Um Governo fraquinho

(In Blog O Jumento, 13/10/2019)

Não vale a pena procurar desculpas para a fraca vitória do PS nas legislativa, o governo da geringonça era uma engenhoca onde quase todos os ministros viveram à sombra do trabalho de Mário Centeno. Tirando Vieira da Silva e Augusto Santos Silva poucos serão os ministros do governo da geringonça de que nos iremos lembrar daqui a um par de meses a não ser por razões negativas.

O ministro da Defesa foi um desastre tão grande como a Constança Urbano de Sousa na pasta da Administração Interna. Mas os maus ministros não se ficam por aqui, o Adalberto foi um desastre, foi ele que quando sentiu a corda ao pescoço atirou o odioso contra Mário Centeno, para a história da sua passagem pelo governo fica ainda a decisão absurda de mandar o INFARMED para o Porto.

E o que dizer do Eduardo Cabrita, um homem que não conseguimos imaginar o que sabe fazer, mas que parece que ser uma espécie de ORH+ governamental, uma espécie de ministro capaz de qualquer pasta. A sua passagem pela Administração Interna foi um desastre tão grande como o da antecessora, foi ele que trouxe a padaria de Arouca para o Governo, com as consequências que vimos.

E por falar em Cabrita vale a pena referir que neste caso não se estraga uma casa de família, se o marido apanhou uma indigestão com o pão de Arouca, a esposa parece ter uma relação estranha no Algarve, com um dos mais perigosos autarcas do PSD, um rapazola que lhe deu de ganhar muito dinheiro no passado.

É uma pena que com uma nova geração de gente no PS, como não se via há muitos anos, António Costa tenha recolhido ao depósito da tralha, com as consequências eleitorais que vimos. Esperemos que perceba que sem um governo competente e com amigos em Arouca o próximo governo vai ter muitas dificuldades.

É verdade que o caso de Tancos teve consequência, mas com um ministro da Defesa teria tido as mesmas consequências? O caso das golas teve consequências, mas o que se esperava quando se tem um padeiro que é assessor de um secretário de Estado da Proteção Civil?


Fonte aqui

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10 pensamentos sobre “Um Governo fraquinho

  1. Nota. Acrescento também que, como é público, a Francisca Van Dunen está de saída do ministério da Justiça sem deixar uma marca (e a que me ocorre até é polémica, e tem que ver com os novos ordenados para os juízes além da tabela). O que se passou nos bastidores, afinal, Tancos?, concessão da exploração de lítio à Lusorecursos em Montalegre, que deixou o João Galamba histérico?, milhões do lixo orgânico oferecidos à Mota-Engil?, pressões dos barões e baronetes, da garotada que domina o aparelho de Estado, ou é o PS Profundo a reagir?

    https://www.rtp.pt/play/p5338/sexta-as-9

    • o servidor da estátua de sal custa dez vezes mais devido à quantidade de lixo que armazena gerada pelo seu alter ego, já não falando na qualidade altamente tóxica do mesmo. não sendo possível reciclá-lo devido ao seu alto grau venenoso só mesmo transformar o servidor numa incineradora para minimizar os estragos ambientais.

      • Nota. Por falar em venenos, toxicidade, cabalices, Galambices e Sócratices (aquela do Oliveira da Galp andar por aí, sem contrato, e ter as portas abertas do Matos Fernandes é de morrer, melodias de sempre!) eis a prosa do formoso Tavares para vossa ilustração. Aprendam, e depois recreio meninos.

        […]

        Foi já esta Lusorecursos Portugal
        Lithium que conseguiu do Estado a
        licença de exploração da mina,
        sem sequer estar munida de um
        estudo de impacto ambiental
        (nota: parece que a lei não o exige),
        com a coincidência de a empresa
        ter sido criada em Março deste ano,
        três dias antes da licença ser
        atribuída. Mais coincidências: em
        Setembro de 2018 entrou em cena
        Jorge Costa Oliveira, ex-secretário
        de Estado do PS para a
        Internacionalização (demitiu-se na
        sequência do Galpgate), como
        consultor “para a área do
        financiamento” da Lusorecursos.
        Um consultor sem contrato, a
        trabalhar para a empresa com base
        num “acordo informal”, e com
        comissão sobre um negócio que
        ascende a 350 milhões de euros.
        E o que fez Costa Oliveira? Pôs
        em cena a sua JCO Consultancy. Ao
        ser questionado sobre se tinha
        falado com membros do Governo
        antes da atribuição da licença,
        respondeu: “Não sei. Posso ter
        falado, mas não pus pressão.”
        Aquele “não sei” diz tudo. Cereja
        em cima do bolo: o seu ex-chefe de
        gabinete, Pedro Reis, é o actual
        chefe de gabinete do ministro da
        Economia Pedro Siza Vieira, com
        tutela directa sobre o negócio. João
        Galamba veio para as redes sociais
        indignar-se com a “desinformação”
        e exibir o “enquadramento legal
        aplicável”. Como se fosse esse o
        ponto. No estilo desadequado do
        costume (“o Sexta às 9 alimenta
        mentiras”), a resposta de Galamba
        tem 6998 caracteres. Já sobre o
        envolvimento de Costa Oliveira
        nisto tudo há zero caracteres. Por
        que será?

        No P., online.

        • Adenda. Esclareça-se «(nota: parece que a lei não o exige)», é verdade mas esta foi mais uma daquelas jogadas que saiu do gabinete do voz de escocês Matos Fernandes que, em 2018 e o sol vinha longe, criou esta e outras excepções estrambólicas. O Francisco Ferreira, da Zero, já pôs os ponto nos ii… É fartar, vilanagem!

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