Meritíssimo Neto de Moura

(Por Dieter Dellinger, 09/03/2019)

O Meritíssimo Neto de Moura

Meritíssimo! Achas que foi boa ideia escolheres o dia da mulher e de luto pelas 12 mulheres e 1 menina ASSASSINADAS neste início de ano para dares a porcaria de uma entrevista ao Expresso?

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Não percebeste, Meritíssimo, que os gajos do papel só querem chamar as atenções e o escândalo para vender o papel. Utilizaram-te para isso porque sabem não irias dizer coisa com coisa.

Ainda por cima, para dizeres que “os casos que julgaste não são particularmente graves”. Onde é que tinhas a cabeça quando pronunciaste essa frase, Meritíssimo? Então, dois homens batem numa mulher com uma moca de pregos e isso não é grave?!

Isso é grave e nem tem a ver com o sexo da agredida ou a sua separação do marido, que é um direito próprio, e não sabias que o inquérito diz que o outro homem nunca foi amante da senhora em causa. A senhora simplesmente negou a vagina a dois homens, porra. Então aquilo não é dela e não está no seu direito dar umas negas a duas bestas.

Meritíssimo! Não sabes que o código penal proíbe agressões, principalmente graves. Sim, Meritíssimo, uma moca de pregos não é uma palma da mão a dar um bofetada.

E furar os tímpanos a uma mulher que vai ficar a ouvir um zumbido durante toda a vida e daquele ouvido não ouve mais nada. Porra, não estou nada satisfeito contigo, Meritíssimo. Vê se lavas os miolos junto a um psiquiatra para estares em condições. ou melhor escolhe uma psiquiatra, talvez seja melhor para ti.

Meritíssimo, vê lá se te aparece um incendiário e se o mandas embora só para lixares o Partido do Governo que então zango-me mesmo. Apesar do meu nome, sou português, ultra patriota e detesto ver a Pátria a arder porque a judicatura não prendeu um só incendiário. Vê lá como te comportas, não és independente da Pátria nem das portuguesas e dos portugueses. Em termos de justiça és o Estado, Meritíssimo, e isso não é ser independente. Pensa bem. independente és quando estiveres de férias.

Ainda dizes que é preciso criar condições para que as mulheres não dependem tanto do marido.

Maritíssimo! Não sabes que vives em Portugal em que a população ativa feminina é ligeiramente superior à masculina. Em quase todos os casais, os dois cônjuges trabalham e, claro, em caso de divórcio há que separar os bens. Então, porra, isso não é justo, Meritíssimo.

Portugal é dos países da Europa que tem a maior percentagem de mulheres a trabalhar. A senhora que levou com a moca não queria saber do marido ou sei lá o quê para nada. Não deves ter lido os autos.


3 pensamentos sobre “Meritíssimo Neto de Moura

  1. Mulheres, hoje?

    Nota. Ó Manuel G.: como ando a ler uma beca atrasado pelo que, juro!, hoje de manhã li finalmente o texto da Maria Teresa Horta, quando vinha para aqui não pude deixar de reparar num comentário anterior que, provavelmente, resumiria o meu se argumentasse: que parvoíce, mais uma, e com dois pontos de exclamação!! No entanto, diz-me o seguinte: este gajo não é o mesmo que ,aqui há uns tempos, nas páginas alvas d’A Estátua de Sal se referia a uma mulher qualquer como cabra?

    [Antes de dar o OK, vi o parágrafo final e isto promete!]

    • «A senhora simplesmente negou a vagina a dois homens, porra. », …?!

      Nota, e tchau. Este cabrão que assim escreve dever-te-ia envergonhar, Manuel G.

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