo fora. Estranho é que, por enquanto, ainda seja tímido. O Chega é muitas vezes apresentado como antissistémico. A palavra tem a fluidez necessária para ser usada por todos. Ela só pode ser traduzida com rigor quando nos entendemos sobre o que é o sistema. E, para os que são contra o sistema, ele é apenas aquilo a que se opõem. Mas se assumirmos que o sistema é, antes de tudo, o económico, o Chega é o oposto de um partido antissistémico. É um reforço musculado do sistema. Basta ler o programa social e económico do partido de 2019, antes do apagão a que chamaram “clarificação”.

Os empresários que agora financiam André Ventura são os que sentem que as coisas estão maduras para impor as suas “reformas” de forma mais expedita. Também eles acharão que o sistema é o que não gostam: o que limita a sua liberdade absoluta. Se o Chega crescer, outros, talvez mais “respeitáveis”, irão seguir-lhes o exemplo e pôr ali as suas fichas.

Estou a cair na falácia argumentativa conhecida por Reductio ad Hitlerum? A própria ideia desta falácia, que tenta isolar o horror nazi como algo absolutamente excecional, é conveniente, porque nos quer fazer acreditar que o que aconteceu ali não nasceu de processos políticos banais e repetíveis. Mas que fique claro: não estou a dizer que Ventura é nazi. É mesmo só oportunista. O que estou a dizer é que a sua função, para esta elite, é a de sempre. A melhor resposta à acusação é dada por Éric Vuillard: “Não se cai duas vezes no mesmo abismo. Mas cai-se sempre da mesma forma, com uma mistura de ridículo e de pavor. (…) O abismo está rodeado de moradas imponentes.”


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7 pensamentos sobre “A Ordem do Dia

  1. 100% de acordo.

    Até que enfim o dani percebeu que so se enterra em chamar nazi ao Ventura, com um vice do Chega, o Mitá, que se orgulha de ser mestiço de 4 raças diferentes e um secretario da mesa do Chega que é da familia do Mobutu Sekou Touré.

    Sim, o Ventura é exatamente isso, a linha dura do sistema. O venturismo é apenas passismo radical – aliás foi lançado pelo Passos.

    As sua bocas politicamente incorretas são apenas oportunismo, está a explorar o cansaço popular dos excessos do politicamente correto.

    Ele sabe que o povo tuga está farto de ser tratado de “opressor” só por ter a cor de pele ou o sexo errados na moda correta do momento. Está farto de ver a esquerda apoiar gangs de criminosos contra a policia e contra as vitimas e de ver monumentos vandalizados e a história cancelada. Extremistas ja dizem que querem matar o homem branco – 90% do povo português.

    Mesmo quem seja a favor da integração dos imigrantes dos palop e contra os excessos do capitalismo começa a ficar saturado desta merda – veja-se os votantes PCP que no Alentejo passaram para o Chega.

    Esses votantes do PCP eram nazis ? A sério ? Nope, Estão-se a aperceber é que eles próprios estão a ser alvo de ataques racistas da nova esquerda politicamente correta.

    O gajo e esperto e explora os excessos do nazismo de esquerda para defender os interesses dos capitalistas.

    O que nos leva à questão dos financiamentos.

    Nada mais natural que seja financiado pelo sistema, visto que é representante do sistema. Embora PS,PSD e CDS sejam muito mais financiados pelo mesmo sistema. É apenas mais um a juntar ao baralho.

  2. A questão do financiamento de Hitler demonstra o apoio das elites ao nazismo. Certo.

    O livro em questão aborda apenas as elites alemãs, mas podia ir mais longe.

    Wall street e a elite americana também financiaram Hitler.

    A Ford ajudou a motorizar o exercito alemão e a IBM lucrou com a produção da empresa mãe, Holeritt, que produziu tabuladoras de cartões, os antepassados dos computadores, para a industria nazi. Proto-computadorez que foram usados também no tratamento de dados que permitiu identificar, prender e “tratar” milhões de judeus nos campos de concentração. A Standard oil forneceu petróleo etc etc etc.

    Mas, e é um grande “mas,” os capitalistas nunca puseram os ovos todos no mesmo cesto e o mais curioso é que financiaram também o comunismo.

    O caso mais conhecido, o lend lease americano que permitiu à URSS esmagar a Alemanha nazi, foi apenas a parte mais visivel de uma politica que abarcou todo o tempo de existência da URSS.

    Começou mesmo ANTES da URSS.

    Quando os democratas russos derrubaram o czarismo os comunistas foram completamente apanhados de surpresa. Não tinham o minimo int do que se tinha passado.

    Lenine estava exilado na Suíça e Trosky nos EUA, com os respectivos núcleos duros.

    Sem apoios nem grandes fundos, dispersos pelo mundo com os movimentos limitados pela guerra e por governos hostism. O seu apoio popular também não era grande coisa, mesmo depois de tomarem o poder, nas primeiras e únicas eleições livres, o seu máximo no auge da popularidade foram vinte e tal por cento dos votos.

    O destino dos bolcheviques era serem uma força secundária na jovem democracia russa, talvez como o PCP hoje em Portugal.

    Mas de repente Ó MILAGRE !

    A fada madrinha capitalista apoia o bolchevismo.

    O próprio Kaiser interessa-se pelos marxistas. São feitos acordos com Lenine e os imperialistas alemães financiam e transportam Lenine e a sua equipa através do seu território no célebre “comboio selado”.

    Nos USA passa-se a mesma coisa. A Trotsky surgem financiamentos de Wall Street e documentação americana, incluindo pasaportes americanos concedidos pelo governo Wilson.Que lhe permite a ele e a todo o seu grupo revolucionário atravessar o bloqueio aliado e rumar para a Rússia munido dos fundos necessários para fazer a diferença.

    Os dois vão derrubar a democracia russa e criar a ditadura proto-fascista de esquerda que mais tarde evoluiu para o estalinismo.

    As suas ligações aos diferentes grupos capitistas vão sobressair no tratado de Brest Litovsk.

    Lenine, apoiado pelos alemães, quer a paz custe o que custar, a paz a leste que é a única esperança de vitória dos alemães que estão a perder contra os aliados ocidentais.

    Não hesita em entregar metade do Império russo aos alemães que estavam a perder a guerra !!!!

    Os russos estavam a levar para trás, mas bastava-lhes aguentar na defensiva, mesmo perdendo terreno, que a Alemanha cairia em alguns meses pela pressão ocidental – em vez disso Lenine dá aos alemães a ultima esperança de ganharem a guerra, permitindo-lhes retirar um terço do exercito da frente oriental para reforçar a frente ocidental.

    E ainda lhes dá metade do império russo de brinde !!!

    Este tratado teria sido SUICIDA para a Rússia, se, graças à paz a todo o custo de Lenine tivessem conseguido ganhar a guerra.

    Porque uma eventual futura operação Barbarossa de conquista alemã da Rússia partiria com os alemães a umas centenas de quilometros de Moscovo e ja de posse de um terço da população e metade da industria e dos recursos naturais, petróleo incluido. Uma Alemanha vitoriosa na I GM (graças a Lenine) poderia conquistar a Rússia em algumas semanas (também graças a Lenine).

    Por isso Lenine era considerado um agente alemão por muitos, incluindo a esquerda não Leninista.

    Trostsky, apoiado pelos americanos a quem tinha prometido que a Rússia continuaria em guerra ficou em pânico com a desgraça e tentou opor-se retomando as hostilidades contra as ordens de Lenine. Apenas para ser desautorizado e torpedeado por Lenine. Como não podia fazer a guerra contra a vontade de Lenine resignou-se.

    E o destino da Rússia seria ser uma colónia alemã não fosse os aliados ocidentais esmagarem a Alemanha apesar da ajuda de Lenine ao Kaiser com a sua paz custe o que custar. Lenine e e os alemães só conseguiram prolongar a guerra mais ano.

    E a coisa continuou por ai a fora.

    A Alemanha fora da equação, pela derrota e depois pelo apoio a Hitler com medo dos massacres que os bolchevistas praticaram na Rússia, parte dos capitalistas dos EUA continuaram a apoiar o bolchevismo.

    Na guerra civil os USA foram a potência intervencionista menos enpenhada.

    Apoiaram planos quinquenais com investimentos e mão de obra especialuzada. A Ford ajudou a construir uma super-fábrica de tratores e camiões, a Satandard oil uma mega-refinaria.

    A fome generalizada que matou milhões de camponeses na Rússia e na Ucrânia foi provocada pelas requisições forçadas de cereais destinada não só a alimentar aa populações das cidades mas também para exportações, para negociatas com empresários ocidentais – assim como parte das obras de arte russas. Gulbenkian foi um dos marchands que enriqueceram com o saque bolchevique da Rússia.

    Quando Roosevelt reconheceu oficialmente o estado soviético fê-lo por pressão do empresariado americano com negócios na Rússia e por ser já uma situação de facto, tendo em vista esses mesmos negócios.

    Depois veio a Ii guerra com o lend lease e depois empréstimos constantes quando a economia soviética começou a cair nos anos 70.

    Nas suas ultimas duas décadas a URSS foi mantida a soro com empréstimos dos capitalistas ocidentais.

    E ainda existiria hoje, se tem tido força suficiente para matar à fome mais uns milhões de camponeses para ir amortizando as dividas.

    Mas já não tinha eem vez disso.veio a perestroika.

    Ora um império colonial como a URSS, mantido pela força não se pode manter em democracia – e foram as independências e o fim.

  3. Desde que o comunismo se apresentou como real, verdadeiro e o concreto protagonista da História logo o capitalismo o reconheceu como o herdeiro, o contraente e… o seu coveiro. Karl Marx não o descobriu, não o inventou, Marx fundamentou-o. Ao fazê-lo, legitimou-o. Instaurada a legitimidade do comunismo, através do reconhecimento do trabalho como fonte de riqueza, o capitalismo vê a ameaça à sua existência e torna-se uma ameaça para a Humanidade.
    A Revolução Soviética revela a força dos trabalhadores, o capitalismo deita mão do fascismo, o seu instrumento terrorista preferido de exercício do poder político.
    O capitalismo sabe que não tem futuro mas também sabe que enquanto há vida há esperança. Nela investe todas as suas energias. Não há moda, consumo, ilusão, guerra, mantra (democracia, liberdade, direitos humanos) a que não se agarre. A dinâmica da História gerada pela luta de classes é implacável e os protagonistas individuais que não lhe conheçam as linhas acabarão algures encalhados na berma da estrada. O resto são minudências de percurso.

  4. Como sempre, Daniel Oliveira tem uma análise tendenciosa. Desde Abril que vivemos sob um sistema de assalto ao Estado e em que grandes empresas são clientelas exigentes, sobretudo do PS e PSD, financiando-os consoante a percentagem de poder que oferecem. Por seu lado, os políticos aperfeiçoaram o sistema jurídico de modo a garantir a impunidade em todas estas manobras de assalto e facilitar a ocultação dos proventos dos políticos. Os milhares de milhões que são roubados à nação acabam por ser pagos por todos nós, de impostos e taxas impostas nas necessidades do dia-a- dia. Vimos a dívida externa crescer a níveis superiores a 1926 e nada podemos fazer. Em vez de criar condições para que tenhamos uma vida melhor, pelo trabalho que desenvolvemos, os governos têm criado subsídios que se resumem em insignificantes esmolas. Esta é a melhor maneira de garantir que o povo continuará a votar em quem os rouba, com medo de perder o subsídio/esmola. É este o sistema de opressão escondida que vivemos desde Abril. Passámos de 2% de desemprego para quase 25%, de 7,5% de crescimento para 0,05%, de ausência de dívida externa para um nível impagável mas que acabaremos por pagar. ESTA É A REALIDADE QUE O POVO NÃO VÊ, POR ESTAR FOCADO NAS ESMOLAS. André Ventura veio fazer um alerta e o pânico instalou-se – Passou a ser o Nazi financiado pelas grandes empresas!? Mas que tem dezenas de empregos como “dir. não executivo” nas grandes empresas são os governantes pós Abril. Quem está está envolvido em processos de corrupção com BANCOS, EMAUDIO, PROVALOREN, LUSOPONTE HELICÓPTEROS, EDP, PT, TAP, VISTOS GOLD, TECNOFORMA, BRAGAPARQUES, MOTA ENGIL, etc., etc., são os governates pós Abril. Os mesmo que colocaram Portugal como o 2º país mais corrupto da europa ao nível da governação. Qual é o receio sobre as propostas de justiça e condenação desta gente feita por André Ventura?….. não é ele o financiado mas sim o “cartel governativo” pós Abril. Porque razão se ataca Ventura com o fantasma do Nazismo, quando esse sistema está montado pelos “libertadores” de Abril, e que obriga o povo a pagar 47 anos de assaltos prometendo mais esmolas para que possam continuar a fazê-lo? Portugal não precisa de direita, centro ou esquerda. Precisa do que nenhum partido pode executar sob pena de não poderem enriquecer em cada legislatura – HONESTIDADE. Daniel Oliveira não quer ver isto – Faz um discurso intrumentalizado, não sei se para manter o emprego, se por falta de lucidez.

    • UM homem de Santa Comba ,tb dizia que não eram precisos Partidos ,quando de coimbra foi,mas tinha um que com Policia e Esbirros á margem da sua Lei os eliminava …….a sua conclusão ipsis verbis é tb a morte dos Partidos ,menos o seu ,que se sabe pela retórica um que venha por isto na “Ordem”…..e acaba com argumento à terror ,que Daniel escreve ,para manter o emprego..:pois quando levanta ele e outros por essa Europa fora os perigos da “Idra” que tb agora vai “Chocando os ovos”, e que V/quer que dela ecolodam aquilo que defende ….tudo que possa alertar para essa ecolusão ,faz soar os alarmes do Saudosismo ,como as suas palavras retratam ,mas lembro-lhe que o “Cartel Governativo” lhe permite que fale ,exponha as suas iedeias e ideais e dormir descansado,sem pela calada da Noite ser levado e tvz a sua familia nunca mais saber de si ,como então acontecia no Regime que as suas palavras denunciam ……já o D.O. se as suas ideias e a dos seus Corregelionários vencerem,tvz tenha que exilar-se ou ficar calado …..

      • A Corrupção combate-se com Politicas fiscais justas sem fugas a impostos legitimos e Tribunais eficazes e redistribuição de riqueza,mas isso v/não toca pq como deve saber que por aqui a acumulação de riqueza é das mais iniquas da Europa, e isso o seu “Chefe aos costumes diz nada”……

  5. Temos de ter consciência de que os muitos milhares apoiantes do desventuras, inclusive os do Alentejo, não são na sua maioria extremistas nem fascistas como se diz. Falei com muitos deles. São humildes trabalhadores e pequenos empresários que afirmam votar no coiso, não por subscreverem as suas políticas falaciosas, mas sobretudo por pensarem ser essa a única maneira de protestar contra o inacreditável regabofe dos resgates bancários escandalosos, os cambalachos do Benfica e afins, a impunidade com que a ladroagem se passeia por aí, os conluios político-partidários e toda essa interminável panóplia de caldeiradas com que as elites nos brindam diariamente. A verdade é que um nº crescente de cidadãos estão profundamente revoltados e escandalizados, indignados e impotentes perante essa avalanche miserável. Assim, pensam, só lhes resta o voto de protesto. Portanto, os cheganços apenas vieram surfar a onda do modo mais oportunista possível, bem amparados com os generosos donativos de alguns empresários endinheirados que viram o furo. Que um indivíduo que nunca mexeu um dedo contra a corrupção se venha agora armar em lider anti-corrupção, é apenas uma das muitas contradições do dito, em que alguns ingénuos caem, porque querem cair.

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