48 Horas no Sistema de Saúde Inglês

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 01/11/2019)

Clara Ferreira Alves

Soube que estava em sarilhos. Saí de um restaurante na zona de Kings Cross e entrei na estação de metro. As imediações de St. Pancras e Kings Cross, um monturo nos anos do thatcherismo, são uma das zonas mais gentrificadas de Londres. Casas e escritórios caríssimos, arquitetura de ponta, torres de vidro e aço, a novíssima e monstruosa sede da Google a ser construída. Da construção emana o poder brilhante do futuro. Londres é uma cidade-estado, a Singapura dos Tories, mas ainda faz parte do Reino Unido, do empobrecido país dos nortes. Aqui, com as lojas de luxo e as marcas europeias chiques, às quais os ingleses reconhecem uma superioridade elegante, nada existe ou virá a existir que não seja de bom gosto e de bom preço. Os restaurantes, fusão criativa, com empregados esbeltos e clientes dessa população que só se costumava ver em Nova Iorque e LA. Nómadas digitais, novos empresários, a burguesia nacional e internacional viajada e bem empregada, qualificada, jovens e baby boomers que debicam vinhos franceses, americanos, italianos, neozelandeses, argentinos, israelitas e, sim, portugueses. Estive quase a pedir um Papa-Figos. Eu aprecio este mundo transversal, internacional, criativo, onde se ouve a babel das línguas e onde o talento tem importância. Nada de milionários, apenas profissionais ambiciosos que não são racistas nem puristas porque o mundo é o seu território. A espécie humana a viver bem sem fazer mal a ninguém. Saí do Coal Office, o restaurante era um antigo edifício industrial no tempo em que existia classe operária inglesa, a caminho do Gauguin na National. Chovia torrencialmente. Nas escadas rolantes do metro, um abismo de metal ensopado em água, escorreguei. Perna torcida e pé do avesso.

Amparada pelo meu filho, rumei ao Hospital Universitário perto de Kings Cross, onde costumo passar no autocarro quando vou ao Selfridges. Sempre o observei com atenção, a espiar o movimento da Urgência. Pior ou melhor? A transparência dos vidros dá para ver. Parecia-me muito decente.

Uma sala de espera com dezenas de pacientes esperando pacientemente. Todas as etnias e cores, um ou dois utentes de pele desmaiada e olho claro. Os coloridos são tão ingleses como estes, convém recordar. Quando se sustentam impérios onde o sol nunca se põe, a população não pode ser deitada ao mar. Inscrevi-me, não me pediram cartão europeu de saúde, mandaram-me esperar. Não residente no UK, certo. Quatro horas depois, fui inquirir. A perna doía prodigiosamente. A sala esvaziara, os comensais desandavam, novos comensais rodeavam-me. Deram-me Brufen e Paracetamol e disseram-me que estava nos três próximos. Mais um par de horas e nada. Inquiro de novo. Será hoje? Tom agressivo. Meia hora depois chamam-me. Paredes pintadas, boas instalações. Nada de corredores entulhados, nem macas a esmo, nem gente estafada. Enfermeiras conversam pelos cantos. Algumas portuguesas, decerto. Um médico de origem asiática, Paquistão ou Índia, atendeu-me. Raios X. Leitura dos raios X. Fratura múltipla. Tem de vir à Clínica da Fratura daqui a três dias para colocar uma bota de tala, porque agora vamos fazer metade do gesso para imobilizar. Será vista pelos ortopedistas. O seu país é o melhor país do mundo, disse-me no fim. Antes de entrar na sala do gesso, outro médico, de origem paquistanesa ou indiana, vem falar comigo. Vi os seus raios X e considero a cirurgia inevitável e a ser feita já. Fraturou vários ossos. A ortopedista vai falar consigo daqui a pouco. Veio a ortopedista, uma jovem médica, decerto estagiária. A operação é a única solução. Tudo se precipita. Tiram sangue para análises, deixamos o cateter para o soro, não deixamos, mais raios X, tensão medida, o melhor é ficar internada esta noite. Pergunto se não posso ir a casa, que não é longe, não vinha preparada. A ortopedista vai conferenciar com outro ortopedista no computador e já me dirá, mas o anestesista poderá vir às 5h ou 6h da manhã para discutir a anestesia e eu teria de estar no hospital a essa hora. Para a vaga. Uma injeção de anticoagulantes na barriga por causa das embolias. Será uma por dia, sem falta. Quando sair do hospital para casa, leva a receita e leva a medicação consigo. Mas… se volto de madrugada. Há aqui inconsistências. Tenho de preparar o meu internamento, preciso do computador. Vão ligar-lhe do hospital logo de manhã, depois da conferência ortopédica. Se as análises do sangue fossem anormais, ligaríamos durante a noite. Era um domingo. Aos fins de semana há menos médicos. Por esta altura, estava maravilhada com o NHS. Saí sem a medicação. Telefonei para o meu médico em Lisboa. Sim, se te operam já, melhor. E explicou as minudências. Riscos de embolia, edemas, etc. O médico que detetou a urgência cirúrgica deseja-me felicidades e diz que ficou contente por ter visto os meus exames. Cirurgia é a única solução. Não estará lá no domingo, quando eu entrar. Boa sorte.

Telefonam-me às 9h da manhã. Uma administrativa. Não a podemos operar. O sistema está cheio de emergências e temos de dar prioridade. Como é residente em Portugal, recomendamos que viaje para o seu país para se operar, a.s.a.p. Mas disseram-me que era urgente, entraria de madrugada. Sim, mas o serviço tem outras prioridades além da sua e tem a hipótese de se operar no seu país. Digo que não preparei as coisas, há aviões a tomar, há que avisar médicos que não me viram, tudo em menos de 24 horas. Pode dizer-me, se preferir operar-me aqui, quando o seria? Não lhe posso dar uma data, teria de ir aguardando dia após dia. Nenhuma ideia do dia. Incerto.

Tenho de ser operada com urgência, o edema, a embolia, a hemorragia, pois, não lhe posso adiantar mais nada. Regresse a Portugal. E a injeção? Não me deram a receita e a medicação. E os exames? Como ia ser internada, não os tenho. Venha ao hospital buscar a medicação, já não será observada por um médico. Regresse ao seu país.

Hospital de novo, a coxear nas canadianas. Na receção dizem-me que sou internacional. Onde está o meu seguro? Começo a berrar que eles ainda estão na União Europeia. A seguir, despejo uma torrente de argumentos que acabam com a ameaça de processo, linguagem jurídica complexa, nos anglo-saxónicos tem efeito seguro. Pedem logo desculpa, vão dar-me uma pulseira de prioridade. Não me podem dar a medicação e exames sem ser vista por um médico. Sorry. Mais umas horas de espera, o meu filho entra na unidade restrita e agarra um dos médicos do dia anterior, o que não tinha visto a necessidade da cirurgia. Pede-me desculpa das inconsistências do NHS. Diz-me para escrever uma carta e apresentar a reclamação. Porque foram rudes e isso afeta todo o sistema. Rudes? É esse o problema? Rudeza? Negaram-me tratamento. O NHS está muito sobrecarregado. Dá-me os exames, com ar pesaroso, depois de muita burocracia e vários impedimentos e uma conversa absurda sobre a proibida transmissão de dados para fora do UK. Tenho direito a um CD, peço a análise do sangue, dão a injeção, não a medicação. Tenho para 24 horas de efeito anticoagulante, por causa do avião. Tinham-me falado numa caixa de medicação, antes. Em Lisboa, trate do resto. Da ortopedista, nem sinais. Ou de um ortopedista. Fui expulsa do sistema.

Estou em Lisboa, a ser muito bem tratada pelos médicos portugueses. Sei que o nosso depauperado SNS, para o qual pago impostos, jamais faria isto a um cidadão britânico. O ‘Brexit’ já aqui está. O português com sotaque britânico que conduzia o Uber que me levou a casa, depois de 25 anos a trabalhar no país, mulher e filha com passaporte britânico, viu-lhe negado o pedido de residência fixa por causa de uns papéis em falta dos últimos seis meses. Fazem-lhe a vida negra.

No NHS, mal pus os olhos num “puro-sangue”. Médicos e utentes? Vi imigrantes e descendentes de imigrantes, com uma ou outra exceção. Quem vai limpar as latrinas dos ingleses? Os ‘brexiteiros’, espero. Vai fazer-lhes bem.

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34 pensamentos sobre “48 Horas no Sistema de Saúde Inglês

  1. «Tudo é suposto progredir e no entanto as instituições mostram-se incapazes das mais simples tarefas. Assim, na Grã-Bretanha temos o Serviço Nacional de Saúde no qual o número de administradores aumentou à medida que o número de camas diminuiu. Aparentemente incapaz de tarefas básicas como manter as enfermarias limpas…preocupando-se apenas com os números que passam pelo sistema»
    «A Grã-Bretanha tem sido um lugar deprimente nesta última década. Ministros incompetentes, corruptos ou descaradamente falsos agarram-se ao poder como lapas, inicialmente negando tudo, e por fim pedindo desculpas e esperando que isso seja suficiente.
    A burocracia e a regulamentação continuam a crescer depressa, enquanto a eficiência básica das instituições decresce, tornando-as incapazes de resolver as tarefas aparentemente mais simples.
    O tom arrogante de muita legislação governamental condiz certamente com os decretos
    imperiais do Período Romano Tardio»

    O FIM DO IMPÉRIO ROMANO
    Adrian Golsworthy
    Londres 2009
    Esfera dos livros, 2010

    • Escreve a vangloriar-se que mora perto de uma zona jet set e cara e que vai ao selfridges, etc… sem necessidade nenhuma de tais comentários.
      E depois sinceramente é a mesma coisa: vai às urgências em Portugal e precisa de cirurgia imediata e segue na prioridade.
      Pede para ir para casa e depois logo se vê e que telefonem ( quando até à quem diga que não é urgente) e vai para o fim de uma lista de espera para cirurgia. Em qualquer lugar, se pode ir a casa e esperar deixa de ser urgente!
      Ai provavelmente recomendam voltar ao país de residência para seguir com o tratamento.
      E quando voltou a Portugal como foi? Não diz nada em como acabou a história?
      Foi ao privado não foi?

    • O NHS (o SNS ingles) é um serviço gratuito para todos os utentes.
      Há um cartão internacional de saúde (nāo é seguro!!) que todos temos que ter, para usar quando sairmos do país em que residimos. Eu tenho o meu sempre actualizado.
      Mas, ela, a Clara A. nunca deveria ter saído do hospital (!!), se tinha de ser operada tinha de lá ter ficado – “não ia preparada para ficar no hospital”!? Quem vai? Mas quem sai de um hospital quando o caso é urgente?
      E depois ela regressa, e ainda ‘grita’ com a funcionaria?? e o filho ‘agarra’ o medico numa zona restrita (??) – quem pensam eles que sao para entrar aonde nao devem??? e agarra o medico, ‘paquistanês ou da India (?) ela é racista???
      e por fim… no ubber apanha um Português que reside ca ha 25 com sotaque ingles (?? que cidadao perde o seu sotaque???) que se queixa que nao tem os papeis em dia e por isso nao consegue obter a residencia no UK? – se nao tem os papeis em dia, então tem de os ter em dia….

  2. Portanto, os efeitos do neoliberalismo europeu nos sistemas de saúde… são culpa do Brexit. Claro!
    Eu revia a dose dos medicamentos, Clara.

  3. Não, o problema não é o brexit, o problema é a destruição do sns britânico começado pela ultra-l’uber’al pinochista tatcher, continuado pelo neo-liberal-criminoso-de-guerra-tony e agora em processo de gentrificação acelerada pelos “inocentes” empreendedores que não fazem mal a ninguém e que estavam a jantar nas mesas ao lado da dela a beber vinhos israelitas feitos com uvas dos territórios ocupados. Desejo sinceramente a essa limpadora dos tapetes de bilderberg que a perna lhe cresça torta, tão retorcida como a explicação que os bilderberguistas a mandaram escrever para o facto de um sns para pobres a ter tratado como aquilo que é: uma pobre!

  4. Por este andar e caso, o louro despenteado, ganhe as eleições. Estou mesmo a ver, uma correnteza de asiáticos, a ter o mesmo tratamento que esta nossa compatriota. Há uma parte da população britânica que julga se vai safar melhor, saindo da Comunidade Europeia e “juntar-se” ao outro louro, que comanda a dita maior nação do mundo. Eu pessoalmente, acho que fazem mal.

    • O próprio banco Central britânico já mostrou contas do tamanho do impacto do Brexit e o tempo que a recuperação demora. Comparado com a austeridade iniciada por Osborne, que ainda continua e o ministro sombra não discorda em muito, não é literalmente nada. Convém é querer.
      Claro que outra coisa é o acordo, que não é saída de coisa nenhuma.

  5. A solidariedade em Portugal, acrescida ao “crachá”, é RECONHECIDAMENTE e de facto, um Must! É, NÃO É ? Bem Vinda, ao país, dos brandos costumes, ….para alguns,(as)!E vai ter tempo para se manifestar,(agora por escrita), por um imenso “rol”, de assuntos internos! BOA RECUPERAÇÃO, …MADE IN PORTUGAL!

  6. Escreve a vangloriar-se que mora perto de uma zona jet set e cara e que vai ao selfridges, etc… so para se vangloriar, sem necessidade nenhuma de tais comentários.
    E depois se fosse em Portugal iria às urgências e precisando de cirurgia imediata? Seguiria internada na prioridade tendo cirurgia o mais breve possivel.
    Agora, mesmo em Portugal, peça lá para ir é para casa e depois que lhe telefonem (quando até há medicos que não consideram urgente).
    Deixou de ser considerado caso urgente e passou para o fundo de uma lista de espera grande e ai provavelmente recomendam voltar ao país de residência para seguir com a coisa pois claro.
    Tanto o SNS como o NHS claro que têm os seus problemas e dificuldades, listas de espera grandes, etc
    E quando voltou a Portugal como foi? Não diz nada em como acabou a história?
    Foi ao sistema privado não foi?
    Misturar a história com brexits é ridiculo
    As melhoras…

  7. Ir às urgências e depois ir para casa à espera? Se calhar deixou de ser tratado como urgente e passou a lista de espera. Em Portugal e noutro país qualque seria a mesma coisa. Qual é o espanto?

  8. Pois, ela em Lisboa tem estatuto. Em Londres não tem. Em Lisboa vai para o Hospital provado da CUF porque o seguro dela paga. Não vai para os hospitais do estado a que a grande maioria da população se tem que submeter. Um Ze ninguém no Hospital de São José ou de Santa Marta em Lisboa recebe um tratamento ainda pior com enfermeiros e médicos aos berros a dizer aos pacientes que quem manda la são eles e que se nao gostam que podem ir para casa. Esta foi a minha experiência com o meu pai nas últimas 48 horas. A mesma gente que diagnosticou a minha mãe com uma Espandolite quanto tinha cancro nos ossos. Para dizer mal dos outros esta gente não se cansa. E pena que não vejam a realidade a frente do seu próprio nariz…

    • Leio aqui dizerem muito mal do SNS. Só podem ser pessoas com os fantasticos seguros de saude que eu nao queria nem dados. Infelizmente tenho desde ga 10 anos uma tal doença prolongada e só agradeço ao SNS estar cá. Serei a eleita por Deus para dizer bem?… verdade, nem tudo serao rosas mas dugi-vos que ha utentes que tambem nao os queria nem pagos a peso de ouro. Ja3agora fala-se muito da CUF. Já lá foram? Horrivel. Cadeiras de pau, falta de medicos e enfermeiras, instalacoes que nada tem a ver com o preco que se paga. Caganca portuguesa, muita.
      Devemos apontar os erros do SNS wuando os há, mas devemos defende-lo com unhas e dentes. É muito bom. Obrigada por existirem.

      • Pois, mas um ze ninguem num hospital em Portugal, Santa Maria ou outro não é tão mal tratado. Era aí que eu queria chegar.

    • Refuto tudo o que diz do SNS . Infelizmente estes meus 11 anos ultimos têm sido passados em Hospitais publicos. Felizmente. Nunca ninguem me berrou, me tratou mal porque eu tambem nao o faço . Portanto, nao permito. Agora os privados sao uma fabrica de fazer dinheiro. Falo com conhecimento de causa. À noite nao ha xixi para ninguem (acamado em quarto particular) Medico ha 1 daquela especialidade para 3 dos hospitais do grupo. Espera-se um dia para que tenha disponibilidade para rever a situacao. Está 10 dias internada e vem embora porque so piora. O doente é tambem medico bem arrependido de ter ido para a CUF. Privados? Esperamos por consultas em pé ou sentados em cadeiras de pau. No IPO ha cadeiras estofadas e ate uns sofás. Que luxo! Nos somos um povo que gosta de fizer mal do que é seu e refila quando se acha patrao. Caso do SNS . No privado a carneirada está caladinha e nada exige. Oh que pobreza de espirito. Eu devo a minha vida ao SNS e agradeço. Minha mae tem 96 anos foi internada nos Capuchos e teve um tratamento humanizado. Fez xixi de noite, mesmo acamada. Gostei. Viva o SNS!!!

  9. O SNS no RU já foi muito bom mas a sua descapitalização liberal conduziu à actual situação que a autora conferiu in loco apesar de gostar de criticar o nosso SNS e de gostar muito do que se passa noutros países europeus. Se tivesse apanhado 2 enfermeiras num hospital exemplar em Lisboa a dizerem-lhe que voltaram do UK porque o SNS lá estava num caos talvez se tivesse metido logo num avião para cá, mesmo que as tv continuem a bombardear-nos com a falta de uns médicos aqui e acolá, o que a autora tanto gosta de amplificar. A minha filha já foi salva de morrer de um ataque anafilático e de outras situações graves pelo tal SNS que tantos gostam de criticar, a começar pelo bastonário da Ordem do Médicos em vez de se preocupar para o que foi eleito. Boa sorte e que o nosso SNS a ajude a ficar bem e quem sabe a mudar de discurso que por cá não é tudo mau e só no RU é que é tudo bom.

    • Isso foi grave de saúde, mas simples e barato em termos médicos e logísticos. Complicado é conseguir uma ressonância antes de metástase do cancro do pâncreas, por exemplo. Ou não ter que passar um dia inteiro cheio de dores para um papelucho que permita comprar um antibiótico comum.
      Ou não gostássemos de copiar os outros.

      • Ter o 112 com 2 médicos em casa 5 min após a chamada a tratarem de imediato um grave choque anafilático e depois de estar estabilizada foi numa ambulancia sempre acompanhada por um médico até ao hospital onde foi muito bem tratada por todos. Não foi simples e podia ter sido caro se tivesse estado na UCI vários dias. Não será assim em todo o país mas Londres também não é uma aldeia remota. Contrariado vou visitar Londres em 2020 e já ando a estudar a melhor maneira de me tratar de um acidente lá.

        • Simples no sentido de ser uma questão de aplicar uma solução estudada e usada com frequência. De qualquer forma, não era para dizer mal do SNS e do que faz com o que tem (nem para dizer que o do RU é melhor), mas para dizer que a falta de financiamento está a causar muito mais problemas do que se julga. Há muitos mais casos de médicos com processos de negligência abandonados porque a negligência não é do médico, é do sistema, que faz o que pode.

  10. Ah o Selfrigdes e tal … muito importante para o pé partido. Não quis ficar internada prque não estava preparada??? Por acaso há uns anos, quando fui atropelada e parti a perna também não estava preparada mas lá fiquei no hospital. E depois chegou cá e foi logo operada no maravilhoso SNS, certo… o médico a quem telefonou de Londres , durante a noite, era o médico do seu Centro de Saúde, não era??’ E depois os Britânicos é que são pedantes e snobs. Haja paciência.

  11. Paleio de merd@ só para que se conclua quem em Lisboa é uma senhoura e em londres é a merd@ que eu sou em ambos os lados.

  12. Infelizmente aqui è assim…jà foi bom mas actualmente..e desculpem a expressão uma grande MERDA..eu tendo problemas cardiacos senti -me mal no Metro e desci em WhiteChapell e onde està o London Hospital..que dizem que è um dos melhores da Europa..tudo quanto è ingles acredita porque não conhecem o sistema dos outros Paises pois essas informações não são dadas pelo sistema porque isso era demasiada informação e o melhor dos outros Paises aqui não mostram..sò o que è MAU..isso sim põem os outros Paises de rasto como jà puseram o nosso nessa fantochada relacionado com a Maddie..mas isso è outro assunto.
    Eu nesse hospital fui hà emergencia onde havia uma senhora de origem muçulmana pois a roupa era essa e eu falei dos meus sintomas e isto demora tempo porque eles não sabem escrever nomes Europeus e eu tive que dizer palavra por palavra..là entrei e um mèdico de origem indiana disse me que não podia fazer nada e o melhor era ir para o meu GP..Medico local..e eu disse..isto mas afinal isto è um hospital de A&E ou um mercado de rua onde sò se atende quem quer…
    Fui ameaçado que iriam chamar a Security etc e eu respondi..chamam a Policia e a Rainha e a Press se for necessario mas eu aqui sou o doente e tenho història da doença..là me fez ECGs etc…porque fiz..Peixarada que è o que os Britannicos fazem nos outros Paises e não pagam um TOSTÃO de taxas..aqui e sò..Sorry mais sorrys..loads of Caca without meaning

  13. Gostei de ler o comentário da Clara F.A… realmente parece que em todo o lado as pessoas dizem o mesmo… Os utentes dos serviços, se são totalmente desconhecidos na terra, no país, na região em causa… são tratados de uma maneira… caso da C.F.A. em Londres… Se são conhecidos – caso da C F A e do Presidente da República, em Portugal, são clientes “vip” do SNS e só tecem elogios… Gostava era de comparar o atendimento nas urgências em Londres, de um inglês totalmente desconhecido em Inglaterra com o de um português nas mesmas condições em Portugal…

    • Ainda bem que teve um país que a recebeu e tratou com o estatuto que deseja. Nem todos têm a mesma sorte.
      Por aqui não se aceita a rudeza e trata-se cada um com igualdade.
      Seria benefico se deixasse o egoismo de lado e percebesse que haveria alguém em situação mais critica que a sua.
      Falando pelos que aqui estão, por alguma razão não voltam, razões que leio no tom que escreve este artigo.
      Portugal é maravilhoso, uma pena estar cheio de mentes pequenas.

  14. Gostei do que nos contou. Imagine agora que lhe tinha acontecido tudo isto num hospital em Portugal.
    Escreva agora o seu texto.

  15. Pois eu que vivo no Reino Unido há mais de 6 anos já fui de urgência para o Hospital e sempre fui rapidamente e bem atendida. Tenho um médico de família – ao contrário de Portugal que NUNCA tive – e consigo consultas médicas sem ter que acampar de madrugada à porta do centro de saúde, e REZAR que consiga uma senha!

    Relativamente aos papéis para a residência, tinha um prazo previsto de resposta de 2 semanas, recebi a resposta em 24horas sem problemas. Se faltam documentos, eles vão pedir, como é NORMAL!

    Que artigo mesquinho. Até porque quase de certeza, que a Sra. foi de urgência a um Hospital PARTICULAR!
    Quando a minha filha nasceu no Amadora-Sintra há 10 anos, CHACINARAM-ME!
    Precisei de futuras operações e demoraram 4 anos a operar-me.
    Caia na real. O SNS podia ser MUITO BOM, não fossem os níveis VERGONHOS de corrupção em Portugal.
    Mas isso, já n convém escrever… pfffff…

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